segunda-feira, agosto 17, 2009

Grande fim de semana desportivo


À semelhança do ano passado, passámos o fim de semana do meio de Agosto com um programa espectacular.

[editado]
Aqui fica o video


O programa:
Sábado (15 de Agosto) - Travessia em BTT Guarda - Ponte das 3 Entradas, com direito a ver passar a volta a Portugal em Bicicleta junto à Lagoa Comprida. Foram 90 Kms de BTT bem divertidos, com 2100 metros de desnível acumulado.
Domingo (16 de Agosto) - Corrida de Montanha 5ª Subida do Monte Colcurinho. Percurso de 9 Kms com 1000 metros de desnível acumulado.

A frase do fim de semana pertenceu ao Joca: "É nestas alturas que gostava de ter mais caparro!" (as razões para este desabafo/ameaça estão mais à frente)

Significado de caparro: Constituição física, em geral robusta. = Arcaboiço (Dicionário Priberam da Lingua Portuguêsa)

O "cortes" do fim de semana também pertenceu ao Joca que pelas minhas contas:
- 2ª feira - sim, ia de bicicleta;
- 3ª feira - não ia de bicicleta;
- 4ª feira - sim, ia de bicicleta;
- 5ª feira - não ia de bicicleta;
- 6ª feira - sim, ia de bicicleta;
- sabado - NÃO FOI DE BICICLETA!

Assim sábado às 8:00, juntámo-nos à porta do Clube de Montanhismo da Guarda, 9 BTTistas da cidade mais alta.

Eu, Vicente, João Luís, Mané, Gabriel, Miguel Coelho, Sérgio Currais, Nelson, Zé Carlos

O destino comum a todos era nada mais nada menos que o Mondeguinho. Entre ir pela Azinha e Covão da Ponte ou ir por Videmonte e Santinha optámos pela segunda alternativa. A razão era simples, como se avizinhava mais um dia de muito calor, a meio da manhã circularíamos por uma zona de cristas onde as brisas ajudariam a disfarçar o calor.

Assim foi, pela carreira de tiro descemos ao Caldeirão e subimos ao campo de futebol dos Trinta pela Corujeira.




Atravessámos os Trinta e para evitar alcatrão, descemos ao Mondego na direcção da Quinta do Fojo.





Subimos à estrada de alcatrão e continuámos até Videmonte onde fizemos a primeira paragem do dia, no Café Santiago, como tem sido habitual quando vimos para estas bandas.



Mais animados, de cantis e mochilas de hidratação atestados de água, continuámos a subida depois de Videmonte. Assim que apanhámos o estradão de terra da cabeça alta, virámos à esquerda na direcção da Portela de Folgosinho.




Parámos para reagrupar junto à cabeça do faraó.




Assim que passámos a Portela de Folgosinho, já estava a faltar gente e ainda não tinhamos começado a atacar a subida para a Santinha. Foi o primeiro problema técnico do dia. A bicla novinha em folha do Nelson já estava a deixar os parafusos para trás. Mas nada que não se resolvesse. Entretanto já o João Luís tinha arrancado e já devia ter feito quase a subida toda quando nós arrancámos de novo.


Entretanto de Videmonte até aqui, já se tinha gasto muita água, mas por estas bandas é coisa que não falta.

Lá chegámos à Santinha. O caminho não está tão ruim como é normal. Já houve alturas que até de jipe é complicado de o fazer, mas apesar de estragado, de bicicleta fez-se bem.










E da Santinha até ao Mondeguinho foi sempre a abrir. Mas quem abriu de mais foi mesmo o Mané que com uma pedra bicuda abriu a câmara de ar.



Já não passávamos pelo Mondeguinho à uns tempos, tanto que já tinham dado pela nossa falta. :)
Este é realmente um local onde sabe bem parar. Normalmente já chegamos aqui com cerca de 50 Kms e a sandes de presunto com queijo da serra já vem no nosso pensamento desde que saímos da Guarda.


Aqui o grupo separou-se. O Zé Carlos, o Nelson e o Gabriel seguiram viagem para a Guarda e nós rumámos na direcção da Lagoa Comprida onde já nos esperava o Sério Pissarra, o Joca (que não veio de bicicleta), o Grácio e a Sandra.

Seguimos até ao Vale do Rossim e entre o Vale do Rossim e o Lagoacho o caminho é uma autêntica treta. Nem é carne nem é peixe. O estradão continua com um piso cheio de uma gravilha grossa como que quem o vinha alcatroar e deixou o trabalho a meio. São dois ou três Kms bem massacrantes.


A seguir ao Lagoacho já esta de novo sem mato, o caminho que segue para o canal. Ainda se leva um bocadito à mão, mas é pouco tempo.




Assim que pisámos alcatrão demos logo conta da enchente que estava à espera de ver a volta passar.

Subimos à Lagoa Comprida e depois ao cruzamento para Loriga onde estava o pessoal à nossa espera. O Miguel Coelho seguiu viagem para a Torre pois ainda ia para a Guarda.


Entre a nossa chegada e a passagem do camisola amarela que liderava a etapa, passou pouco mais de meia hora.





O pelotão vinha todo esfrangalhado e assim que passou a maioria dos ciclistas iniciámos a nossa descida para a Portela do Arão.

Esta descida (outrora em terra batida) tem umas inclinações terríveis. Enquanto eu estava a dar 86 Km/h o Mané ultrapassou-me nada mais nada menos que a 96 Km/h. De loucos .... isto começa a ser assustador.


E na Portela do Arão, continuámos a descida por um caminho novo (para nós). Assim que um grupo de malta com bicicletas de estrada nos ultrapassou na descida para a Vide, nós cortámos à direita e fomos sempre em terra direitinhos à Ponte das 3 Entradas. Mesmo com um furo para o Mané e outro para o João Luís na descida, chegámos ao alcatrão e passado um minuto aí estavam eles a passar outra vez.


Montámos o acampamento no Parque de Campismo da Ponte das 3 Entradas, tomamos o merecido banho e fomos ao merecido jantar.

Domingo foi dia de corrida para uns e marcha para outros. Tudo começava na praia fluvial de Alvoco das Varzeas, junto à ponte medieval.


O João Luís foi logo para o cimo do monte para nos facilitar o regresso e poupar-nos da seca de esperar pelo autocarro. E assim sempre tirou mais umas fotografias lá por cima ...
Para a corrida, a fazer companhia ao Paulo Gonçalves, fui eu, o Sérgio Pissarra, o Sérgio Currais, o Joca e o Grácio. O Mané, o Vicente e a Sandra foram para a marcha que terminava em Avelar.

A subida ao monte colcurinho correu dentro da normalidade. Apesar de estar bastante calor, fiz ao mesmo ritmo do ano passado, demorando só mais um minuto.



Nunca o clube tinha tido 6 representantes numa corrida de montanha. É bom fazer uma corrida destas de vez em quando. Do meu ponto de vista, desde que não tenham descidas tudo bem. :)

Paulo Gonçalves

Sérgio Pissarra

Tiago Lages

Joca

Pedro Grácio

Sérgio Currais



O almoço foi animado. Foi aqui que o Joca proferiu a frase do caparro, mas não vai ser preciso ... pois para a próxima ele vem de bicicleta. :)
Por clubes ainda tivemos direito a troféu de 9º classificado e o Paulo (8º da geral) foi 1º em Veteranos 1. As classificações estão aqui.



Já de regresso à Guarda, fizemos uma visita ao Santuário da Nossa Srª das Preces em Vale de Maceira, pois havia malta que não conhecia o local.






Excelente fim de semana desportivo. Venha o próximo ....

Fotos tiradas por mim e pelo João Luís.
Vou tentar (assim que tiver tempo) fazer uma pequena compilação dos videos que o Juan Luís fez com a sua machine.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Guarda-Sortelha-Guarda

A volta deste fim de semana começou com um propósito, o Ricardo tinha encontrado um caminho de terra da Benespera para os lados da Bendada e decidimos ir até lá. Para a volta não ficar curta, foi alargada até Sortelha e para acrescentar mais uns Kms alargámos mais um pouco e regressámos à Guarda pelo Sabugal.


Arrancámos da Guarda às 8:00. O grupo era constituído por mim, Mané, Ricardo, Juan Luís, Vicente e os brothers Coelho.

Seguramente já há uns 10 anos que não pedalava com o maçarico Miguel Coelho Pinto da Costa. A ultima vez talvez tenha sido quando o Ruano o atirou para a valeta na estrada de Manteigas. Obrigado Ruano, senão era eu que levava com um ligeiro pela frente :) A verdade é que o gajo está de volta e vem rijo.

O homem do apito azul

Da Guarda fomos até apo Barracão ter com mais um companheiro do pedal (o João) que vinha de Santana da Azinha e se juntava ali a nós.

Surpresa das surpresas foi encontrar de manhã cedo a Elisabete, mais conhecida por Betinha do bloco, que já andava a tratar do carro para novamente ir de férias.

Descemos à Benespera e iniciámos a subida pelo caminho que queriamos conhecer. As vistas eram fantasticas, Serra da Estrela mesmo à frente, a Gaardunha ao lado, via-se Belmonte, Covilhã, etc e não estávamos propriamente alto, estavamos sim bem situados.


O caminho em si era interessante e com estas vista mais ajudava.





Nesta subida já o grupo contava com menos dois elementos. Os Coelhos que tinham horários diferentes dos nossos regressaram a Guarda e nós que tínhamos o dia todo por nossa conta lá continuámos.





Assim que chegávamos mais acima ouvia-se musica de bailarico. Iniciámos a descida para a Quinta do Monteiro e abastecemos junto à capela onde havia a festa.



Depois da coca-cola (sim, coca-cola) e da sandocha que trazíamos, rumámos à Bendada.



O João que se tinha juntado connosco no Barracão regressou a casa pois não se podia alongar para a tarde e nós seguimos até Sortelha. Em Sortelha o João Luís levou-nos a conhecer um sitio para comer uma boa sandes e à sombrinha na esplanada fizemos o segundo abastecimento.




Abastecimento feito e fomos até ao Sabugal pelo percurso da GR22.


Eu, Mané, Vicente, Ricardo, João Luís.

Ainda se pode fazer este troço seguindo as marcas, mas é preciso ir muito atento pois algumas já estão bem apagadas.

Saída de Sortelha

No cruzamento da GR22 para Monsanto, Sortelha e Castelo Mendo

Assim que chegámos ao Sabugal já íamos de novo cheios de sede. O Sol apertava e aquela hora não era propriamente a mais fresca. Depois de andar a vaguear pelo Sabugal, ficamos pela praia fluvial, que já teve melhores dias, isto é, já foi mais frequentada.



Estivemos por ali parados quase uma hora e o destino seguinte foi Vila do Touro.



Esta zona já era mais rolante, mas aos poucos íamos subindo para a zona da Guarda. Antes de chegar a Vila Mendo o João Luís trazia tanta fome que em vez de abrandar ligou o turbo e passou o cruzamento para Vila Mendo. Eu e o Vicente lá fomos andando atrás dele e lá o trouxemos por uma orelha quase 2 Kms à frente.

Em Vila Mendo, o Vicente é mais conhecido que o Eng. Sócrates, eu até diria que é mais conhecido que a Sé da Guarda e por isso parámos também para que o faminto João Luís pudesse comer uns amendoins. Esta paragem foi terrível para mim. O sumo deu-me a volta ao estômago e de Vila Mendo à Guarda foi uma luta que punha em causa a cereja em cima do bolo.


A solução encontrada foi mesmo ao chegar à cidade mais alta, ir a casa enviar um fax para o nosso primeiro e só depois subir aos 1056 metros da torre de menagem. E assim foi, eles alargaram a volta na subida e eu assim que me despachei fui ter com eles para a fotografia da praxe.


Mais um dia de BTT espectacular e mais 105 Kms nas pernas.

Fotos tiradas por mim e pelo Ricardo.

sábado, agosto 01, 2009

Despues de Los Pirineus


Um mês depois de regressarmos da Transpirinaica e poucos Kms se têm feito. Muito poucos mesmo ...

Voltámos os 3 ao pedal, na companhia do Pedro, um dos madrilenos que conhecemos nos pirineus, que aproveitou as férias para fazer uma visita à cidade da Guarda.

Para o primeiro dia de Agosto, apanhámos frio, chuva, vento, mas a tarde acabou com Sol. Da Guarda fomos ao Alvendre, Tintinolho, Golifar, Chãos, Pero Soares, Mizarela, subimos ao Cabeço do Meio, Videmonte, Trinta (pela Quinta do Fojo), Corujeira, Vale de Estrela e Guarda. Uma boa volta, mas que com o nevoeiro não deu para apreciar as vistas.