domingo, fevereiro 27, 2011

Amendoeiras em flor 2011

Tanto tempo sem pedalar, mas finalmente o voltar aos trilhos foi com uma boa voltinha de 80 Kms, numa zona onde predominam amendoeiras e que nesta altura estão bem floridas.



Os 7 bem dispostos BTTistas, que decidiram pedalar por estas bandas, saíram de Figueira de Castelo Rodrigo eram nada mais nada menos que 9:30.
O passeio esta destinado rumo a terras de "nuestros hermanos".


Passamos ao lado da aldeia histórica de Castelo Rodrigo. Não fizemos o desvio pois no próximo mês vai haver passeio com paragem obrigatória nesta bonita aldeia.


Atalhos também não foi necessário fazer. De Figueira fomos a Almofala e de seguida Escarigo. Apesar das alternativas, nesta parte fizemos algum alcatrão, o que permitiu ter o dia adiantado.


Torre das Águias (Almofala)


Junto à barragem de Santa Maria de Aguiar, encontramos o Jony Luigi que tirou o dia para nos aturar. E que dia o dele..... (Gracias borrego)



Assim que entramos em Espanha, o destino foi a aldeia de La Bouza e amendoeiras em flor é árvore que também abunda para estes lados.



Entramos novamente em terra batida, melhor e mais direitinho que muitas estradas de alcatrão que conheço.





Chegamos a Puerto Seguro e entramos num trilho marcado na zona do Rio Agueda.


Uma das partes mais fantásticas do dia e que merece sempre visita é a Puente de Los Franceses sobre o Rio Águeda. O trilho é muito bom, a vista é excelente....







BTT - Puente de Los Franceses from tlages on Vimeo.


Tivemos o privilegio de ver bem perto os habitantes mais imponentes deste vale, grifos. Além de os vermos voar, planar, conseguimos observar com os binóculos do João um casal junto ao ninho.


Saímos do vale do Águeda com algumas parte feita a pé. Temos de passar cá no fim da "época" para ver se fazemos tudo em cima da montada. 
Chegámos a San Felices de Los Gallegos em cima da hora de almoço, mas decidimos ir mais para a frente.


Replica de um canhão usado pelos franceses durante as invasões do século XIX.




Deixámos San Felices de Los Gallegos rumo a Sobradillo por uma serie de caminhos e singletracks.



As amendoeiras marcavam presença nas paisagens cada vez mais.



Ao longe a Serra da Marofa.

Em Sobradillo fomos ao mesmo tasco da ultima vez e comemos um apetitoso bocadillo de lomo para repor as forças para o resto do percurso.



Entre Sobradillo e La Fregeneda, entrámos em zonas bastante técnicas e espectacular, mas não houve hipótese de registar em fotos.






A nossa frente começava a surgir o Penedo Durão, o nosso destino do ano passado nesta altura. O vale do Douro estava mesmo à nossa frente.



O vale do Douro é simplesmente lindíssimo e nesta altura do ano faz jus à fama que tem.




De pois de La Fregeneda, seguimos para o cais de Vega  Terron. É de sublinhar uma coisa, a descida para Valicobo (aquela quinta que vemos a meia encosta com vista para o Douro e o Águeda).... sim a descida era espectacular. Foi alucinante ao cair do dia ....




 

Mais um abre e fecha portão e estávamos quase no fim da volta.

Valicobo

 
Vista (quase) nocturna para a Ponte de Barca d'Alva

Em Barca d'Alva terminámos o passeio deste dia. A festa da chegada a Barca d'Alva é que só visto, foi uma recepção a sério :)

domingo, janeiro 23, 2011

Dever cumprido

Domingo, dia de eleições presidenciais.O João Luís desafiou a malta para uma voltinha à tarde. Aparecemos os dois!! 
A ideia era ir mais por alcatrão para não sujar a vestimenta, visto que no regresso a casa fazia uma paragem na minha mesa de voto para exercer o meu dever cívico. 


A verdade é que não conseguimos fugir à tendência. Logo na estação entrámos em terra, digo lama, do caminho que acompanha o Massueime. Lembrei-me de fazer o caminho que há uns bons anos valentes percorremos numa das primeiras, senão mesmo a primeira, prova de BTT na Guarda. Se não me engano em 1992 ou 1993 e que consistia em fazer o percurso de cerca de 40 Kms com um roadbook.
Chegámos aos WC do IP5, passamos para o outro lado e apanhamos o caminho que tem saída para o Tintinolho, mas logo demos conta de uma  alternativa, a uma descida para Cavadoude. Pelo aspecto técnico e com algumas rampas para saltos é certamente caminho que o Alex e o David me falaram há tempos onde eles e mais alguma malta andaram a arranjar. Esta impecável e a paisagem é linda.




Descemos a Cavadoude e pelo Porto da Carne apanhamos o trilho da ultima Invernal mas no sentido contrário. Na Faia, apanhamos o alcatrão e fomos até à Guarda via Quinta dos Holandeses e Pêro Soares.


Antes de chagarmos à Barragem do Caldeirão, o João Luís deu conta de um pormenor curioso, com um tempo destes as andorinhas das rochas não paravam de esvoaçar juntos as rochas. Ao contrário das (que mais estamos habituados a ver), as andorinhas dos beirais que migram no fim do Verão para destinos mais quentes, estas permanecem onde nascem esteja o tempo que estiver.
Na chegada à Guarda, antes de ir para casa, restou exercer o dever cívico e como tal fui votar .... de bicicleta.