domingo, outubro 21, 2012

I BTT CHCB Unidos Por Uma Causa



O Centro Hospitalar Cova da Beira organizau o I BTT CHCB Unidos Por Uma Causa. Esta actividade fez parte da semana de celebração do 12º Aniversário deste centro hospitalar.

Cerca de 200 BTTistas apareceram nesta primeira edição que foi um sucesso. Divididos entre um percurso fitado de 60 Kms e outro (guiado) de 20 Kms a passagem nos três concelhos de abrangência do Centro Hospitalar Cova da Beira: Belmonte, Covilhã e Fundão foi o mote dado.

Como tinha de estar perto do hospital (questões informática) fui dar uma ajuda ao Celso no passeio guiado que correu lindamente mesmo com alguns percalços técnicos.




A criançada também teve direito a uma gincana.



Além dos simbólicos 5 euros de inscrição, todos os participantes contribuíram para o Banco Alimentar Contra a Fome.



Fotos do Filipe Roberto (enquanto não arranja bicicleta)

sábado, outubro 13, 2012

Sky Road Aldeias do Xisto


Começo com esta foto do Agnelo Quelhas....


Este evento foi uma grande festa do ciclismo.
Os mais de 700 participantes, tiveram a oportunidade de percorrer as estradas da Serra da Lousã e Açor, por entre os concelhos da Lousã, Pampilhosa da Serra, Castanheira de Pêra, Gois e Pedrogão Grande.
Participantes de luxo como o caso do Bruno Pais, Vitor Gamito, Tiago Machado, Nelson Oliveira, David Rosa, Luis Leão Pinto, Tiago Machado, entre outros marcaram uma presença solidaria abraçando o Team Acreditar


Não pedalei. Tive o privilegio de participar do lado de dentro, fazendo parte de uma excelente equipa liderada pelo António Queiroz.


Não fechei o percurso de bicicleta, desta vez a bicicleta era um pouco mais confortável que o titânio :)

Tendo em conta de como correu o dia, tendo em conta o grau de satisfação de quem participou, o grandfondo de Portugal, SkyRoad veio para ficar.

terça-feira, outubro 09, 2012

Os cornos do diabo


Aproveitando as férias e já que ontem foi um dia muito bom em dureza e com uns bons quilómetros, nada como uma voltinha mais curta, na companhia de um amigo para a receita do dia seguinte. Estava assim combinada a volta da Van Van.


Assim, na companhia do Koelhone, decidimos ir começar à Portela do Arão. Fizemos um bocadinho da subida de alcatrão na direcção da Lagoa Comprida (2 Km) e assim que pudemos entrámos em terra.


A ideia era serpentear a encosta por cima de Valezim. Não pretendíamos subir acima dos 1400 metros pois aí já teríamos nevoeiro. 



Olhando para o Colcurinho podíamos ver o nevoeiro mesmo a "razar" a capela. Entrámos então no vale da Ribeira da Caniça.


 Começamos a descer e demos com as indicações do "Buraco do Sumo", mas não o chegámos a procurar.




O caminho começava a ficar interessante.


Muito interessante que um pouco depois já andávamos de bicicleta às costas.


Como pretendíamos mudar de margem andámos à procura da melhor forma de o fazer. Conseguimos, mas não foi logo à primeira.


Primeiro demos com uma varanda (de dois cornos)....


.... e só depois demos com a forma de descer para junto da ribeira.


Sorte que a água era pouca, pois fomos dar mesmo dentro de uma pequena represa onde começa o canal que leva agua para a câmara de carga da Central Hidroeléctrica da Ponte de Jugais.



A varanda vista cá de baixo mais parece um "bicho mau". Talvez por isso este local seja conhecido como Cornos do Diabo.


Marra aqui


Começámos então a percorrer o divertido caminho à beira do canal e ao mesmo tempo apreciar as vistas que este "miradouro" de montanha nos dava.








Ao chegar à câmara de carga, conseguimos avistar a estrada nacional 231 (estrada que liga Viseu às Pedras Lavradas e que passa por Seia e Loriga), mesmo por cima da Ponte de Jugais e já no vale do Rio Alva (que não se vê na foto por causa da vegetação).


Ao lado a Lapa dos Dinheiros


Depois de descer umas escadas, apanhamos novamente um caminho à beira de um outro canal. Também este canal leva água para a câmara de carga da Central Hidroeléctrica da Ponte de Jugais. A única diferença é que em vez da água ser da Ribeira da Caniça é do Rio Alva para novamente ser "despejada" no Alva.



Rio Alva na Srª do Desterro

Chegámos à Srª do Desterro. Como iniciámos a nossa volta ao meio dia, chegámos aqui já com um "ratito" no estômago. Nem foi preciso procurar onde comer, pois mesmo ao lado do canal o cheiro delicioso do restaurante levou-nos logo à porta.




Não é preciso dizer mais nada. Dá bem para vir que ficamos bem tratados com os peitos de frango com castanha. Uma sugestão que nós aceitámos da patroa :)


E depois de um relaxado almoço, regressámos por alcatrão, via São Romão e Valezim.



Lapa dos Dinheiros

Foi mesmo a tempo. O regresso foi a um ritmo certinho, tão certinho que a previsão do nevoeiro ir baixando durante o dia bateu certo com a nossa chegada à carrinha.
Foi a há muito combinada volta das Van Van, num percurso curto, divertido e engraçado. Foi um passeio bem relaxado e bem agradável. Vale sempre a pena a visita a estas paragens. Como também não podia deixar de ser..... ainda fomos a Loriga.

Portela do Arão já com as nuvens a chegar

Van Van

E finalmente o videozeco.....

segunda-feira, outubro 08, 2012

Rumo à Cebola


Aproveitando o dia de férias,  decidi "pôr termo" à vontade de voltar ao marco geodésico Cebola, o ponto mais alto da Serra do Açor.

Existe aqui uma pequena história para contar. Há uns 6 anos atrás, depois de ter comprado uma bicicleta (a minha Lolita) e logo me começou a morder o "bichinho" de fazer a pedalar o que normalmente era habito fazer a pé de mochila às costas, isto é.... travessias.

Depois de meia dúzia de voltas e depois de ter ultrapassado pela primeira vez a barreira dos 100 Kms, numa volta com o Vicente e com o Nuno Reis (a que agora fazemos regularmente como "Volta do Mondeguinho") uma travessia não me saía da cabeça, ligar a Cova da Beira a uma terra do coração, a Benfeita. Para isso precisava de companhia e alinharam na aventura os meus amigos Pedro Sousa, Paulo Coelho e Rui Madaleno. Reconhecimentos não havia, gps também não. A solução de navegação passava por imprimir umas cartas topográficas (reduzindo para A4) e seguir viagem. Tinha prometido à malta que teríamos somente uma grande subida e depois estava tudo feito, era sempre a descer...... Mas as contas saíram furadas, culpa minha (dela não me safei). O ponto mais importante de decisão estava na junção (na pontinha) de 3 cartas topográficas (faltava-nos uma). A subida apareceu, no cimo dela apareceu o nevoeiro, descemos, descemos e no fim da subida não estávamos onde eu pensava estar. Tínhamos descido para o vale errado, pois tínhamos subido o monte.... errado. O resultado foi que em vez de um monte, tivemos de subir dois (o segundo debaixo de uma boa chuvada). Tudo acabou bem!! Foi uma grande aventura! Analisando o percurso, deu para perceber que tínhamos subido para o marco Cebola e o que nós queríamos era o São Pedro do Açor. O relato dessa volta esta aqui. Foi o relato que inaugurou este blog.

Dessa volta ficaram varias coisas, uma delas a pena de não ter tido a oportunidade de apreciar as vistas lá de cima. Também ficou a referência, pois aquele monte vê-se de qualquer lado e nós..... já lá fomos. :)


Tudo isto para dizer que aquela pontinha de serra junto ao cruto do pinheiro da foto é a serra que nos alimentou o ego várias vezes.
Decidi lá voltar! Hoje saí de casa às 10:00. Um pouco tarde para quem se propõe a uma volta dessas. Tendo em conta a meteorologia, o tempo que iria gastar, etc decidi fazer o saco com muda de roupa, comida e saco cama. Se isto desse para muito tarde, rumaria ao Fajão e dormiria por lá como na volta que fiz de Loriga a Lousã



Apesar do céu limpo a previsão dava alguma nebulosidade ao fim do dia em cotas mais altas que se manteriam para o dia seguinte. Daí que o alargar a volta para dois dias poderia não ser muito aliciante pois previa-se andar algum tempo nevoeiro. 


No percurso traçado, poderia optar por me aproximar da base da serra por Casegas ou pelo Ourondo. Queria fazer o menos asfalto possível e assim que saí do Tortosendo, entrei em terra no alto da Portela e limitei-me a fazer o sobe e desce de cristas entre o Paúl e o Barco até descer à Ribeira do Ourondo.


A serra da Cebola estava mesmo à minha frente, aliás, na Cova da Beira avista-se de muito sitio. Na primeira paragem para abastecer fui conhecer o Miradouro da Cabecinha. Já por ali tinha passado, mas sempre nos nocturnos com o pessoal da Cova da Beira, resumidamente desconhecia as vistas.




Depois de comer uma fatia de piza do jantar do dia anterior, desci ao Ourondo. Tão bem que soube aquela paragem que da cabeça não saíam as outra duas fatias que tinha deixado em casa. 


Passei a ribeira na praia fluvial. Já a conhecia de outra ocasião..... Uma vez a Maratona do Paul (Ribeiras da Estrela), passou por aqui.



Seguiram mais uns pequenos sobes e desces com mais tendência para descer, pois antes de subir a serra iria mesmo lá abaixo, tal como da ultima vez que subi este monte.

Cambões (descobri em casa o nome) 


A Serra da Estrela começava a ter as primeiras nuvens e iriam lá estacionar o resto do dia. Pensei muitas vezes que o pior que me podia acontecer era subir ao marco Cebola e apanhar nevoeiro como da ultima vez. Recordo-me que da ultima vez, foi por cerca de uma hora (ou menos) que não passávamos lá sem nevoeiro.


E cada vez mais próximo estavam as imponentes encostas desta serra.....
Na outra aventura por estas bandas, passámos pelo Sobral de São Miguel e trepamos estas encostas pelo Vale da Cerdeira. Desta vez eu queria ir a São Jorge da Beira. Já tantas vezes passei no cruzamento (de cima), já tantas vezes avistei a aldeia de outras encostas mas como nunca lá tinha ido, decidi que era desta.


Atravessei uma bonita ribeira e começava então a subir....





Assim que cheguei ao alcatrão (estrada que liga Sobral de São Miguel, ao Vale de Cerdeira e a São Jorge da Beira) virei à esquerda para São Jorge.


Olhando para cima dava para ver as casas dos mineiros das Minas da Panasqueira.


Olhando para trás avistava a Serra da Gardunha.


Ao chegar a São Jorge da Beira a minha preocupação era encontrar um café e uma fonte. Precisava de beber um sumo, comer alguma coisa e atestar o deposito com agua. 




Já diz o proverbio que "Quem tem boca vai a Roma" e eu, lá dei com o meu café. A paragem foi tranquila. Enquanto bebia uma coca-cola bem fresquinha e comia uma sandes que trouxe de casa, houve tempo para dois dedos de conversa com um senhor que se sentou ali à minha beira. 


Vinha agora a parte mais potente do dia. Arrecadei entretanto uma lata, pois esta iria certamente saber-me pela vida algures no meio da serra.



Deixei São Jorge da Beira e comecei a subida que duraria aproximadamente 10 Kms. E que 10 Kms.... teria neles, mais de 700 metros de desnível para vencer. 




Fui subindo e aos poucos aquilo que já tive de olhar para cima para ver, já conseguia estar abaixo da minha linha de visão.




A minha única referência na subida era uma pequena capela no meio da encosta (Santa Barbara, penso eu). A intersecção do caminho que fiz com os meus companheiros em 2006 e este de hoje era mesmo junto a ela. Parei um pouco....


Apesar de nem estar meio a subida as vistas já eram qualquer coisa de espectacular. O São Pedro do Açor, parecia espreitar atrás de um dos braços deste monte entra os muitos aerogeradores destas serras.




A Cebola estava cada vez mais perto, mas as nuvens aqui para estes lados já iam fazendo algumas cocegas.

 O caminho que vem do Vale de Cerdeira.

A barragem de Santa Luzia



Aproximavam-se os metros finais (ainda uns bons metros). O tecto de nuvens estava cada vez mais baixo. Por instantes já o São Pedro do Açor (mais baixo que a Cebola) estava tapado, ao fundo a capela da Srª das Necessidades, do monte mais conhecido como Monte Colcurinho pouco faltava para também ficar entre nuvens.
Estas são as três grandes elevações da Serra do Açor, Cebola (o mais alto), São Pedro do Açor e Srª das Necessidades.


Cheguei!!!!!!!! Não dá para descrever a satisfação. Não dá para descrever as vistas aqui de cima....
Contas feitas aqui levava pouco mais de 40 Kms e já tinha vencido 1700 metros de desnível, desde que saí de casa.


Para ajudar, deixo aqui uma 360º à volta deste monte.



A Coca Cola de reserva foi bebida aqui e a ultima sandes também....
Tinha de fazer contas à vida. O mais fácil seria ir dormir ao Fajão, pois em cerca de 1 hora chegaria lá nas calmas. Eram 16:00.
Tinha aqui um dado novo que não existia há 6 anos. Neste monte tínhamos de um lado o caminho para o Vale de Cerdeira e São Jorge da Beira, e do outro lado tínhamos o caminho para a estrada da Covanca. Passados sei anos, temos agora um novo caminho, rasgado na crista cheio de aerogeradores (18 torres). A direcção do caminho era o ideal (Pedras Lavradas), mas teria saída?? Pensei eu. Decidi então que não iria dormir fora e iria de novo para casa. Tomei o dito caminho consciente que se não desse ligação com as Pedras Lavradas, de alguma forma conseguiria ir ter ao Sobral de São Miguel.

Mais lá de cima, as Minas da Panasqueira

A barragem de Santa Luzia

Talvez o Fajão

Talvez os Cepos


Albufeira da barragem do Alto Ceira

Malhada Chã


Tanto desci, que cedo dei conta que apesar do monte ter um "braço" a ligar a encosta das Pedras Lavradas, caminho.... nem vê-lo.

Locais habitados noutros tempos

Nesta precisa linha de água nasce um conhecido afluente do Rio Mondego, o Rio Ceira.



A descida foi rápida e felizmente havia caminho para o Sobral de São Miguel.


Sobral de São Miguel


A passagem pelo Sobral foi rápida, pois já corria o risco de chegar de noite. A unica paragem foi junto à paragem que deu uma foto engraçadas numa outra volta que passei por aqui com o Coelho, o Mané e com o Joca, uma travessia que fizemos da Guarda para a Benfeita.


O estar curto de tempo, não me impossibilitou de ainda inventar, na tentativa de evitar alcatrão. Enfim...... alguns becos sem saída e este da foto de cima foi um deles.



Em Casegas, o atalho correu bem, pois evitei alcatrão e depois de uma boa subida tinha o Paúl aos meus pés. Faltava a ultima subida...... para juntar os últimos Kms e mais uns metros de subida. Apesar da ressaca dos Kms do dia de ontem, no fim do dia de hoje já estava por tudo, fez-me lembrar alguns dias da Transportugal que começamos "perros" e no fim já vamos de gás a todo lado.




Já cheguei no "lusco fusco". Mas foi uma volta daquelas! Como se diz agora "gosto disto", as fotos e o track ajudam a dar uma ideia do dia que foi.