domingo, setembro 18, 2016

Até aos Piornos com a menina



Bem.... a receita de hoje não foi meiga....
Foi boa para as pernas, mas se calhar um pouco penosa para os joelhos...

Saí para passear com a "menina". Ela estava com vontade e com vontade o pai está sempre....
O passeio seria por asfalto, umas vez que não tinha montado o "kit" de conforto em longas viagens em todo terreno. A viagem também não podia ser muito grande uma vez que saímos de casa às 10:30.

Fomos então passear pelas ruas da Covilhã. No pelourinho "tocou" uma sineta na cabeça do pai... e porque não? Vamos lá tentar..... e vamos lá ver se a menina não se farta....

Durante a subida deu para repetir vezes sem conta o repertório das musicas da escola. Mas às vezes era difícil ter fôlego para cantar. Aos poucos lá chegámos à Varanda dos Carqueijais, ao Sanatório dos Ferroviários, às Penhas da Saúde, aos Piornos...

Normalmente quando por aqui passo levo comigo um conjunto com menos de 10 Kg e isto já com os cantis cheios de água. Hoje o conjunto ultrapassava os 40 Kg e ainda por cima a cassete da velhinha Giant Coldrock tem no máximo uns 28 dentes. 

Foi um passeio fantástico. O dia convidava e com uma companhia destas, que queria eu mais?? Mais nada. Quando passámos nos Piornos estava na hora de descer e almoçar. Ainda parámos para comer uma banana (comeu a filha, não o pai) e de seguida descemos para Unhais da Serra.

Aqui ficam mais algumas fotos....





sábado, agosto 20, 2016

Pela minha linda Benfeita


Que bonita volta..... que a passar na minha Benfeita, ainda a torna mais bonita. Então foi assim....

Para variar só em cima do acontecimento é que deu para perceber que tinha um pouco mais de tempo para acrescentar à voltinha da manhã de sábado. Saí de casa e tomei o caminho das Pedras Lavradas, mas.... como estava fresco, como havia vento e as nuvens estavam baixas abandonei a ideia de pedalar para aqueles lados. No Ourondinho, virei para o Paul e de seguida Ourondo. Ainda pensei em ir à Barroca e Dornelas para de seguida subir à Portela de Unhais (já faz algum tempo que não passo por lá), mas decidi ligar o Ourondo à estrada (reabilitada) que liga o Cabeço do Pião à Barroca Grande. Foi muito boa opção!


Sempre à beira do Zêzere e com vista para as escombreiras do Cabeço do Pião apanhei a dita estrada. Subi à Aldeia de São Francisco de Assis e de seguida já com a imponência das escombreiras da Barroca Grande à frente, continuei a subida.




Passei a Barroca Grande, terra de mineiros. Sente-se aqui um mundo à parte, sente-se que foi terra com muito mais vida em outros anos. As conhecidas Minas da Panasqueira são por aqui e por todos estes arredores. Neste link, encontram-se vários registos fotográficos disso mesmo. 

Depois da Barroca Grande continuei a subir. Da ultima vez que aqui passei, segui para São Jorge da Beira e para o Sobral de São Miguel. Nessa volta tinha ficado curioso com uma placa que indicava Barragem de Santa Luzia à esquerda. Já andei por essa zona várias vezes, mas como estava curioso onde essa estrada me iria levar, foi agora o caminho escolhido.


Encontrei pelo caminho um santuário, o Santuário do Cristo Operário que eu desconhecia existir. Mais à frente as vistas para a Serra da Estrela e para o vale de Unhais da Serra, mostravam-se ainda debaixo de alguma neblina, que ajudou a reforçar a ideia que o ter vindo para aqui, foi uma boa opção.


De seguida mais um cruzamento. Fiquei na duvida, pois já estava com a ideia na cabeça de ir virar à Benfeita. A minha Benfeita! Alguma má opção pelo caminho poderia hipotecar este meu desejo. Sem placas com indicações, a referência é a enorme "Cebola", isto é, este grande monte da Serra do Açor (o maior) serviu-me de referência para o rumo que eu queria tomar. Viro à direita e quando me apercebo tinha as Meãs ao meu lado direito. 
A passar pelas Meãs já tenho pelo menos 3 "aventuras" relatadas. A primeira aquando da primeira vez que fiz a GR22, a segunda na segunda vez que fiz a GR22 (desta vez em sentido inverso) e a terceira num reconhecimento com uma malta amiga para o "Who's". Mas nas imediações já se contam mais umas tantas passagens..... a que mais tenho vontade em repetir é mesmo esta... que dei o nome de "Os três do Açor".

Passar por estes locais transmite sempre uma grande tranquilidade, algo que procuro sempre num passeio de bicicleta seja ele em alcatrão ou em todo terreno.



Para sair das Meãs só mesmo subindo. Estamos praticamente ao lado de Unhais-o-Velho, mas isso já implicava iniciar o regresso a casa. Subi na direcção do Fajão até avistar Beirais... perdão até avistar o Ceiroco. 

Serpenteando as encostas desta serra, cheguei ao cruzamento para Camba e Porto da Balsa. Ainda pensei seguir até à Covanca e depois apanhar a estrada da Barragem do Alto Ceira, mas fica para uma próxima. Mas antes tivesse tido essa opção, isto porque, a certa altura da descida desapareceu todo o alcatrão. A estreita estrada de alcatrão está a dar lugar a uma nova estrada, mais larga, mas ainda não foi pavimentada. Ora para mim que não sou adepto de "pavês", nem de paralelos ou mesmo de fazer TT com a bicicleta de estrada, arrependi-me logo.....



Mas lá cheguei a Beirais..... perdão, cheguei ao Porto da Balsa.

A titulo de curiosidade, Beirais vem de uma serie televisiva nacional que passava até à bem pouco tempo na RTP1, "Bem-vindos a Beirais". Lá em casa a garotada gostava e por arrasto.... passámos todos a gostar. A pequena aldeia onde era filmada a serie, pertence ao concelho de Alcobaça. Mas muitas das imagens que mostravam de um meio rural são destas paragens. Reconheciam-se algumas da Serra da Estrela, outras do Ceiroco e do Porto da Balsa, entre outras. Sempre me deixou curioso, como se lembraram de filmar por aqui aqueles segundos....



Daqui, para sair só mesmo subindo. Para mim, já cheirava a Benfeita, pois depois desta subida restava descer. 
Por aqui já tinha pedalado à uns anos (http://tiagussbtt.blogspot.pt/2006/10/depois-da-serra-do-aor.html). Nesta subida lembrei-me muitas vezes dos companheiros desta aventura. Apetecia-me ligar-lhe e perguntar..... "sabeis onde estou?" Com uma ou duas dicas, iam adivinhar logo, tenho a certeza.




E eis que começam a aparecer novas placas com indicações destas povoações serranas. Gosto de as encontrar, por várias razões.



Estas placas mais antigas em xisto eram as que conhecia (de garoto) da Serra do Açor. Agora vão aparecendo cada vez mais as convencionais. 
Como tinha escrito atrás, gosto de ver estas placas. Para mim é como se de um puzzle se tratasse. O raciocínio é sempre o mesmo, associar a cada das povoações algum passeio que já tenha feito. Uma coisa do tipo Mata da Margaraça - check, Fraga da Pena - check, Benfeita - check, Arganil - check, Côja - check, etc.... Nem todas estão "check", mas as que estão em falta desta lista.... há plano para algumas em BTT (claro). Não é dificil. Bem, o raciocínio mais comum é este quando passeio pela Serra do Açor e arredores. 


Trazia em mente descer pelo Enxudro e pelo Sardal, mas..... não passaria na Fraga da Pena e apetece-me sempre passar por lá. Assim, entrei no Monte Frio para descer à "mata".



Entrei na Mata da Margaraça pela ponte onde me recordo de uma vez ter estado "atascado" com o meu pai. O paralelo aqui é recente, provavelmente uns 10 anos. Antes tudo isto era em terra batida e nesta zona da ponte nem sempre se passava bem.

Não sou adepto do paralelo, mas aqui tinha de o gramar e a passagem por estas sombras valem bem a pena. Para se ter uma ideia, parte deste paralelo está sempre húmido e estamos a falar de um dia que a temperatura já andava acima dos 30 graus.



Na Fraga da Pena, entrei e saí..... a pressa era chegar à Benfeita. 



Aqui é como chegar a casa. E é casa mesmo! Esta é a minha aldeia. Fui como sempre directo a casa da Adélia e do Rogério. Tive a sorte de os encontrar aos dois. Apesar de ser quase hora de almoço, não dava para ficar. Se aqui parasse muito tempo, o regresso ia ser muito mais duro. 
No quiosque parei para beber uma agua das pedras com a minha amiga Sara e com o pai, mas amigos foi o que mais vi nesta pequena pausa, a meio da volta. Até a pequena Luísa que me lembro de conhecer na tal volta que deu origem a este blog (http://tiagussbtt.blogspot.pt/2006/10/depois-da-serra-do-aor.html), reconheci pelas parecenças com a mãe. 


Esta é a bonita praia fluvial da Benfeita. Muito em breve cá voltarei e para molhar as pernas... 


O regresso foi por um caminho mais habitual. Passei na Dreia, virei para o Casal de São João, Vila Cova do Alva, Avô, Ponte das Três Entradas, Alvoco das Varzeas, Vide, Pedras Lavradas....




Nas Pedras Lavradas, não era preciso mais parei.... já cheirava a casa. Não me lembro de aqui parar em passeios de bicicleta. Há sempre uma primeira vez para tudo. Sempre que aqui venho ou é para voltar para trás, quando venho somente aqui picar o ponto ou então é no inicio de uma boa volta onde parar aqui ainda é cedo. No entanto já aqui vim almoçar algumas vezes.... de carro.



E com mais "meia duzia" de Kms, chego a Unhais da Serra. Gosto muito de terminar passeios por aqui por varias razões. A primeira é que este é o melhor "molha-pernas" da região. Depois de 150 Kms sabe sempre bem ficar aqui de molho, a segunda razão é que terminando aqui é sinal que tenho cá as minhas princesas, o que só por si já é o maior argumento.



Com a bicicleta bem colocada fora da praia, com as perninhas a refrescar na agua e com vista para a Serra da Estrela, terminei assim mais um bonito passeio.



sábado, agosto 06, 2016

Estrada fora até ao Monte Colcurinho


Apeteceu-me o alcatrão.....
Ultimamente as saídas em alcatrão não vão bem definidas à porta de casa e vão-se desenhando aos poucos. Ideias não vão faltando, mas as condicionantes de tempo disponível, calor do dia, etc, vão ajudando a definir o que fazer.

Saí e virei para Unhais da Serra e consequentemente Pedras Lavradas. Ainda pensei "Loriga", mas faltava imaginação para lhe dar seguimento. 

Desci à Teixeira e para variar dei com a vergonha que já dura há mais de dois anos, a estrada Nacional 230 cortada, devido ao desmoronamento da estrada. A vergonha maior é saber que antes do corte já a estrada se encontrava somente com uma faixa de rodagem (pelo mesmo motivo). Resumidamente o problema já estava identificado há muitos mais anos.



De bicicleta e a pé lá se ultrapassam as barreiras de cimento. Segui para a Vide e Ponte das 3 Entradas.


Na Ponte das 3 Entradas liguei ao meu amigo Tó-Zé, se estivesse em Oliveira do Hospital ainda lhe fazia uma visita. Assim, fica para uma próxima....

Bem e aqui em cima da ponte tinha de escolher uma das 3 saídas..... escolhi a que diz Aldeia das Dez (entre outras), mas o objectivo seguinte já estava ali definido, a capela da Nossa Srª das Necessidades no cimo do conhecido Monte Colcurinho (o 3º mais alto da Serra do Açor). 


Passei pela Aldeia das Dez, pelo Goulinho, Vale de Maceira e pelo bonito Santuário da Nossa Srª das Preces. Já muitas vezes por aqui andei..... e gosto sempre bastante. 


Chegada (sofrida) junto à capela. Naquele ultimo Km.... sofre-se. Não é que não o conhecesse já, mas com a bicicleta de estrada nunca o tinha feito.


E não há melhor local desta volta para contemplar as vistas. Que tranquilidade......


Aqui parei um bocado.....
É inevitável! Contemplar todo este sossego, carrega baterias, não carrega as pernas, mas a tudo o resto é uma grande ajuda.



Saí de junto da capela de alma cheia, mas barriga vazia...... desci ao Piodão. Alargar a volta para os lados das Meãs ou Covanca já iria chegar a meio da tarde. O abastecimento (bifana) foi mesmo no Piodão. 


Na passagem por cima de Foz d'Egua, deu para perceber que alguém relaxava na agua deste pequeno paraíso. Engraçado foi no dia seguinte perceber que era malta minha amiga que ali estava. Coincidências de um mundo pequeno.....


Com o calor a apertar bastante, ainda tinha pela frente uma boa subida desde Vide até às Pedras Lavradas. Valeu-me o conhecer dois pontos de agua bem fresquinhos que estão pelo caminho, um em Casas Figueiras (ainda antes de Vide) e o outro já depois da Teixeira. Facilmente passam despercebidos e como são duas mais valias enormes para quem por aqui anda de bicicleta, aqui ficam duas imagens do "google".

Fonte em Casas Figueiras, basta descer as escadinhas...

Fonte entre a Teixeira e as Pedras Lavradas, circular com atenção para não passar despercebida...

Cheguei a casa com cerca de 150 Kms.
Em bicicleta de estrada foi a primeira investida ao Colcurinho. Para mim era como se fosse uma lacuna depois de já cá ter vindo de tantas maneiras.... a correr (20082009 e 2010), em caminhada relaxada (2011), em BTT pelo "violento" percurso da corrida (2009), em BTT numa fantástica volta pela Serra do Açor (2014) e de carro há muitos anos atrás com o meu pai, teria eu os meus 12 ou 13 anitos. Fantásticos passeios que estas paragens proporcionam. Haja saúde (e tempo) para os fazer...