domingo, março 14, 2010

Amendoeiras em flôr

Para começar, tenho que começar por agradecer a todos o excelente fim de semana que foi sem dúvida muito bem passado.

No sábado, sempre com o olhar atento do amigo Pardal, 13 BTTistas do Clube de Montanhismo da Guarda fizemos 106 Kms para ligar a cidade da Guarda a Freixo de Espada à Cinta e no domingo os 14 juntámo-nos aos mais de 200 caminheiros da cidade mais alta para fazer a caminhada entre o Penedo Durão e Barca de Alva.

Assim, para uma volta relaxada, pouco passava das 7 da manhã quando eu, o Mané, o Sousa, o Ricardo, o João Luís, o Zé, o Joca, o Nelson, o Vicente, o João Saraiva, o Lavajo, o Coelho e o Miguel começamos a pedalar. Estava fresquinho ....


Para não "hipotecar" o final do dia e também porque com tanta chuva o ritmo do pessoal não é o melhor, fizemos da Guarda a Pinhel sempre por alcatrão.


Nas paragens foi sempre necessário ter cuidado com os desvios, pois por vezes as bicicletas desapareciam dos lugares. Como da para ver na foto seguinte o senhor de amarelo, não foi apanhado com as calças na mão, mas quase...


A primeira paragem da malta foi em Malta, para que os mais agarrados ao café da manhã pudessem tomar a dose diária recomendada aquela hora do dia.


À entrada de Pinhel já tínhamos à nossa espera o Pardal. Se até aqui o íamos vendo de vez em quando, a partir do momento que nos metemos em terra, já fomos marcando com ele pontos de encontro.


Eram 9:30 e como previsto deixámos o asfalto e deixámos Pinhel. Atravessámos a ponte da Ribeira das Cabras e virámos à direita para entrar no tipo de terreno que afinal de conta mais gostamos de fazer.



Até chegarmos ao vale do Rio Côa, andámos quase sempre em caminhos agrícolas entre muros. Caminhos bem batidos e boa visibilidade para apreciar as vistas.


E se durante o asfalto a tendência foi alguma dispersão do grupo, assim que entrámos em terra, andámos praticamente sempre em bando.









Em terra as coisas começaram a ganhar um animo diferente por duas razões, as paisagens passaram a ser mais agradáveis e rolava-se mais devagar o que permitia não apanharmos o frio à semelhança dos primeiros kms.






A descida para junto do Côa foi por um trilho espectacular praticamente cavado na encosta.







A meio da descida, fizemos uma paragem estratégica para tudo e mais alguma coisa. Ir ao wc, resolver pormenores alguns mecânicos, tirar fotografias, abastecer, colocar protector solar e apreciar as paisagens.


O gajo mais rijo da volta

Não dá para ver, mas o Joquinha que a meio da semana esteve inclinado para não vir, apareceu. Apareceu, mas com a perna envolta em ligaduras. Essas mazelas trouxe-as da maratona de Arganil da semana passada e nada está relacionado com o ter acusado o Mané de bullying por diversas vezes durante o dia.



O Mané é sem duvida o gajo mais precavido de todas as voltas. Aqui esta com o protector solar na mão (não, não são laranjas), valeu-lhe ser o único a não ficar com a cara vermelhusca do sol.





Continuámos a descida em direcção à nossa única forma de passar o Rio Côa, a ponte da estrada mais conhecida pela estrada da excomungada.






Assim que ultrapassámos o rio, rumámos a Bizzaril por um caminho alcatroado recentemente.


O Côa está com um caudal espectacular, que convida mesmo dentro em breve a umas descidas aqui parta estes lados.




Do Côa para Bizarril, subiu-se bem, mas tivemos a atenuante de ser em asfalto.



O dia não estava propriamente quente, mas houve que nos tivesse tirado o "pio". Um casal que ali passava de burro, disse-nos que nós assim .... nem transpirávamos. E esta??



Continuámos a nossa volta, mas por um caminho diferente do que inicialmente tinha planeado. Em vez de descer à linha de água e subir um caminho bem inclinado, alargamos a volta, e contornámos a ribeira em questão.


A Serra da Marofa esteve sempre presente. Se quando fizemos a GR22 e passámos aqui estávamos sempre a vê-la, nesta volta, praticamente a tínhamos em linha de vista desde a Guarda até ao Penedo Durão.


Apanhado no Radar

Serra da Marofa

Depois de Bizarril, começámos a apanhar as primeiras amendoeiras e logo começámos a avistar a aldeia histórica de Castelo Rodrigo.








Chegamos à zona industrial de Figueira de Castelo Rodrigo e fomos ter como Pardal que estava a nossa espera à entrada de Castelo Rodrigo.




Não parámos por ali para almoçar e fomos tratar de nós a Figueira. Estava a chegar a hora da faca e do garfo.




Em Figueira de Castelo Rodrigo estava difícil de petiscar qualquer coisa. Valeu haver feira...e valeu o Mané ter trazido a faca e o garfo. Sem isso, nada feito...


Queijo das Freixedas

Lateiro da Guarda

Gémeas



Huumm, não comento...

Apesar do Lavajo ter uma forma estranha forma de usar o telemóvel, não foi ele que fez uso do halibut aqui em Figueira. Ao minhoto da volta, valeu o Mané ter-se lembrado de trazer a pomada.

Esta paragem foi um pouco mais demorada que o que estava a contar. Depois de toda a gente ter abastecido, seguimos para Barca de Alva.

Engarrafamento na ponte




Esta parte do percurso era praticamente a rolar e a descer. Não havia nenhuma subida digna do nome.




Nesta zona há que ter sempre atenção aos portões, pois temos de nos certificar que os deixamos fechados depois da nossa passagem.








A lama era pouca, mas dava para chapinhar. Quiz-me parecer que houve aqui uns pequenos picanços para ver que chegava primeiro à água.






Maluuuco

E na descida para Barca de Alva, já com o Rio Douro à frente, plantei a minha figueira. Já há muito que não ia ao tapete. Apesar do aparato, podia ter sido pior...



A paragem aqui foi para ganhar fôlego, pois a subida do dia ainda estava por fazer.






Fomos na direcção da calçada de alpajares, mas não a fizemos. Logo lá voltamos para a fazer em sentido contrário. A subida para Poiares foi feita por onde passava antes a Transportugal.




Como dá para ver pelas fotos seguintes, esta zona da Ribeira do Mosteiro tem paisagens lindíssimas. Pedalar ou andar a pé por estes lados é sem duvida muito agradável.




Deu para nos apercebemos do quanto é bonita esta zona. A entrada para a calçada convida-nos a visita-la muito em breve.











Não fizemos a calçada (que tinha ponte para atravessar a ribeira), fizemos um caminho sem ponte. O resultado está à vista e foi por pouco que ninguém ficou a pé.


Quando cheguei já o Mané estava do lado de lá, mas o Sousa a pedalar nas calmas lá conseguiu "pedalar contra a maré", chegando ao outro lado montado na bicicleta.


A opção mais cuidada, foi mesmo passar de pé descalço e do lado de lá calçar as meias sequinhas. A ribeira ainda tinha uma corrente jeitosa, que o diga o Miguel que como dá para ver no vídeo se estava a ver aflito para dominar a bicicleta. O Lavajo, bem esse foi por pouco que não tinha de pedalar descalço e pedir a alguém no Porto para lhe apanhar lá as sapatilhas.









E as vistas quanto mais se sobe, mas espectaculares ficam.




Joca-Rei

Cansaaaado... naaa, foi só para a fotografia



Aqui o pior já estava feito, restava pouco para Poiares.


Tricot ou será mesmo renda?

Ecoponto


A espera que abra a peixaria

Uma rampa surpresa em Poiares


Mais ou menos à hora prevista chegámos ao Penedo Durão onde o Pardal já tinha passado pelas brasas.



Todo o team do fim de semana, no Penedo Durão


Barragem de Saucelhe

Com Freixo Espada à vista.




Já em Freixo, arrumamos as tralhas, tomamos banho, orientamos a dormida no pavilhão cedido pela câmara municipal e fomos jantar.



Como o Coelho tinha orientado, foi em cheio. Posta Mirandesa para toda a gente....no restaurante E.T.C. que nos serviram e despacharam muito bem. Ficámos satisfeitos com tudo.


Depois da janta seguiu-se o festival internacional de tunas de Freixo Espada a Cinta. Como dá para ver na foto, o pessoal estava com sede...



No dia seguinte o "programa das festas" era a caminhada.


Fomos ao encontro do Janeiro que vinha buscar-nos de jipe para o Penedo Durão.






O dia amanheceu muito ventoso.



Enquanto esperávamos pelos caminheiros , apreciamos melhor o local.




Passarada por aqui vê-se bastante. Vimos desde grifos, a abutres do Egipto a passar pelo inconfundível milhafre real. Inconfundível pelo seu característico rabo de bacalhau. Aos poucos vou aprendendo, a fase dos tartaranhões e dos abelharucos ficou lá para os lados de Linhares da Beira.

À primeira vista poderia ser um estorninho, mas não, é mesmo o João Luís




Entretanto, directamente da cidade mais alta, chegaram os 4 autocarros com gente para a caminhada que correu lindamente.


A julgar pelo lenço do senhor de bigode, são sportinguistas :)





Aí vão elas...












Já praticamente no fim da caminhada, liga-me a minha comadre que me diz para olhar para a amendoeira mais bonita ao pé de mim e me deu a novidade... :) O que será? Em breve saberemos...






Esta zona foi onde apanhámos mais amendoeiras. E ficou já combinado que esta boa descida, vai ser visitada a subir em breve e quem sabe para descermos pela calçada de alpajares. Logo cá voltamos...




Tudo correu lindamente. Seguiu-se o almoço e a viagem de regresso à cidade mais alta.





Mais um fim de semana desportivo 5 estrela.
Está visto que o grupo vai aumentando e se vai compondo. Também ficou provado que temos companheiro para nos aturar nestas andanças, eh eh Obrigado Pardal.

Altimetria dos 106 Kms:

domingo, março 07, 2010

Maratona de Arganil


Da Guarda city saímos 9 BTTistas do Clube de Montanhismo da Guarda, rumo à Maratona de Arganil. O dia cinzento e a ameaça de chuva não trouxe desistências de ultima hora. Carregado todo o material, lá nos fizemos à estrada...


Chegámos a Arganil mesmo em cima da hora. Levantámos os dorsais, preparamos tudo e quando estava tudo pronto junto ao pórtico da partida, o João Luis reparou que eu ia sem dorsal. Estive quase a ir sem ele, mas ainda deu tempo para voltar a carrinha e colocar o 006 à frente preso ao guiador da Lolita Lages, como já lhe ouvi chamar algumas vezes.


A chuva ainda apareceu no inicio, mas como não estava frio o tempo pode-se dizer que esteve bom.

O percurso encheu-me as medidas. Estava traçado mesmo para os meus lados...

Subimos ao Alqueve onde foi o primeiro abastecimento. Já há muito que não por aqui passava. As ultimas vezes a visita deveu-se sempre ao Rally de Portugal, na altura em que se faziam duas passagens ao sábado esta aldeia era um reboliço.

No abastecimento do Alqueve logo encontrei o Joca, mas tal como aconteceu em Pinhel....apressou-se a comer e fugiu...(desta vez os pneus iam cheios)

Um pouco depois do Alqueve os percursos separavam-se. Enquanto que a meia-maratona subia para a descolagem onde me recordo de voar há uns bons anos atrás (como o tempo passa...) o percurso da maratona seguia para o alto da Esculca.

Foto tirada pelo meu pai num voo a 31 de Dezembro de 1998.

Depois da Esculca, entre as Luadas e o Pai das Donas, fiz uma paragem para contemplar as vistas, pois o nevoeiro estava a deixar ver alguma coisa.



Mais à frente a caminho do Sardal, mas sempre com os Pardieiros à vista já se avistava a Srª das Necessidades, visita de bicicleta nesta e nesta volta entre outras com chuva que não deu para parar :)


Uma surpresa foi o Sardal. Aos anos que não passava ali e achei a aldeia muito mudada. Tudo muito arranjadinho, está com um aspecto muito bom. A próxima travessia Estrela-Açor (este ano) certamente vai ter passagem por aqui antes de descer à Mata da Margaraça.

Sardal (foto tirada daqui)

Do Sardal descemos aos Pardeiros e o que normalmente na referida travessia se faz a descer, desta vez calhou a subir pelo empedrado da Mata da Margaraça que esta lindíssima.

Até à bifurcação dos percursos ainda fui tendo companhia, mas assim que virei para a Maratona, deixei de ver gente. Nem à frente, nem atrás....

Só na descida para os Pardieiros é que avistei um BTTista à minha frente e só já enfiado na Mata da Margaraça é que nos aproximamos e era nada mais nada menos que o Zélito. Já o tinha encontrado em 2006 na maratona da Idanha, na invernal de BTT da Guarda em 2008 e agora aqui na maratona de Arganil. Estas também são mais valias do BTT, o convívio e as amizades.

A partir daqui fomos sempre os dois até Arganil.


Da Mata da Margaraça, subimos à Relva Velha e pouco depois estávamos no Enxudro.

Relva Velha

Enxudro (foto tirada daqui)

No Enxudro as recordações não são só do rally, mas também de alcatroar estradas no Verão. E nesta pequeníssima aldeia parada no tempo, o caminho a seguir foi o único que havia a subir e a subir bem.

No cimo desta dura subida de zigues e zagues estava o Rui Cruz, a fazer o controlo junto à casa do PPD. A casa do PPD é nada mais nada menos que um pequeno abrigo (agora recuperado e com bom aspecto) onde em tempos algum militante pintou na parede de cimento bruto "PPD" e sem querer baptizou o local.

Iniciámos a descida e eis que tínhamos uma surpresa. Desde o cimo do monte até à aldeia de nome Bocado foram praticamente dois single tracks que ainda renderam alguns Kms. Adorei esta parte. Claro que uma queda aqui, poderia fazer moça por causa daquele xisto apontado ao céu, mas o trilho e o local estavam fabulosos.


Entre os dois single tracks juntavam-se os dois percursos novamente e logo fui encontrar aqui a minha irmã que estava a participar na meia maratona.



Depois do Bocado descemos à Quinta do Mosteiro. E quando pensava que já íamos directos para Arganil, os percursos voltaram a separar-se. Ainda levamos uma dose de sobes e desces até chegar à meta, foi um parte pernas daqueles que até já pedalava a medo tal é a falta de ritmo que as pernas têm.


Assim que cheguei com o Zélito a Arganil encontrámos o Marcos. Se em tempos os pontos de encontro eram as descolagens, também com ele se passa o mesmo, os pontos de encontro têm sido em terra firme para pedalar.

Já tinha toda a gente à espera, já tinha chegado o Granjo que também tinha ido à Maratona, o Joca, o João Luís, o Ricardo, a minha irmã, o Miguel, o Quim e o Diogo (borrego este, que por não ter levado as ferramentas com ele, não resolveu a avaria que teve e regressou de jipe).








E como é normal nestes eventos, seguiu-se o almoço/convívio e com uns a dormir para um lado e outros para o outro regressámos à cidade mais alta, com mais uns Kms nas pernas.

A foto do grupo da cidade mais alta antes do regresso.

Esteve tudo 5 estrelas. Foram mais 67 Kms e 1900 metros de acumulado.
Fotos tiradas pelo Ricardo Marques, por mim e tiradas daqui.