sábado, dezembro 01, 2012

Assalto ao Caramulo 2012


E depois de dias sem bicicleta e só a ver pedalar, o primeiro de Dezembro foi dia de irmos para os trilhos. O Assalto ao Caramulo, é um ajuntamento BTTistico que tem como ponto comum a subida ao caramulinho, por parte de vários grupos de amigos que se reúnem nas diversas encostas desta serra. Participei nesta investida por duas vezes e sempre com inicio em Viseu (2010, 2011). Este ano de forma a simplificar a volta e conseguir mais companhia da Guarda o inicio foi em Tondela. 

O Mané chegou à Guarda às 8:00. Depois de uma noite de trabalho saltou logo para o volante da nossa viatura, carregada de bicicletas (nove).


A malta de Tondela, iniciou o assalto às 8:00. Como nós não tivemos hipótese de alinhar nesse horário e nesse programa, fomos por nossa conta. Arrancámos do Parque Urbano de Tondela (PUT) e tínhamos tudo bem orientado graças a ajuda do general local Ernesto Santos. Para ele o nosso obrigado, pela simpatia e disponibilidade.


Aos 9 que saíram da Guarda, juntou-se mais um guardense, o Ricardo Marques. Não vinha do baile do Vale do Porco como vemos na fotografia acima, mas vinha de Coimbra. Estava assim composto o grupo de 10 artistas do Clube de Montanhismo da Guarda.





Alternamos os primeiros Kms entre a terra e o alcatrão. Como partimos às 10:30 de Tondela, não queríamos andar a "engonhar" antes de atingir o objectivo e a horas decentes.






Foi por Marruge que sentimos a envolvência destes encostas do Caramulo. Ao mesmo tempo que avistávamos a aldeia por onde íamos passar, distinguíamos alguns vultos no topo da serra.



Iniciamos ali a "verdadeira" subida do dia, pois até aqui tinha sido a brincar. 





A pouco e pouco o desnível ia-se vencendo, nem se dava conta. Boca daqui, boca dali, "acelera que a curva é boa", "retintas", javalis, etc....
A boa disposição reinava a todo o momento.



Depois do javali, abriram-se os nossos horizontes e pudemos contemplar as vistas desta encosta. Já por aqui tinha andado um dia a convite do amigo Paulo Dias.


Começamos aqui a apanhar movimento. Daqui para a frente era boa ideia não andar fora de mão. Muita gente a descer, já a fazer o regresso e ainda alguns no mesmo sentido que nós.








Malhapão de Cima


A malta ia animada e com bom ritmo. Decidiu-se não fazer a paragem no Malhapão à ida e optamos por parar no regresso.
Entre a aldeia e o Caramulinho encontrei muitas caras conhecidas, muitos amigos destas andanças e até de outras. Encontrei à saída o Pedro Fonseca (irmão do Joca e companheiro da montanha) com outro companheiro o Evaristo. Ainda tive a oportunidade de dois dedos de conversa com  o amigo Tó Gonçalves, o Hernâni (com direito a foto para registar o momento), Pedro Mendes e o Ernesto (o general de Tondela). É este "acaso" que dá um toque especial a este dia a este ajuntamento.

Registo com este grande companheiro, Hernâni "Cagareu"





Ao contrário de outros ano que quando aqui chego já não vejo quase ninguém, desta vez havia muita malta. O dia também estava bom, não havia neve, não havia chuva, estava frio, mas nada que fosse insuportável.


Fomos então picar o ponto ao Caramulinho. Subida dura, esta aqui.....




Lá em cima..... as vistas não podiam ser melhores....

A tomar balanço.....

Luís Venâncio um nadinha mais alto que a Guarda...

O arqueiro lá do sitio....

E o que ia ficando sem foto de grupo....



Os 10 do Clube de Montanhismo da Guarda que marcaram presença neste assalto.

O bonito planalto do Caramulo.


Descemos novamente ao Malhapão de Cima, fui ao tasco com o Ricardo assinar o livro e quando cheguei novamente ao pé da malta já estavam orientados.


A um vendedor ambulante, já tinham comprado cerveja e uma posta de bacalhau para o petisco. Não foi preciso pensar muito quem foi o "desenrascado" que orientou o abastecimento. O gajo que passou o dia a mandar "postas de pescada" arranjou aqui as postas de bacalhau. A boa disposição de todos estava a vista, mas o destaque sem duvida que vai para o Rui Venâncio. Bem..... na próxima volta com o Nelson e com o Rodolfo é bom que alguém tome medidas para mediar a saudável parvoíce. 



Os restos foram para um bichano local, mas teve azar pois só sobrou bacalhau....



Saímos do Malhapão por alcatrão e logo de seguida calçada. Das boas.



Carvalhal, um pequeno povo abandonado.


Tínhamos pela frente uns bons quilómetros de descida. E na descida houve de tudo. Houve quem fosse ao tapete, duas vezes, houve quem fosse só uma, houve quem estivesse quase....




Houve quem molhasse o pé, houve quem desmontasse e fosse à volta.




Houve paragem para comer medronhos, houve paragens para reagrupar e houve sempre sempre, acima de tudo boa disposição.






E os 10, chegámos a Tondela. Chegámos, comemos uma bucha e rumamos a casa. Uma actividade bonita, um passeio excelente, mais ainda quando é feito com este espírito e na companhia de amigos.

Mané, João Luís, Ricardo, Tiago, Joca, Morais, Luís Venâncio, Sérgio Currais, Vicente e Rui Venâncio.
(em.... descubram)

O track do dia! Voltinha mais curta que os anos anteriores mas não menos meiga com 1500 metros de desnível vencido em 46 Kms.


domingo, novembro 25, 2012

Invernal de BTT Cidade da Guarda 2012


Mais uma edição........


Este é um mês em que as horas que dedicamos ao BTT é maioritariamente sem bicicleta. O Clube de Montanhismo da Guarda, organizou uma vez mais a Invernal de BTT Cidade da Guarda, a nona edição.

Esta é a altura que por causa do BTT não tenho tempo para pedalar. 

Das poucas vezes que pedalei neste mês de Novembro, fui sempre para os mesmos trilhos, para as mesmas zonas. Não houve sequer um fim de semana que o tempo não estivesse de chuva.

Comparativamente com os percursos de edições anteriores, o deste ano (um pouco à semelhança do ano passado) foi dos mais "meigos". Quando viramos costas à Serra da Estrela temos trilhos assim, onde a subida mais difícil é a da chegada à cidade. Noutras edições, a subida à cidade era só "mais uma".

A lógica dos percursos da Invernal tem sido somente uma, dar a conhecer o que temos à nossa volta, privilegiamos a Serra da Estrela, mas os feedbacks dos percursos destas duas ultimas edições demonstram que existem outras mais valias.


Com a crise que o país atravessa mas com a vontade de sempre em levantar mais uma edição, este ano com uma inscrição simples de 6 euros, prometíamos mais um dia de BTT. Graças aos nossos apoios, conseguimos ainda oferecer um "mimo" da região da Guarda, uma saborosa morcela.

Graças ao amor à camisola de todos os sócios, muitos deles sem ligação ao BTT, a nona edição da Invernal de BTT Cidade da Guarda foi mais um sucesso do clube. Tudo isto é fruto do trabalho de todos e do espírito que sempre (e sempre reinou) dentro do Clube de Montanhismo da Guarda em todas as vertentes de actividades.

Aos participantes, nem mesmo o denso nevoeiro, nem mesmo a chuva que se fez sentir, demoveu a maioria de se "fazerem" aos trilhos e desfrutarem de um dia de BTT em condições menos agradáveis.

Resta agradecer a todos os que participaram e que ousaram enfrentar os dias frios da cidade mais alta. Para o ano há mais! Obrigado a todos!

As fotos:



Os percursos de 2012.....





domingo, novembro 18, 2012

A propósito de uma Invernal...


Nem só de bicicletas se "vive" o Clube de Montanhismo da Guarda.
A propósito desta actividade, que eu não pude participar por não ter o dia todo disponível, fiz uma investida à serra em bicicleta.

A travessia Invernal em autonomia teria inicio no vale glaciar do Rio Zêzere e terminaria na Lagoa Comprida. Para a logística desta actividade do CMG não ficar muito "pesada" comprometi-me a ir buscar um carro ao local de partida e ir deixa-lo ao local onde iria acabar a actividade.


Assim.... e com a serra coberta de nevoeiro, subi aos Piornos e desci para o vale do Zêzere  mais propriamente para o local onde estão os abrigos da ASE.


Como dá para ver a serra estava "cortada ao meio", acima dos 1500 metros o nevoeiro era denso. A grande carga de agua que caiu na noite de sabado, deixou as linhas de agua bem visíveis em qualquer encosta.


As fontes, como é o exemplo da Fonte da Jonja, transbordava de agua....


A par disso, as cores do outono dão um toque especial a esta zona. 


À conta de tudo isto, a descida foi lenta. Não que estivesse muito frio, não por estar a cair algum chuvisco, mas a cada canto, a cada miradouro a vontade que dava era parar e apreciar.




Há ou não razões para apreciar tudo isto? 



Quando encontrei o jipe do clube, já cerca de 17 sócios do CMG caminhavam serra acima. Teriam partido às 8:00. Eu cheguei junto da viatura já passava das 10:30. Desmontei a bicicleta, carreguei-a no jipe e conforme tinha prometido fui deixa-lo à Lagoa Comprida.



O nevoeiro entre os Piornos e o Rodeio era muito, de carro praticamente não se andava a mais de 40 Kms/h. Na Lagoa Comprida voltei ao pedal. Deu por instantes para apreciar o mar de pequenas nuvens a Oeste da Estrela e que tornavam o cenário bem bonito. Mas durou pouco.....


O resto da subida foi feito sem ver um palmo à frente dos olhos como se costuma dizer. A passagem no cruzamento da torre estava como no resto do caminho. A humidade confundia-se com alguma chuva. 


E assim se passou mais uma manhã......

quinta-feira, novembro 01, 2012

Passeio Outono/Inverno


O primeiro de Novembro, começou com uma temperatura agradável de outono, o céu com algumas nuvens e o sol por vezes a espreitar. O ponto de encontro com Rogério, Vasco e Emanuel era às 8:30, mas como não saí de casa a horas, fiz estes companheiros esperarem 20 minutos por mim. Felizmente estava uma manhã de Outono....

A ideia era ir lá acima, isto é, serra! Não necessariamente torre, mas logo veríamos mediante "os tempos" (o tempo meteorológico e o tempo disponível). 


A terra batida começou logo a seguir a Gibaltar. A subidinha é boa e apesar da pedra solta, não está escavacada. Lá em cima, ou era para o lado do alto de São Gião ou a direcção da Fonte dos Amieiros. Foi para esta mata que nos dirigimos. 

Fonte dos Amieiros (foto retirada daqui)

Este bonito local convida a uma paragem prolongada ou até ficar por ali. Fazer um pequeno abastecimento, eventualmente usar o grelhador, mas hoje "os tempos" não davam para isso. Até uma fotografia que tirei ficou nada de jeito e tive que recorrer à net pois não tinha nenhuma para aqui mostrar.
  

Continuámos caminho fora. Descemos a Verdelhos e sem pausa começámos a subida para o Poço do Inferno.




Verdelhos foi ficando para trás, a nossa subida continuava. De um momento para o outro deixamos a encosta onde predomina(va) pinhal isto é são restos de um pinhal, para entrar noutra mata fabulosa a Mata dos Carvalhais que envolve o Poço do Inferno e é das mais lindas da Serra da Estrela.


Muita gente vai aproveitando o feriado na serra. Enquanto nós pedalamos, passámos por algumas pessoas a conciliar um passeio com apanhar algumas castanhas.



As cores do Outono começam a aparecer por aqui. Digo começam pois esta zona dentro de mais duas semanitas está no "ponto". A maioria do verde que ainda se vê, dará lugar ao castanho, ao amarelo, ao dourado, às bonitas cores do Outono.


Depois de uma paragem junto ao Poço do Inferno, seguimos na direcção da Serra de Baixo. Após um pouco de asfalto entramos novamente em terra para percorrer o caminho que deste lado do vale glaciar nos dá melhores vistas.



Uma paisagem mais despida infelizmente, pois os incêndios de um ou outro Verão vão tomando conta de algumas destas encostas.



A certa altura podíamos olhar para trás (sobre Manteigas) e à nossa frente a imponência da nossa Serra da Estrela ocultada no nevoeiro. 


Pouco depois apareciam então as primeiras gotas. A chuva miudinha estava a chegar e juntamente com a luz do Sol proporcionou-nos um arco íris fantástico sobre o vale glaciar com Manteigas no horizonte. 




Não preciso esperar muito mais tempo para mudar de estação. A meio da subida para os Piornos, deixámos para trás o Outono e apanhámos pela frente o Inverno. 

O impermeável, indispensável nesta altura do ano, vestiu-se pela primeira vez neste inicio da temporada de frio. Até aos Piornos, o São Pedro foi-nos brindando cada vez com mais chuva e com vento.


Acabaram-se aqui as fotos pois deixaram de estar reunidas todas as condições. E se em terra batida a chuva molha, em alcatrão molha muito mais, isto porque passa a chover de cima e de baixo com a agua que as rodas levantam. A descida não foi muito meiga, mas já houve alturas bem piores. Logo chegam! :)

Deixo aqui o track gravado pelo Vasco, pois o meu gps durante a descida..... gelou e recusou-se a trabalhar naquelas condições. Anda muito esquisito, logo lhe arranjo uma capa.


Mais algumas informações aqui e aqui.

terça-feira, outubro 30, 2012

6 anos

Dei conta à pouco que o blog faz este mês 6 anos. 

O passeio que deu inicio à vontade de proceder a esta partilha, foi um passeio que passou pela Cebola, o passeio tinha sido feito em Junho mas só em Outubro me lembrei de o publicar num blog. Tudo começou aí! Por coincidência no inicio deste mês (sem ser programado), voltei à Cebola pois desde essa altura que aquele monte que se vê de todo lado tem um significado especial. 

As vezes com mais tempo, às vezes com menos tempo, os passeios vão aparecendo e alguns relatos também.
Felizmente tudo se vai proporcionando. A Serra da Estrela está mesmo aqui ao lado e os amigos também.

Obrigado amigos!!



Deixo aqui estas duas aldeias. Duas aldeias serranas, do nosso interior beirão. Com algumas semelhanças, cada uma delas está em sua encosta. São estes e outros locais que vamos tendo o privilegio de visitar entre serras.