sábado, maio 22, 2010

O mote foi a Serra da Alvoaça

Esta oficialmente aberta a nova temporada dos empenos, das calinas de 30 e muitos graus sem sombras, dos caminhos que não lembram ao diabo e dos caminhos lá para cu de judas. Foi um dia daqueles ...

Há muito que tinha curiosidade em ver as vistas do cimo da Serra da Alvoaça. O saber que Alvoco da Serra e Unhais da Serra estavam separados por apenas um monte, sempre deu vontade de tentar ver estas duas terrinhas ao mesmo tempo.

Aproveitando a ida dos meus pais a Loriga, decidi ir ter com eles e levei comigo o Mané e o Ricardo.



Deveríamos ter começado duas horas mais cedo e assim poupavamo-nos de uma manhã de calor. Saímos da Covilhã às 9:00 e para ganhar tempo fizemos alcatrão até Unhais. Em Unhais fomos à pastelaria do costume. Não tinha lá o petisco de outras vezes, mas descobrimos outro.


Ainda encontrei o Enf. António João que se lembrou e bem da volta entre o Ferro e Unhais. Por mim já disse que alinho, está para breve.


Esperava-nos nesta investida pela Serra da Alvoaça, caminhos muito pedregoso e muito empinados, mas era mesmo para isso que íamos preparados.




As vistas eram excelentes, nunca tinha espreitado deste lado da serra.


Já tínhamos subido bastante e Unhais ainda parecia bem perto.



E mais lá para cima depois, dos zigues e zagues, o caminho começou a piorar. Contou-me o meu pai, que este era o caminho que em tempos as pessoas de Loriga e Alvoco faziam a pé quando tinham de se deslocar à Covilhã. Caminho este que foi percorrido algumas vezes pela minha avó.


O Mané estava imparável e nestas zonas mais técnicas, poucas eram as vezes que punha o pé no chão.



Além das vistas serem magnificas, as cores destas encostas estavam como se costumam dizer, "no ponto".










E eis que chegámos à tão aguardada crista. Iniciava-se a descida para Alvoco da Serra por um caminho do mesmo "calibre" daquele que fizemos a subir.






Alvoco da Serra


Alvoco da Serra

O Ricardo também tem raízes por estes lados, e não podíamos deixar de fazer uma pequena visita. Foi mesmo uma visita de médico como se costuma dizer, mas já estavamos em cima da hora de almoço e esse já estava na mesa em Loriga.


Caminho romano em Alvoco da Serra

Ribeira de Alvoco


Da Unhais da Serra a Alvoco da Serra fizemos nada mais nada menos que 10 Kms. Afinal estão bem perto estas duas povoações :)


E com mais outros 10 Kms desta vez feitos em muiiiiiito menos tempo, chegámos a Loriga.

Loriga

No mirante...


Sensação tão agradavel, beber agua aqui ...


E no cantinho do quintal dos meus avós, podemos desfrutar da tranquiliade e do sossego que aquele local nos transmite.

Junto a este pátio nasceram rosas...


E depois do almoço em familia fomos ao cafezinho e iniciamos o nosso regresso à Covilhã. Na mesa até estavamos muitos, mas ainda faltam muitos mais ...

Lá atrás, Ricardo, Mané, o meu pai, Ti Tó e eu. A frente, Ti Vira, a minha mãe e a Ti Có.

Saímos de Loriga perto das 15:00 e já estava uma calina desgraçada. Não eramos só nós que viamos tudo buzio, também a maquina se queixava de vez em quando.



Loriga



Só a meio da subida é que começamos a ter algum vento que ajudava a arrefecer o "motor".


E se andavamos a fazer contas à placa da Portela do Arão que diz Torre 18 Kms, desta vez como os contámos metro a metro, deu para confirmar que estes são certinhos.




Não era obrigatório, mas lá fomos picar o ponto ao sitio menos interessante, mais sujo, mais poluido e mais cheio de cimento deste parque natural, o ponto mais alto da Serra da Estrela.

Junto ao marco geodesico Estrela


Depressa fomos embora até às Penhas da Saude para parar na Ti Maria a beber uma coca cola fresquinha. Os carro por aqui andam mesmo devagarinho.... :)


E na estrada nacional 338, a estrada nacional da nossa selecção (ai tão mauuuuzinho), descemos para a Covilhã onde finalizamos este empeno com 85 Kms e quase 2600 metros de desnivel vencido.

Um vista da volta sobre a zona sul da Serra da Estrela,
onde vemos melhor o "atalho" Unhais-Alvoco

O bonito grafico que resultou deste empenanço

Fotos: Tiago e Mané

sexta-feira, maio 21, 2010

A estreia...

Acabadinho de chegar e não me vou alongar com muito palavreado, que são horas de ir para a cama ....

Tortosendo

Unhais da Serra

Unhais da Serra

Fundão e o Sousa a passar

Depois do chocolate quente oferecido pelo David nas Penhas da Saude





quarta-feira, maio 19, 2010

IV Maratona do Paul

Mais uma maratona do Paul. E para variar (da malta) só fui eu e o Mané, pois desta vez o resto do pessoal rumou para Almeida. Alma até lá..... :)



A maratona foi durinha, como já era previsto. Teve inúmeros e espectaculares single tracks no percurso entre o Paul-Erada-Unhais da Serra.



Algumas zonas já eram conhecidas do ano passado, com a diferença de estarmos a circular em direcção contrária.


Como dá para perceber pelas fotos, paisagens bonitas é coisa que não falta por aqui. Esta zona da Serra da Estrela merece muitas vistas a pedal.



E com praticamente uma hora de pedal, chegámos a Unhais da Serra.




Unhais da Serra...esta bela localidade

Depois de Unhais, começámos a subir na estrada para a Nave de Santo António, mas pouco mais de 2 Kms fizemos. Assim que chegámos a uma pequena crista, descemos na direcção das Cortes onde era o abastecimento.




E que abastecimento (para variar). Aqui encontrámos de tudo um pouco e eu fui buscar as energias principalmente a uma filhó com um quejinho daqueles "poderosos" e sem duvida que este queijo é dos que é feito com leite. Não é como alguns que "circulam" por aí :)


Depois das Cortes apanhamos o caminho da Quinta do Mineral, mas andamos a zigue-zaguear a encosta. O chato destes zigues e zagues é pedalar kms e dar conta que estamos 100 metros acima do cruzamento anterior.


A descida para o Tortosendo, continua bem "falsa". Nem as chuvadas deste longo Inverno levaram todo o areão que há no caminho. Mas com calma e atentos lá chegámos ao Casal da Serra e depois o Tortosendo.



Depois do Tortosendo fomos pelo Dominguiso, Coutada e Barco. Nestas bandas ainda nos enganamos duas vezes, mas não foi nada de especial. Só achamos novamente uma chatice andar a zigue-zeguear na Serra da Argemela e pouco progredir no terreno.



E lá chegámos ao Paul, bem estafados e cheios de fome. Mas aqui a malta é bem tratada.
Ainda não percebi onde se meteu toda a gente, pois desde a separação dos percursos, não voltamos a ver ninguém a pedalar e andamos sempre sozinhos. Devemos ter chegado na cauda do pelotão :)

Foi uma boa e dura maratona.

sábado, maio 01, 2010

Ir virar ao Fragusto

Hoje foi dia de ir virar à Quinta do Fragusto. A minha irmã já andava há bastante tempo com vontade de pedalar para aqueles lados que tantas vezes falamos e .... foi hoje.


A ida não foi pelo lado mais "meigo" que considero ser pelo alto de Famalicão. Aí passámos no regresso. Para lá assim que descemos ao caldeirão subimos pela Corujeira, fomos aos Trinta, Meios, Fernão Joanes e depois fomos pela Srª do Soito até ao planalto.

Justificar

A partir daí usamos o percurso habitual que vai directamente ter à mata do Fragusto, que está com aqueles tons de verde espectaculares.




No Fragusto estavam feitos 27 Kms. No regresso fomos ver as vistas ao marco Cagarraz, que tantas vezes nos vê ali passar ao lado e raramente tem uma visita.


Assim que descemos para o alto de Famalicão, já não descemos ao caldeirão e fizemos por estrada até à Guarda por Vale de Estrela.




Foi uma voltinha muito porreira para uma tarde agradável. Mais 52 Kms feitos. A mana continua de parabéns!