sábado, abril 13, 2013

Whos Back? Viseu - Guarda - Viseu



Chegou o calor!
O tempo de ficar com marcas do jersey nos braços....
O tempo de ficar com marcas nas pernas em tons de vermelho "camarão"...

Sábado foi dia de partir de Viseu rumo à Guarda. Pela frente tínhamos quase 110 Kms e umas subidas jeitosas pela frente.


Eu eu o Mané, saímos de Viseu mesmo à queima com o resto dos cerca de 60 participantes. A parte que iríamos apanhar de serra eu ia gostar de certeza, o resto do percurso para mim era uma incógnita. Pensava que poderíamos apanhar zonas demasiado urbanas dada a proximidade de várias localidades, mas estava enganado.


Por entre quintas e uns caminhos rurais que deram origem a uns singletracks engraçados, descemos até às Termas de Alcafache, onde logo a seguir apanhamos a primeira parede do dia. Curta, mas boa!



Por aqui apanhamos malta conhecida, nada mais nada menos que a dupla Cordeiro/Silva. Amigos da Cova da Beira, amigos de pedaladas de outros horários mais tardios.  


Como todos os desafios, existe sempre algo de que não estamos à espera. Neste caso logo a seguir a Contenças de Cima o caminho tinha sido rasgado por uma vala, uma autentica trincheira. Juntamente com mais dois companheiros lá tratámos de descer para o buraco, passar as bicicletas e seguir viagem.




Aos poucos íamos reconhecendo alguns caminhos, conhecidos da actividade do ano passado que fizemos em BTT do Mondeguinho até à Figueira da Foz.



Fomos pedalando nas calmas, desfrutando dos trilhos, das paisagens e do dia excelente para pedalar que foi sem duvida o marco para o inicio da primavera a sério. 




Chegados a Arcozelo já estava o Rui Sousa à nossa espera junto ao Restaurante Ponte dos Cavaleiros. De bicicleta entrámos.... 



Seguiu-se mais uma serie de caminhos entre muros, alguns sobre rochas, todos bem divertidos.



Chegámos à estrada da beira, atravessámos a nacional e subimos um pouco até Nabainhos. E em Nabainhos começava sim, a subida do dia.



De Nabainhos, fomos a Melo e de Melo a Folgosinho. Subida dura esta, mas bem fixe, bem porreira. "Gosto disto".


Mas não posso gostar é de entrar no Parque Natural da Serra da Estrela e em vez de ter cuidado com o gado ou com algum javali ter de ter cuidado com camiões. É a famosa estrada verde "às riscas", o tal alcatrão que vai mostrar o "turista" o quanto a nossa serra é bonita. Nesta parte aqui..... já deixa um pouco a desejar!!!


Fugindo deste transito em plena Serra da Estrela, fomos até Folgosinho onde encontrámos o Cordeiro e o Miguel.


O dia já ia longo e a fome já apertava. Estava difícil, mas lá encontrámos onde comer uma sandes. Aqui não há casa que não seja "Albertino". É o restaurante, é o supermercado, é o bar, etc.... como não podia deixar de ser "meio povo" andava de bata ou avental a dizer "Albertino". Mas no meio de tantos Albertinos lá encontrámos o Abertino das sandes. Fomos lá aviar uma de leitão. Até tivemos direito a musica....



Mas a musica daqui para a frente era outra....
Saímos do Albertino Bar, passamos no Albertino Supermercado, atravessamos o largo do Albertino Restaurante e fomos à fonte. 


Descemos rumo ao viveiro e aí estava à nossa espera a outra parte desta subida. Ainda pensei que nos calhasse algumas pedras de calçada, mas tivemos "sorte".






Lá fomos subindo e as vistas cada vez mais 5 estrelas. Folgosinho cada vez mais aos nossos pés e com a subida a acabar estamos quase a mudar de vistas. 




Deixávamos de ver Viseu e arredores para passar a ver a cidade mais alta mesmo ali ao lado. Subimos à Cabeça Alta e pelo caminho da Penha de Prados descemos à estrada de Videmonte. Seguia-se uma descida longa, a rainha.  Não me lembro de descer isto alguma vez. O Mané recordava-se de uma vez que até íamos juntos, mas de tantas vezes a subir,  não me recordo de a decorar no sentido contrário. 



Depois da Mizarela, passámos o Mondego e agora sim, calçada romana par Pêro Soares. 




A subida continuaria pela Barragem do Caldeirão....



... pelo Cubo e pelo Barrocal.



A bonita cidade da Guarda estava mesmo ali ao nosso lado.



Ainda há quem aprecie o que de bom há por aqui. 


Depois do Barrocal, terminámos a volta no Hotel Lusitânia. 

À chegada a Helena ou o Rui (o dream team FisioMassagem) fizeram questão de registar o nosso momento da chegada.


O dia seguinte iríamos começar novamente no Lusitânia, o regresso a Viseu por outros caminhos.


Domingo o azar bateu à porta do Mané. Por um caminho espectacular (que desconhecia) e que desce para o Sobral da Serra, o Mané ficou sem um dos travões. Cedo fiquei sem a companhia dele. Ainda tentou continuar, mas dadas as características do percurso, o gozo era nulo e decidiu voltar para a Guarda por alcatrão. 




A passagem por Celorico da Beira foi por uma zona bastante agradável. Daqui para a frente mantive um ritmo certo e sem grandes paragens. 


Reconheci novamente alguns dos caminhos que fizeram parte da travessia do Mondego em BTT do ano passado. Em Ponte Nova deu para perceber porque é que por vezes algumas pontes e alguns passadiços vão rio abaixo.


A viagem seguia-se sem grandes contratempos. A subida mais dura deverá ter sido aquela nos levava às Chãs de Tavares e provavelmente a ultima de alcatrão na chegada a Viseu.


A ultima paragem foi na Barragem de Fagilde, onde estava um controlo e onde voltávamos a subir.


Foi um fim de semana à maneira, cheio de Kms. Só tive pena de não ter a companhia do Mané no segundo dia, mas está visto que este tipo de desafios trazem um gosto diferente ao "pedal".

E o ATLETA do fim de semana foi sem duvida o Alexandre Guilhoto!! Após a paragem para curar ossos partidos, longe da que acredito ser a melhor forma venceu o duro primeiro dia e fez segundo lugar no domingo, o que fez dele o vencedor deste excelente desafio.   

Dia 1: Viseu - Guarda

Dia 2: Guarda - Viseu

domingo, abril 07, 2013

Transportugal 2013 - Test Ride


Este ano a etapa de teste da Transportugal fez-se com a etapa 4, a etapa que liga Unhais da Serra às Termas de Monfortinho.

Sábado com o Mané preparamos a logística para o dia seguinte. Fomos a Monfortinho deixar uma viatura e regressámos de bicicleta por estrada. Uma voltinha simpática de 85 Kms feitos durante a tarde, com passagem por Penha Garcia, Medelim, Proença-a-Velha, Orca, Vale de Prazeres, Fundão até chegarmos ao Tortosendo city. 



 
Domingo a história já foi outra!! No sábado andamos tão lavadinhos que o contraste com o dia de domingo foi maior. Com o Inverno e a Primavera ricos em chuva, os terrenos estão cheios de água e as zonas baixas acumulam muita lama. Como a etapa Unhais da Serra - Termas de Monfortinho faz-se principalmente em cotas baixas, adivinhava-se algum "tratamento" de lama.

O ponto de encontro em Unhais da Serra era às 9:00.

O Koelhone juntou-se a mim e ao Mané no Tortosendo para irmos de bicla até Unhais e assim simplificar ainda mais a logística do dia.
Perto das 8:30 estávamos a deixar o Tortosendo e às 9:00 estávamos em Unhais da Serra à porta do H2otel. Quando cheguei a minha principal preocupação foi encontrar o Tiago Fonseca da Ciclonatur, pois trazia com ele o "brinquedo novo" do Ermesendo. Ai de mim que a caixa negra não seguisse neste dia para a Guarda :)
Ainda se juntou bastante malta para fazer este percurso.


A "minha" encomenda chegou já passava das 9:30. Depois de dois dedos de conversa, eu o Mané e o Coelho prosseguimos a viagem. A primeira paragem foi logo no quiosque em Unhais. O Mané já estava com fome e acabou por entrar.


Depois de Unhais e depois de contornar a Quinta da Varzea, descemos às Taliscas. A subida mais puxada do dia ia ser mesmo no inicio do percurso com a subida para a Pedra Alta.



Depois da Pedra Alta, não nos metemos pelo single do Filipe, pois o Coelho queria fazer o percurso na integra. Mas como soube que estava ali uma brincadeira interessante, ficou de voltar para a fazer um dia destes. Logo se combina....


Assim, lá descemos "a pique" o corta-fogo e fomos atravessar o Zêzere ao Peso.


Pelos caminhos agrícolas (alguns alcatroados no ultimo ano) fomos aproximando-nos do Fundão. E numa pequena linha de água perto da Ribeira da Meimoa, apanhamos o caminho "fechado". A agua tem sido tanta que um pequeno ribeirito tem força para levar parte da estrada.



Por entre o já muito alcatrão agrícola daquelas paragens, chegámos a Fatela.


Um pouco antes tínhamos encontrado o Zé Carlos e o Ricardo Machado, ambos do "Transportugal Staff", com mais dois amigos.
A paragem comum foi na Fatela. Agua boa a daqui desta "bica"!!!



Prosseguimos a viagem e separamo-nos mais à frente. O Ricardo perguntava por um tasco antes de Monsanto. Mas eu só me lembrava de um junto ao segundo CP desta etapa em Aguas.



Água neste percurso é que havia e muita!!!


Tanto a encontrávamos nas linhas de agua...



.... como nos caminhos por onde passávamos.



Assim que chegámos ao alcatrão à entrada de Águas (localidade), fizemos o desvio para abastecer. Mal entramos no tasco estava lá a tropa toda da Covilhã. Como eu costumo dizer, a malta da noite.... (Sim, porque na companhia destes amigos devo ter mais Kms de noite do que dia)


Entre sopas e sandes de presunto e queijo fomos ajeitando o buraco do estômago. Faz lembrar a ementa no Ti Branquinho, mas não tem comparação. O local é diferente, as sandes também e a cola..... é Pepsi, não é "Coca". Pormenores......

Com tanto movimento, nós os três ficamos no café e o resto da malta foi andando. Depois de comer e beber, voltámos ao caminho. Mas perdemos a companhia do Mané. Tudo isto porque ainda no asfalto, o manipulo das mudanças de trás deu o berro, deixando o Mané só com 11 dentitos para usar atrás. Ainda desmontámos, abrimos, martelamos, mas tudo em vão.  Não era assim que iria dar para subir a calçada de Monsanto :)

O Mané decidiu-se por um plano alternativo. Com aquele conjunto de mudanças o melhor mesmo foi seguir por estrada até Monfortinho, mas até acabou por fazer mais Kms do que nós. Eu e o Coelho seguimos para Monsanto.





Em Monsanto voltámos a encontrar o pessoal e a partir daqui fomos todos juntos até ao final.





Não esquecer esta bela rampa entre Monsanto e Monfortinho....


E lá chegámos às Termas de Monfortinho!! Fotos da chegada é que não há. O Mané já lá estava à nossa espera e foi chegar carregar as bicicletas e arrancar para casa.