domingo, dezembro 22, 2013

A caminho do Inverno


O inicio de Dezembro, foi diferente de qualquer outro mês. Um raio de Sol entrou pelas nossas vidas adentro. E esta sim é uma maratona, este sim é um passeio para a vida.... Haja vida e saúde para ver crescer. Se Deus quiser, também um dia também te terei aqui, faça frio ou faça calor. Com calor talvez seja melhor..... :)

E assim...... só no fim de Dezembro é que as bicicletas saíram à rua. Biclas, não!! Bicla, pois só a Lolita foi à terra ainda.

A manhã convidava a um pequeno passeio, pois a tarde anunciava-se chuvosa. Lá fui eu...  


Pela encosta virada a Sul da Serra da Estrela, comecei o passeio ainda sem uma ideia definida. Apesar do sol, sentia-se algum frio. Mas pouco, para esta altura do ano. 


A caminho da Quinta do Mineral, fui progredindo pela sombra e dando conta de algum gelo ainda por derreter. A semana que hoje termina ainda teve a encosta da Serra pintada de branco, mas já pouco se vê.


O passeio, relaxado, serviu para respirar novamente os ares da serra, mas do lado de quem está no mato. O Inverno está para chegar. No calendário até já chegou, mas a sério é já esta semana.


Chuva e vento não vai faltar. Neve também não. Talvez o vento aqui por estas paragens obriguem a medidas mais exigentes. É certo que daqui, algumas telhas não voarão com toda a certeza.


O passeio continuou. Depois da Quinta do Mineral, continuei na direcção do Alto dos Livros e logo depois a caminho do Sanatório.

A agua que caiu esta semana, veio limpar a paisagem e encher as linhas de água.


Que estas linhas de água nunca tenham uma barragem a montante.....


Que estas linhas de água nunca saibam o que é ter no sei leito, as impurezas do ferro e do cimento de uma Serra da Estrela cada vez mais suja de cimento e asfalto.




Estava feita a parte "subida" do meu passeio. Perto de 900 metros de desnível vencido e nem 20 Kms percorridos. Agora faltava "gozar" a descida. 

Deste lado, não dá muita vontade de parar. A encosta está negra. O carvão tomou conta do verde que noutros anos tem predominado por aqui. Infelizmente este é o nosso cenário de momento.



Enquanto não virei costas não descansei.


Daqui para a frente...... é privado!!

sexta-feira, outubro 25, 2013

Voltinha pela tarde


Ao ser desafiado para uma voltinha pela tarde, não pude dizer que não. O primeiro pedido era para levar almoço volante, mas para esse já não era hora para sair. 

"Se não levamos almoço, levamos jantar" 

Se estivéssemos no Verão, até era boa ideia. A solução passou por levar..... lanche. Levei o fotografo comigo e lanche para os dois. Assim, a voltinha passou por subir ao Pião para lanchar com vista pela cova da beira para depois com todas as cautelas descer até casa.

Aqui ficam algumas fotos....



 A paragem para tirar a fotografia à árvore vermelha....

As vistas sobre a Cova da Beira 

Pormenores.... 

As nuvens a tapar a varanda dos pastores 

A passagem no Mineral 

Um passeio diferente. 
Um bom treino, com o melhor treinador.

domingo, outubro 06, 2013

Boa volta pela manhã


Setembro, não foi um mês com muitas voltas. Algumas voltinhas foram mesmo em asfalto a usar a bicicleta como meio de transporte e pouco mais....

Vamos lá ver se o Outubro contraria essa tendência.

Na impossibilidade de alinhar noutras andanças durante o fim de semana, o domingo de manhã, pela cova da beira proporcionou uma boa volta. Na companhia do Nuno, saí da Covilhã e pela empinada e escavacada subida da reitoria, subimos ao Pião.


O dia estava no ponto como se costuma dizer com temperatura amena e bem agradável. Dali subimos ao Alto dos Livros. A ideia de ir na direcção dos Piornos estava já como um dado adquirido.


Do Alto dos Livros (e pelo caminho da crista) fomos à Pedra da Mesa e de seguida ao apanhar o caminho florestal das Cortes do Meio continuamos na direcção da estrada nacional.









Claro que ainda vamos gramar com esta tristeza durante algum tempo. Os incêndios do Verão deixaram aqui mazelas que só a chegada da Primavera irá disfarçar e só o tempo irá curar. Com alguma ajuda a encosta da Covilhã recuperará mais depressa. Veremos que medidas irão aparecer nos próximos tempos. 


Após um bocadinho de asfalto até aos Piornos, virámos para o caminho dos Poios Brancos.


E foi aqui que as paisagens começaram a arregalar a vista. Por muitas vezes que se passe por aqui e se vejam as mesmas pedras as mesmas linhas de agua a mesma vegetação o mesmo céu, é sempre um momento único e diferente. 


Tanta tranquilidade que estas paisagens da Serra da Estrela me transmitem.....




Este caminho tem partes boas e outras menos boas. O ter pouco uso, torna-o pouco batido e abanar o esqueleto durante as descidas é dado adquirido.
As zonas de rocha do caminho tem daquele granito muito laminado, partido e muito fragmentado. Ora não é um terreno propriamente fértil, logo não é sitio adequado para plantar nada, muito menos figueiras.
Avisei o Nuno que na descida para o caminho junto da Lagoa  Seca piorava e seria necessário ter mais cautela. Lembrava-me bem de uma figueira que o Koelhone ali tinha plantado há uns anos. Essa agora não está sozinha!! Plantei uma exactamente no mesmo sitio......


Depois de recuperar  desta paragem forçada, seguimos rumo à Serra de Baixo e de seguida Verdelhos city.




Entrámos em Verdelhos, passamos a Ribeira de Beijames. O Nuno estava com vontade de ir virar ao cimo do vale, mas infelizmente não encaixava nos meus horários. Molharíamos o pé como desta vez? Talvez fosse certo :)

Seguia-se a subida o Alto de São Gião e paragem na Fonte Serra. Na mesma subida apanhamos um grupo de malta porreira, alguns já conhecidos de outras andanças. 



Em vez de descermos a Gibaltar, ainda subimos por terra para a Vila do Carvalho. Gosto mais de acabar os passeios a descer, por isso..... subimos antes.



Da Vila do Carvalho, seguiu-se Cantar Galo, Covilhã (onde ficou o Nuno) e eu continuei a descer até ao Tortosendo. 

Uma manhã que rendeu uma boa volta.

terça-feira, outubro 01, 2013

Sete anos


(Foto: Martim Nuno)

E mais um ano....
Obrigado a todos os que pedalam, passeiam, visitam, entusiasmam .....

sábado, setembro 07, 2013

Volta do Mondeguinho 2013


Podemos lá passar mais vezes durante o ano, faça chuva ou faça Sol, mas esta é a nossa oficial "volta do Mondeguinho". O objectivo é sair da Guarda, ir à nascente do Rio Mondego, voltar para a Guarda, parar muitas vezes, tirar muitas fotografias, passar um dia na companhia de amigos em que todos vão em cima da uma bicicleta.


Em números "redondos" é sempre volta para 100 Kms e nunca menos de 2000 metros de desnível a vencer. Por isso, outro grande objectivo é o mais fundamental começarem todos e acabarem todos, sem ninguém ficar para trás. 

Houve anos que fizemos sempre o mesmo percurso, mas desde há uns três, que no primeiro sábado de Setembro fomos fazendo umas variantes. Desta vez, fazendo as contas à probabilidade de trovoada, fizemos o percurso em sentido contrário do normal. Saímos da Guarda e em vez de ir ao Vale do Caldeirão, fomos logo ao do Mondego....



Já se esperava um cenário decepcionante. As encostas da serra nas freguesias da Mizarela, Aldeia Viçosa, etc.... foram fustigadas pelos incêndios que assombraram o país durante o mês de Agosto.


As paisagens claro que não são as mais bonitas. Outras cores predominavam há um mês atrás, mas deixo este registo. Perdoem-me os amigos que o fizeram, mas discordo da divulgação de vídeos e fotografias quase ao minuto, de labaredas a desbravar florestas, manobras dos meios aéreos no combate, etc....   O resultado é este! As fotos saem agora menos espectaculares, mais tristes confesso. Mas foi com isto que ficamos!!!



No nosso caminho para, estava a subida da Mizalela, conhecida no "meio BTTistico" por rainha. Para isso teríamos que descer ao Rio Mondego. Dos Chãos fomos a Pêro Soares e pela calçada romana, descemos à ponte da Mizarela.















Ultrapassado o Mondego, fomos por asfalto até Vila Soeiro. Ali apanhamos o bonito single (agora um pouco mais largo) até à Mizarela.






Na Mizarela não havia nenhum porco fugido como houve há uns tempos. Desta vez o contratempo foi ter um jipe estacionado no meio da rua onde nem o guiador mais curto passava. Mas o que é isto comparado com o que faltava fazer? Como se costuma dizer, ainda a procissão vai no adro.




E este pormenor? Esta provavelmente queria fugir "rua abaixo", mas nada como um pequeno canteiro bem improvisado no meio do muro.




A desgraça agora via-se mais de perto, isto é, este caminho foi onde praticamente os bombeiros conseguiram parar o fogo que já vinha desde as encostas da Soida e Aldeia Viçosa.
O queimado estava mesmo ali ao lado do caminho....




De um lado o bonito verde que sempre me habituei a ver nesta encosta e do outro, a tristeza deixada pelo incêndio.




Sem mais comentários.....



Ultrapassada esta parte da subida, continuamos até ao alcatrão Prados/Videmonte. 






Aqui o Eugénio, com outros horários para cumprir, regressou à Guarda. Desta vez não virámos para Videmonte como é habitual passar na ida ou no regresso. Fomos na direcção da Penha de Prados.












Apreciadas as vistas, tomamos o único caminho que nos interessava, a subida à esquerda na direcção da Cabeça Alta.





O caminho reservava-nos uma surpresa. Não tão grande e tão massacrante como a que apanhamos na Gardunha em Junho, mas um chata na mesma.





Já na zona mais limpa do caminho, seguimos pela crista onde passamos à beira da Cabeça Alta e dos Carvalhos Juntos mais à frente. O calor e a humidade fazia-se sentir. No céu começava-se a ver uns desenvolvimentos verticais ameaçadores. A pergunta pairava no ar, será que nos safamos o dia todo?




Com estas cores, com este céu, o cenário era magnifico. Dizia o Zé e com razão, passamos tantas vezes nos mesmos sítios, mas apetece sempre apreciar e fotografar. Há sempre algo diferente, há sempre uma historia para recordar o passeio.







Agua também se foi encontrando. Gelo à beira do caminho também. Tudo, provavelmente proveniente de alguma trovoada do dia anterior.
Notava-se que era o dia da viragem. O dia em que o Verão se começa a despedir.






Com São Tiago à vista, deu para repara que no céu andavam 3 corajosos (desmedidos e mais não digo) parapententistas a voar debaixo destes aspiradores brancos  que estavam a aparecer no céu como cogumelos.



Chegamos à Portela de Folgosinho. A obra do ano na Serra da Estrela estava ali à nossa frente. Uma estrada moderna, segura (deixada pelo presidente Álvaro Amaro) para o turista automobilizado visitar. Já que o turismo na natureza só de carro tem sentido.
Esta fantástica estrada tem uns 6 mesitos. Mas como é uma obra de "engenharia eleitoralista" é sempre uma mais valia sabe-se lá para quem....
Assim, neste pequeno troço de 1 Kms que agora sou obrigado a percorrer quando ali passo, dá para encontrar tudo o que uma estrada precisa para..... matar alguém.

Areia nas curvas

Crateras 

Terra no asfalto

Mais regueiras 

Mais areia junto a uma berma seguríssima

Mais um bocado onde já houve alcatrão

Uma berma (direita) que dá para estacionar um camião se for preciso

Ora como disse o presidente, esta estrada maravilha trata-se de “um projecto histórico que faz jus à história de Gouveia enquanto cidade da Serra da Estrela e é um grande tributo à Serra da Estrela”. fonte: Jornal Publico


Mas ufa..... só tivemos que gramar com 1 Kms da estrada histórica do Álvaro. O nosso caminho não era para Folgosinho, mas sim.... para a Santinha!!!!



Esta fantástica subidinha, teve em tempos um piso mais degradado que a tornava bem mais difícil, agora... pode-se dizer que "é canja" :)




Em pouco tempo o céu estava cada vez mais ameaçador. Durante as paragens, o passatempo era olhar para cima e ver se eventualmente alguma das nuvens tinha o nosso nome escrito. Até ali, não. No entanto do outro lado do Mondego, por onde normalmente passamos a esta hora já se via a chuva cair e bem.



Santinha


São Tiago





Não, não é o Cristiano Ronaldo! É o nosso Vicente.


A fome já apertava. Estava na hora do almoço. Daí que da Santinha até ao Ti Branquinho foi já a sentir o cheiro do presunto e do queijo.



Que vida é a tua oh Malhão?









E voilá, xarammm. A Dona Judite fez questão de fotografar o grupo já depois de nos servir o petisco.


Enquanto isso a bicicleta do Janeiro descansava uma das rodas que tinha dado que fazer na ultima meia hora de viagem.

Por ali encontrámos um Javali.


Mas pior do que isso, encontrámos o Lelo Cor de Rosa. Podem não acreditar, mas até a naifa deste espécime era forrada a lantejoulas cor de rosa. Não nos vendeu nada!! Mas pagou uma rodada de mines ao pessoal.

E aqui.... nasce o Rio Mondego

Foto de grupo tirada com o senhor da mala de cartão no Mondeguinho


Depois do Mondeguinho descemos à Pousada de São Lourenço por alcatrão  e de seguida a descida para a Cruz das Jogadas.










Seguiu-se a subida nas encostas do Corredor de Mouros, sempre com vista para o Mondego.







E como o dia era dedicado ao Mondego, continuámos a olhar para ele. Em vez de subirmos à Azinha contornamos o Cerro do Gato e a Serra de Bois.






Por aqui apanhamos o caminho bem molhado. De manhã a chuva e o granizo caiu aqui e bem.




Charcos destes em Setembro, só com umas horas de chuva....







E rapidamente chegámos ao caminho principal que vem do Fragusto. Dali até ao Alto de Famalicão foi um instante. 
Enquanto isso estava-se a programar um jantar no final, mas..... estava difícil reservar mesa. Difícil porque há gajos que demoram muito tempo e tomar banho e muito tempo a beber as penúltimas e depois claro.... marca-se mesa e ninguém aparece..... a horas. 


O homem do contacto era o Mané. A conversa já vinha de há muitos quilómetros atrás, mas ainda faltava chegar à Guarda! A verdade era essa!




Descemos ao Caldeirão e para regressar à Guarda, nada melhor que ir por Vale de Estrela e de seguida a carreira de tiro. Ainda esperámos um bocadinho pelo Currais, ao que ele agradeceu prontamente assim que chegou ao pé de nós.


Na Guarda entrámos pelo Parque da Saúde e rapidamente cada rumou à sua toca. Depois de quase 100 Kms faltava mesmo..... o convívio à beira da mesa. 




Mais um dia bem passado entre amigos.