domingo, abril 01, 2012

1ª Maratona BTT Malcata 2012 - Pelos Trilhos do Lince


Domingo, dia 1 de Abril, rumamos até à aldeia Malcata, a mesma que dá o nome à serra, para participar na 1ª maratona "Pelos Trilhos do Lince".  A malta do clube mobilizou-se em grande e se não me falham as contas estávamos 19 inscritos.

O percurso apesar de não abranger uma área muito grande da serra, esteve 5 estrelas e foi uma surpresa agradável para muitos (eu inclusive). Esteve tudo 5 estrelas, desde a partida à feijoada do final.

O amigo Tó Manel registou um momento da partida..... (obrigado ;))

Eu e a minha irmã

E como tem sido habitual nestas andanças, o simpático grupo das Minas da Panasqueira, Srª do BTT registou em fotografia a passagem do "pelotão".

Aqui ficam algumas.... (Srª do BTT)

À saida

 Paixão

 Joca

 Zé e Catarina

 Espada

  Jorge

 Tiago

 Os três Janeiros

 Miguel Costa

Marco


As classificações aqui.

O track:


sábado, março 24, 2012

Mais um sabado pela Serra


Graças ao Clube de Montanhismo da Guarda (que comemora 31 anos neste fim de semana), fiz ao longo destes anos muitas amizades, bons amigos, companheiros que podemos contar para tudo. Esta família que é o  CMG  proporcionou e continua a proporcionar dias, fins de semana, semanas de actividades em montanha que primam pelo VIVER a Natureza (principalmente a Serra da Estrela) da melhor forma, desfrutando do meio, dos amigos em actividades sempre em sintonia com o meio ambiente.

Sábado em preparação de mais uma actividade eu e o meu amigo Coelho (o azul), fomos a uma volta (relaxada) numa espécie de reconhecimento. Digo o azul, pois há muitos anos fiz no clube duas grandes amizades, dois irmãos Coelho. Um azul outro vermelho. Um que voa sem motor outro que só voa com motor.

A zona do passeio é mais que habitual, mas há sempre coisas novas que se podem fazer....



Seria mais que normal, sair da Guarda de bicicleta e chegar de bicicleta, mas dado que o Coelho já tinha Kms a mais nesta semana e para também não nos atrasarmos para o jantar de aniversário do clube, decidimos começar na Cruz das Jogadas.

Começamos a subir para a Pousada de São Lourenço e fomos logo picar o ponto ao Ti Branquinho, pois começámos tarde e estava na hora da bucha. Bem mais seco que da ultima vez, abancámos na rua e merendamos o habitual...


Passamos na nascente (oficial) do Rio Mondego e entrámos em terra (pedra) batida pelo meio do arvoredo.



O que acaba por ser muito triste é ver PNSE com tanta imposição, restrição com quem gosta da serra, há restrições para andar a pé, há restrições para andar de bicicleta, há restrições para escalar..... mas por outro lado temos um vasto património ao abandono, um completo desleixo que ninguém põe fim.  São os barracos na torre, é o amontoado de ferros das pseudo-estância de ski e são as dezenas de casas dos extintos guardas florestais como esta da fotografia. Que mau aspecto, que desmazelo, que desaproveitamento....


Continuando o nosso caminho na encosta "abaixo" do Malhão, olhamos à nossa direita para o planalto que tantas vezes percorremos e que pouco estamos habituados a ver desta perspectiva (pelo menos à mesma altitude).




Mais um sinal de aviso que as coisas não iam ficar fáceis e...... não ficaram.....


A descida não incentivava a grandes velocidades. Mesmo assim fez o estrago do dia facilmente resolvido porque um dragão prevenido vale por dois.....
Substituído o dropout da CUBE azul FCP, continuamos a zigue-zaguear até ao rio.



Entrámos em propriedade privada, a única alternativa que tínhamos em vez de voltar atrás. Demos dois dedos de conversa com a senhora que lá encontrámos, pois por vezes fecham o portão da quinta e ninguém passa. A atitude não agrada, mas é compreensível. Agradece-se a "meia dúzia" de labregos dos jipes e das motas todo terreno que não respeitam nada nem ninguém e por causa de uns pagam todos. Também nisto o PNSE é só conversa da treta. São capazes de implicar com quem organiza um passeio de BTT pelos caminhos da serra, mas são capazes de deixar andar a circular estas caravanas de barulho serra adentro....


Mas nós, barulho não fizemos! Limitamo-nos como sempre a apreciar a paisagem, a desfrutar do dia... 
Enquanto olhava um rebanho de cabras a pastar, estranhei o cão por instantes (foto de cima). Só mesmo passado uns instantes é que deu para perceber que aquela rabo comprido pertencia não a um cão, mas a uma matreira raposa que sentia o cheiro dos cabritos recém nascidos e andava por ali na zona. Mas à frente dele só estavam as adultas e a investida foi em vão e bateu em retirada.


Nós seguimos o nosso caminho....



Terrível caminho, que mais se fez à mão que a pedalar. Mas a vista compensava......




Ultrapassada mais uma ribeira, fomos novamente em busca do Mondego...

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... encontrámos o rio, num local bem bonito e excelente para (no verão) mandar umas palhaças na água. Mesmo quem não tiver pé pode ir na mesma que não custa nada.


Depois da foto com os dois compinchas ser tirada, seguimos por uma antiga levada seca. Mas seca não só de agora, pois ali já não corre água à alguns invernos.



Chegámos ao sempre bonito e calmo Covão da Ponte. Quando chegámos éramos os únicos ali. Aproveitámos como sempre aquela paragem para sacar da ultima sandocha e fomos estrada fora até à capela da Nossa Senhora da Assedasse.



Na Assedasse, as pingas que por vezes caiam do céu estavam a engrossar. Subimos na direcção da portela do Sameiro e aí apareceu a chuva. Olhávamos à frente e o tempo estava a fechar ainda mais. Restou-nos então ir abrir até à cruz das jogadas novamente. O dia estava feito e nós quase preparadinhos para o jantar de aniversário do CMG, que foi a actividade seguinte....

Cá fica um video feito "à pressão" com algumas passagens até chegar a chuva....

domingo, março 18, 2012

Até que enfim, umas voltas de Inverno...

Ao ler o titulo deste "post" até pode pensar que estava mortinho por apanhar uma tareia na serra. Não estava, mas a verdade é que não me safei dela.
Sábado eu e o Rui Sousa em jeito de fazer uns acertos no reconhecimento para a Transportugal deste ano, marcamos o ponto de encontro no Mondeguinho, mais propriamente no Ti Branquinho, como não podia deixar de ser. Eu comecei a pedalar em Videmonte e ele em Manteigas. Pelas previsões já contava molhar-me, por isso não dispensei o impermeável.


Na saída de Videmonte já se notava algum nevoeiro e como já referi, já estava a contar molhar-me...


Apanhei o caminho que vem da Cabeça Alta e rumei no sentido da Portela de Folgosinho onde  o aspecto não era muito negro. Sabia que não ia ter vistas como é costume no local, mas não tardaria e o Rui estava à minha espera. O vento na portela já era algum, não era forte, mas já incomodava.


Iniciei então a subida para a Santinha. Apanhei uma boa surpresa, que é o facto deste caminho que costuma estar sempre em muito mau estado, estava muito bom por ter sido recentemente arranjado. 
A Santinha para quem faz parapente em Linhares, indica muita coisa. Já por isso lhe tenho algum respeito, quando não vejo todo o monte bem à vista. E como não podia deixar de ser, a meio da subida a chuva era bastante, o vento muito forte e frio quanto baste.
Resumidamente, parte da subida e toda a crista até à estrada nacional foi um verdadeiro martírio, uma volta como ainda este Inverno ainda não tinha apanhado. A chuva batida a vento pareciam pioneses a bater na cara. Como tinha dito contava molhar-me, mas encharquei-me à grande. 


Não pude tirar mais fotografias, pois nem a maquina escapou à molha. Mal vi a Santinha, não dei conta de passar ao lado do Malhão, só abri bem os olhos quando cheguei à dona Judite, onde o Rui já estava à minha espera.

Completamente encharcado e cheio de frio, lá comi a minha sandes mista a tremelicar como varas verdes. Nem à beira da estufa consegui aquecer e para de tremer. Lá dentro nos dois sítios que parei, deixei duas enormes poças de agua. Confesso que quando estava a fazer o caminho da Santinha, o meu maior receio era apanhar o Ti Branquinho de portas fechadas. Felizmente estavam lá toda a simpática família que logo arranjaram um espacinho para me aquecer, secar um pouco e comer a minha sandocha. Somente fiz uma alteração do menu, o meu primo que me perdoe, mas dadas as condições, troquei a Coca-Cola por um galão quentinho.

Restou ganhar coragem e descer para Manteigas onde o Rui tinha o veiculo estacionado. Traziamos em mente subir aos Piornos, mas dado o estado de tempo e o nosso estado fomos lá de carro e eu acabei por descer ate Unhais da Serra para secar a roupa na descida.

Domingo, estava-me cá "atravessado" o tratamento que tive na serra e decidi novamente subir aos Piornos a partir da Covilhã. Já saí tarde de casa (15:00), o tempo estava mais soft, mas o frio e o vento continuaram a marcar presença. Precisava ver como estava o caminho dos Piornos para Manteigas com vista para o vale glaciar.


Cheguei aos Piornos e desci até Manteigas. Ainda vi alguma neve que caiu na noite anterior e um carro apeado no meio do caminho. Apeado, mas não por causa da neve.




As vistas estavam muito bonitas e proporcionaram-me algumas paragens na descida.




Ao longe avistava a Santinha e o São Tiago, completamente sem nuvens com uma visibilidade bem diferente da que lá tinha apanhado no dia anterior.



Desci ao Zêzere, pela Serra de Baixo e Poço do Inferno e apanhei a estrada na direcção de Valhelhas. Estava a fazer-se tarde.....



Estava visto que não tinha horas de luz suficientes para chegar a casa de dia. Decidi no Vale da Amoreira ir por uma estrada menos movimentada, isto é, virei para Verdelhos para subir ao alto de São Gião. Não simplifiquei a volta, mas pelo menos fugi ao transito excessivo que tem agora a N18 desde que apareceram as portagens na A23.


A ultima foto que tirei, foi mesmo a do triste cenário da encosta da Azinha, por cima do Vale da Amoreira...

Resumidamente com o Inverno a acabar, foram duas voltinhas que fazem jus ao nome. Já tinha saudades de passar por umas assim :)