domingo, março 07, 2010

Maratona de Arganil


Da Guarda city saímos 9 BTTistas do Clube de Montanhismo da Guarda, rumo à Maratona de Arganil. O dia cinzento e a ameaça de chuva não trouxe desistências de ultima hora. Carregado todo o material, lá nos fizemos à estrada...


Chegámos a Arganil mesmo em cima da hora. Levantámos os dorsais, preparamos tudo e quando estava tudo pronto junto ao pórtico da partida, o João Luis reparou que eu ia sem dorsal. Estive quase a ir sem ele, mas ainda deu tempo para voltar a carrinha e colocar o 006 à frente preso ao guiador da Lolita Lages, como já lhe ouvi chamar algumas vezes.


A chuva ainda apareceu no inicio, mas como não estava frio o tempo pode-se dizer que esteve bom.

O percurso encheu-me as medidas. Estava traçado mesmo para os meus lados...

Subimos ao Alqueve onde foi o primeiro abastecimento. Já há muito que não por aqui passava. As ultimas vezes a visita deveu-se sempre ao Rally de Portugal, na altura em que se faziam duas passagens ao sábado esta aldeia era um reboliço.

No abastecimento do Alqueve logo encontrei o Joca, mas tal como aconteceu em Pinhel....apressou-se a comer e fugiu...(desta vez os pneus iam cheios)

Um pouco depois do Alqueve os percursos separavam-se. Enquanto que a meia-maratona subia para a descolagem onde me recordo de voar há uns bons anos atrás (como o tempo passa...) o percurso da maratona seguia para o alto da Esculca.

Foto tirada pelo meu pai num voo a 31 de Dezembro de 1998.

Depois da Esculca, entre as Luadas e o Pai das Donas, fiz uma paragem para contemplar as vistas, pois o nevoeiro estava a deixar ver alguma coisa.



Mais à frente a caminho do Sardal, mas sempre com os Pardieiros à vista já se avistava a Srª das Necessidades, visita de bicicleta nesta e nesta volta entre outras com chuva que não deu para parar :)


Uma surpresa foi o Sardal. Aos anos que não passava ali e achei a aldeia muito mudada. Tudo muito arranjadinho, está com um aspecto muito bom. A próxima travessia Estrela-Açor (este ano) certamente vai ter passagem por aqui antes de descer à Mata da Margaraça.

Sardal (foto tirada daqui)

Do Sardal descemos aos Pardeiros e o que normalmente na referida travessia se faz a descer, desta vez calhou a subir pelo empedrado da Mata da Margaraça que esta lindíssima.

Até à bifurcação dos percursos ainda fui tendo companhia, mas assim que virei para a Maratona, deixei de ver gente. Nem à frente, nem atrás....

Só na descida para os Pardieiros é que avistei um BTTista à minha frente e só já enfiado na Mata da Margaraça é que nos aproximamos e era nada mais nada menos que o Zélito. Já o tinha encontrado em 2006 na maratona da Idanha, na invernal de BTT da Guarda em 2008 e agora aqui na maratona de Arganil. Estas também são mais valias do BTT, o convívio e as amizades.

A partir daqui fomos sempre os dois até Arganil.


Da Mata da Margaraça, subimos à Relva Velha e pouco depois estávamos no Enxudro.

Relva Velha

Enxudro (foto tirada daqui)

No Enxudro as recordações não são só do rally, mas também de alcatroar estradas no Verão. E nesta pequeníssima aldeia parada no tempo, o caminho a seguir foi o único que havia a subir e a subir bem.

No cimo desta dura subida de zigues e zagues estava o Rui Cruz, a fazer o controlo junto à casa do PPD. A casa do PPD é nada mais nada menos que um pequeno abrigo (agora recuperado e com bom aspecto) onde em tempos algum militante pintou na parede de cimento bruto "PPD" e sem querer baptizou o local.

Iniciámos a descida e eis que tínhamos uma surpresa. Desde o cimo do monte até à aldeia de nome Bocado foram praticamente dois single tracks que ainda renderam alguns Kms. Adorei esta parte. Claro que uma queda aqui, poderia fazer moça por causa daquele xisto apontado ao céu, mas o trilho e o local estavam fabulosos.


Entre os dois single tracks juntavam-se os dois percursos novamente e logo fui encontrar aqui a minha irmã que estava a participar na meia maratona.



Depois do Bocado descemos à Quinta do Mosteiro. E quando pensava que já íamos directos para Arganil, os percursos voltaram a separar-se. Ainda levamos uma dose de sobes e desces até chegar à meta, foi um parte pernas daqueles que até já pedalava a medo tal é a falta de ritmo que as pernas têm.


Assim que cheguei com o Zélito a Arganil encontrámos o Marcos. Se em tempos os pontos de encontro eram as descolagens, também com ele se passa o mesmo, os pontos de encontro têm sido em terra firme para pedalar.

Já tinha toda a gente à espera, já tinha chegado o Granjo que também tinha ido à Maratona, o Joca, o João Luís, o Ricardo, a minha irmã, o Miguel, o Quim e o Diogo (borrego este, que por não ter levado as ferramentas com ele, não resolveu a avaria que teve e regressou de jipe).








E como é normal nestes eventos, seguiu-se o almoço/convívio e com uns a dormir para um lado e outros para o outro regressámos à cidade mais alta, com mais uns Kms nas pernas.

A foto do grupo da cidade mais alta antes do regresso.

Esteve tudo 5 estrelas. Foram mais 67 Kms e 1900 metros de acumulado.
Fotos tiradas pelo Ricardo Marques, por mim e tiradas daqui.

sábado, fevereiro 20, 2010

Até à Ponte de Sequeiros

Sexta feira, o Ricardo mostrou apetite para uma volta que não fosse só uma manhã ou só uma tarde. Sugeriu a visita à Ponte de Sequeiros e rapidamente o gang se começou a mobilizar.

A concentração foi às 9:00, no Parque Urbano do Rio Diz. Apareceram 9 BTTistas da cidade mais alta. Aliás apareceram 10, o Koelhone tb lá apareceu de bicicleta, mas foi só de passagem pois estava de serviço na Cruz Vermelha.

O dia não estava quente e como de manhã o São Pedro ainda mandou uma amostra de neve às sete da manhã, houve um BTTista que se acomodou ao vale dos lençois. Um gajo do Sporting, só podia...


Para evitar lamaçais desnecessários logo pela manhã, em vez de irmos pela Gata, fomos em direcção à Pessolta.
A discussão pelo caminho andava a volta do branco que encontrávamos no chão, se era neve, se era geada, se era farinha branca de neve ou mesmo esferovite.







O dia apesar de frio esteve bastante soalheiro. Da Pessolta seguimos até ao Albardo onde íamos comer uma "barrita", mas decidimos parar mais à frente.



As aldeias seguintes onde passámos foram o Rochoso ...


... e logo depois a Cerdeira.





Ao sair da Cerdeira, entrámos num caminho entre muros até passar a linha do comboio.




Ao chegar à estrada nacional continuámos na mesma direcção por um vale lindíssimo já na bacia hidrográfica do Rio Côa.








Iniciamos a descida em direcção ao Côa e rapidamente avistámos a Ponte de Sequeiros.



"Até ao século XIV a fronteira com o reino de Leão foi delimitada pelo rio Côa e apesar de se apontar a sua construção para finais da primeira metade do século XV esta ponte poderá ter funcionado como parte do dispositivo militar que em finais da Idade Média permitia regionalmente o controle fronteiriço de pessoas e bens." (fonte: IGESPAR)






(Senhor guarda, prenda-me este gajo.)

No parque de merendas localizado numa das margens do Rio Côa, fizemos o nosso abastecimento. O regresso sofreu um desvio pela Miuzela do Côa, senão o Morais até ficava chateado. Iniciámos a subida que só acabou onde o Juan Luís foi apanhado com a mão ... no copo. No dia anterior alguém falou em passar em casa do tio do Vicente, mas quem falou nisso, na hora da verdade ficou na cama.



O Morais e o irmão ficaram pela Miuzela e os restantes 7 continuaram na direcção da Cerdeira novamente.
Seguimos na direcção da Srª do Monte, mas contornámos o monte pois já se faziam apostas se nos safávamos da chuva ou não.





Na Cerdeira não repetimos o caminho da ida. O senhor do capacete branco conhecia uma auto-estrada romana, logo ali ao lado e fomos por lá.


A melhor parte dessa estrada é mesmo esta:



O resto do caminho era lama com muitas pedras e pedras com muita lama. Um verdadeiro massacre.

Passámos a Norte do Rochoso e descemos de novo ao Albardo e depois Vila Fernando. Aqui parámos para beber uma coca cola reserva do ano passado e o Jota e o irmão que estavam com mais pressa seguiram.

Após a pequena paragem, seguimos para a Guarda pelo caminho mais afastado da linha de caminho de ferro, pois seria o que estaria em melhores condições.





A volta acabou por render 65 Kms, bem animados.
As fotografias foram tiradas por mim, pelo Mané e pelo Ricardo.