segunda-feira, dezembro 30, 2013

Mista de Inverno, a ultima de 2013



O ponto de encontro foi feito com o Mané às 9:30 a 521 metros de altitude. Para um pequeno passeio calmo e relaxado, para ir à procura de um bocadinho de neve, começámos em Valhelhas.


O passeio começou a subir e a subir, pela Serra da Cabeça Alta rumo à Mata do Fragusto. À nossa frente avistávamos o pequeno manto branco que a neve foi pintando durante a ultima semana. Era para lá o nosso destino de hoje...



Passámos o Fragusto e na subida para a Azinha, apanhamos dois amigos da cidade mais alta o Pedro Quelhas e o Nuno. Tinha ido virar à Azinha antes do almoço e já os apanhámos no regresso.


E para variar um bocadinho dos habituais percursos, não fomos à Azinha, não contornamos o Cerro do Gato e a Serra de Bois a Norte e tomámos então o caminho que acompanha a Ribeira do Quêcere até ao Gorgulão, normalmente usado por nós no primeiro dia da Rota Azul.


Faltou-nos um pormenor. Nesta altura do ano, pode ser um pouco mais difícil atravessar a ribeira.



Mas não há nada melhor, que numa linha de agua destas, colocar (bem colocada) uma pequena pedra no caminho. Assim, já não foi necessário descalçar e molhar o pezinho.



Continuando, fomos saindo da zona mais sombria. Mesmo assim o gelo aparecia no caminho a toda a hora.




Alem do gelo e das ribeiras, também os caminhos acumulam alguma água, mas nada que cause algum transtorno.


E no Gorgulão fizemos a nossa primeira paragem. Este local bonito, possui uma das muitas casas florestais do país. Casas estas ao abandono e a degradarem-se ano após ano. Nesta já eu não passava há alguns 4 ou 5 anos seguramente, isto porque não tenho conseguido alinhar na Rota Azul. A verdade é que já a vi com muito, mas muito melhor aspecto.



Deixámos a desolação deste bonito local e tomámos novamente o caminho que que vem do Fragusto e da Azinha.


Descemos à Portela do Sameiro e pela encosta a Norte do Corredor de Mouros, fomos pedalando pelo caminho mais que pesado, na direcção da Cruz das Jogadas.



De Verão esta parte plana e ligeiramente a descer faz-se num instante e sem grande esforço. Hoje estava difícil...


Engane-se quem pense que num dia como o de hoje (domingo, sol e neve na serra) os engarrafamentos se resumem às imediações da torre. Também aqui no vale do Rio Mondego os engarrafamentos são bem visíveis. Se num lado os engarrafamentos são feitos por borregos, do outro lado são feitos por ovelhas e cabras. Bem mais bonitos estes últimos que vemos aqui.... 


Passámos a Cruz das Jogadas e continuámos a subir até à Pousada de São Lourenço. Estávamos com vinte e poucos quilómetros e ainda não tínhamos feito outra coisa senão subir. A fome já apertava bem por esta altura.


Nas Penhas Douradas começámos a apanhar alguma neve, além da paisagem.



Também na estrada ela era bem evidente. O mais incrível que fomos vendo por aqui foi mesmo a condução da maioria dos automobilistas que passam por aqui como se fosse Verão, isto é, nitidamente sem tomar algum tipo de cautela na condução por uma estrada com neve e algum gelo. Enfim.....






E lá chegámos nós à nascente do Rio Mondego. Tantas vezes aqui vimos. Já por aqui tínhamos passado de Inverno, com chuva, neve, etc. mas ainda não havia uma foto com uma moldura destas. Impecável!!! 


Mais à frente já estavam a sair duas sandes mistas e..... dois "tintos americanos" como alguém lhe chamou. Para terminar, rematámos com duas fatias de bolo negro e dois cafezinhos da serra. 
Desejamos um Feliz 2014 a este simpático e amigo casal a dona Judite e o sr Roberto e seguimos a nossa viagem. O objectivo principal estava atingido e de barriga cheia. Faltava agora habituar novamente o corpo ao frio em vez do calor da salamandra e gozar a descida até Manteigas.




Entrámos no caminho para o observatório e estava neste estado. Alguma neve e bem calcada, fruto da passagem de alguns jipes, o que transformou a estrada num autentico tapete de gelo. 




Junto ao observatório, com o aparecimento do sol, parámos novamente para aquecer.


O próximo destino era a calçada para Manteigas.




Manteigas estava  à vista de um dos lados que mais beneficiam a sua vista panorâmica.



Felizmente nesta zona, apesar da agua e do tempo húmido, as pedras da calçada estavam praticamente secas, o que veio simplificar a descida.





Ao chegar a Manteigas, descemos ao Zêzere. Mas ainda nos cruzámos com um borrego na estrada. Mas não voltou para trás.....


Na margem direita do Rio Zêzere, fomos serpenteando o rio e descendo na direcção do Sameiro.



Depois do Sameiro, seguimos pelo carreiro que nos leva para o recinto do SkiParque e aqui apanhámos o asfalto até Valhelhas novamente. Poderíamos ter tomado outra opção, mas o corpo já pedia algum conforto, visto que as voltas deste ultimo mês foram poucas.



Plásticos...... um rio praticamente bebé e tem isto por toda a parte....




E em Valhelhas bebemos o ultimo tinto, antes de regressarmos a casa. Voltinha boa, para desenferrujar as pernas e queimar algumas calorias ganhas nesta época festiva.

domingo, dezembro 22, 2013

A caminho do Inverno


O inicio de Dezembro, foi diferente de qualquer outro mês. Um raio de Sol entrou pelas nossas vidas adentro. E esta sim é uma maratona, este sim é um passeio para a vida.... Haja vida e saúde para ver crescer. Se Deus quiser, também um dia também te terei aqui, faça frio ou faça calor. Com calor talvez seja melhor..... :)

E assim...... só no fim de Dezembro é que as bicicletas saíram à rua. Biclas, não!! Bicla, pois só a Lolita foi à terra ainda.

A manhã convidava a um pequeno passeio, pois a tarde anunciava-se chuvosa. Lá fui eu...  


Pela encosta virada a Sul da Serra da Estrela, comecei o passeio ainda sem uma ideia definida. Apesar do sol, sentia-se algum frio. Mas pouco, para esta altura do ano. 


A caminho da Quinta do Mineral, fui progredindo pela sombra e dando conta de algum gelo ainda por derreter. A semana que hoje termina ainda teve a encosta da Serra pintada de branco, mas já pouco se vê.


O passeio, relaxado, serviu para respirar novamente os ares da serra, mas do lado de quem está no mato. O Inverno está para chegar. No calendário até já chegou, mas a sério é já esta semana.


Chuva e vento não vai faltar. Neve também não. Talvez o vento aqui por estas paragens obriguem a medidas mais exigentes. É certo que daqui, algumas telhas não voarão com toda a certeza.


O passeio continuou. Depois da Quinta do Mineral, continuei na direcção do Alto dos Livros e logo depois a caminho do Sanatório.

A agua que caiu esta semana, veio limpar a paisagem e encher as linhas de água.


Que estas linhas de água nunca tenham uma barragem a montante.....


Que estas linhas de água nunca saibam o que é ter no sei leito, as impurezas do ferro e do cimento de uma Serra da Estrela cada vez mais suja de cimento e asfalto.




Estava feita a parte "subida" do meu passeio. Perto de 900 metros de desnível vencido e nem 20 Kms percorridos. Agora faltava "gozar" a descida. 

Deste lado, não dá muita vontade de parar. A encosta está negra. O carvão tomou conta do verde que noutros anos tem predominado por aqui. Infelizmente este é o nosso cenário de momento.



Enquanto não virei costas não descansei.


Daqui para a frente...... é privado!!

sexta-feira, outubro 25, 2013

Voltinha pela tarde


Ao ser desafiado para uma voltinha pela tarde, não pude dizer que não. O primeiro pedido era para levar almoço volante, mas para esse já não era hora para sair. 

"Se não levamos almoço, levamos jantar" 

Se estivéssemos no Verão, até era boa ideia. A solução passou por levar..... lanche. Levei o fotografo comigo e lanche para os dois. Assim, a voltinha passou por subir ao Pião para lanchar com vista pela cova da beira para depois com todas as cautelas descer até casa.

Aqui ficam algumas fotos....



 A paragem para tirar a fotografia à árvore vermelha....

As vistas sobre a Cova da Beira 

Pormenores.... 

As nuvens a tapar a varanda dos pastores 

A passagem no Mineral 

Um passeio diferente. 
Um bom treino, com o melhor treinador.

domingo, outubro 06, 2013

Boa volta pela manhã


Setembro, não foi um mês com muitas voltas. Algumas voltinhas foram mesmo em asfalto a usar a bicicleta como meio de transporte e pouco mais....

Vamos lá ver se o Outubro contraria essa tendência.

Na impossibilidade de alinhar noutras andanças durante o fim de semana, o domingo de manhã, pela cova da beira proporcionou uma boa volta. Na companhia do Nuno, saí da Covilhã e pela empinada e escavacada subida da reitoria, subimos ao Pião.


O dia estava no ponto como se costuma dizer com temperatura amena e bem agradável. Dali subimos ao Alto dos Livros. A ideia de ir na direcção dos Piornos estava já como um dado adquirido.


Do Alto dos Livros (e pelo caminho da crista) fomos à Pedra da Mesa e de seguida ao apanhar o caminho florestal das Cortes do Meio continuamos na direcção da estrada nacional.









Claro que ainda vamos gramar com esta tristeza durante algum tempo. Os incêndios do Verão deixaram aqui mazelas que só a chegada da Primavera irá disfarçar e só o tempo irá curar. Com alguma ajuda a encosta da Covilhã recuperará mais depressa. Veremos que medidas irão aparecer nos próximos tempos. 


Após um bocadinho de asfalto até aos Piornos, virámos para o caminho dos Poios Brancos.


E foi aqui que as paisagens começaram a arregalar a vista. Por muitas vezes que se passe por aqui e se vejam as mesmas pedras as mesmas linhas de agua a mesma vegetação o mesmo céu, é sempre um momento único e diferente. 


Tanta tranquilidade que estas paisagens da Serra da Estrela me transmitem.....




Este caminho tem partes boas e outras menos boas. O ter pouco uso, torna-o pouco batido e abanar o esqueleto durante as descidas é dado adquirido.
As zonas de rocha do caminho tem daquele granito muito laminado, partido e muito fragmentado. Ora não é um terreno propriamente fértil, logo não é sitio adequado para plantar nada, muito menos figueiras.
Avisei o Nuno que na descida para o caminho junto da Lagoa  Seca piorava e seria necessário ter mais cautela. Lembrava-me bem de uma figueira que o Koelhone ali tinha plantado há uns anos. Essa agora não está sozinha!! Plantei uma exactamente no mesmo sitio......


Depois de recuperar  desta paragem forçada, seguimos rumo à Serra de Baixo e de seguida Verdelhos city.




Entrámos em Verdelhos, passamos a Ribeira de Beijames. O Nuno estava com vontade de ir virar ao cimo do vale, mas infelizmente não encaixava nos meus horários. Molharíamos o pé como desta vez? Talvez fosse certo :)

Seguia-se a subida o Alto de São Gião e paragem na Fonte Serra. Na mesma subida apanhamos um grupo de malta porreira, alguns já conhecidos de outras andanças. 



Em vez de descermos a Gibaltar, ainda subimos por terra para a Vila do Carvalho. Gosto mais de acabar os passeios a descer, por isso..... subimos antes.



Da Vila do Carvalho, seguiu-se Cantar Galo, Covilhã (onde ficou o Nuno) e eu continuei a descer até ao Tortosendo. 

Uma manhã que rendeu uma boa volta.