sábado, setembro 20, 2008

Da Covilhã à Gardunha e à Estrela



Foi um dois em um espectacular!

O ponto de encontro foi a Covilhã e os ingredientes para a volta deste sábado eram subir ao cimo da Serra da Gardunha, de seguida subir ao cimo da Serra da Estrela e voltar à Covilhã. O resultado foi uma bonita volta de 115 Kms que rendeu 3400 metros de desnível acumulado vencido.

Às sete da manhã de sábado junto ao tribunal da Covilhã (local combinado), estavam para este dia BTTistico:
- Mané (acabado de chegar da Guarda);
- Paulo Dias (este valente que saiu de Águeda às 4:30);
- eu (Tiago Lages);
- Paulo Vicente;
- João Luís;
- Luís Afonso;
- Miguel Gomes (que às 7:00 com pouco mais de 500 metros percorridos, já tinha ........ feito umas cenas na bicicleta).

Pouco passava das 7 da manhã quando arrancámos pela Cova da Beira em direcção à Serra da Gardunha.

A previsão meteorológica para o dia era de alguma instabilidade e a probabilidade de chuva perto das 16:00 era quase uma certeza. Mas o dia acordou muito cinzento e com muita nebulosidade por cima da Serra da Gardunha. Mas lá fomos ....

Esta primeira parte bem plana foi um bom aquecimento para as subidas do dia. Da Covilhã fomos até à zona industrial por alcatrão e ali rumo a Alcaria entrámos em terra. Passámos a ribeira da Meimoa e aproximamo-nos da A23, onde quase sempre em terra, fomos até à estrada nacional junto ao Seminário do Fundão.

Atravessámos a estrada nacional e por alcatrão subimos a Alcongosta. Começava a primeira subida da Gardunha. Depois de Alcongosta entrámos no caminho romano que nos levou à casa do guarda.

Olhando para trás, a Serra da Estrela.

A caminho de Alcongosta.

Floresta, caminho romano e parque de merendas. O Souto da casa fica para depois ...

Depois da calçada a caminho da casa do guarda.

João Luis a chegar à casa do guarda.

O Paulo a chegar à casa do guarda.

E o Miguel a chegar à casa do guarda.

Encosta da Gardunha e Serra da Estrela à vista.

Da casa do guarda continuámos a subir como se fossemos para o Cavalinho, mas ao chegar às antenas descemos para a encosta sul da serra. Fizemos uma pequena paragem junto a outra casa florestal e apanhámos o caminho na direcção do Castelo Velho.

Continuando a subir.

Já na encosta sul.

A descer para a casa florestal.

Paragem na casa florestal.

Vista sobre Castelo Novo.

Uma das muitas casas florestais do nosso país ao abandono no meio da serra ...

Não descemos a Castelo Novo mas passamos a meia encosta num caminho bem por cima desta aldeia histórica até começar a subir para o ponto mais alto da serra.




Sendo o primeiro objectivo subir à Gardunha, não era necessário ter vindo por aqui, mas como o objectivo seguinte era a Estrela, não repetimos caminhos e percorremos as várias encostas desta bonita serra.

Aquelas nuvens todas que vimos de manhã já tinham dado o ar da sua graça para estes lados. Correu bem, pois passámos por ali na altura certa.

E depois de uma boa subida chegámos aos 1227 metros da Serra da Gardunha.

A malta a caminho do cimo da Gardunha.

Luís Afonso durante a subida.

No alto da Gardunha.

Mané à procura de mais caminho.

Vista sobre a barragem da marateca.

Face Sul da Gardunha.

Fomos ao marco geodésico onde tirámos uma, não ...... duas fotografias. Na primeira apareceu um gafanhoto vermelho e com óculos mesmo à frente da máquina que tapou a malta toda.

A primeira foto .....

Na segunda foto, a malta toda junto ao marco geodésico Gardunha a 1227 metros.

Daqui ao Souto da Casa foram umas boas descidas e de seguida fomos parar ao Freixial.

Descida ....

Descida ...

E mais descida ...

Do Freixial tomamos o caminho mais directo para o Telhado. Aqui parámos para o almoço. Eram nada mais nada menos que 12:00.

Não parece, mas estes gajos estão sentados no Telhado.

Depois desta paragem de meia horita, seguimos viagem rumo ao Pesinho onde nos abastecemos de água.

Engarrafamento de ovelhas, deixa Vicente às voltinhas.

Miguel a mostrar outro tipo de gafanhoto (dos mais pequeninos).

Abastecimento.

E enquanto passávamos o Rio Zêzere a caminho do Peso passam para Sul e regressam logo de seguida dois aviões de combate a incêndio. Daí dava tirar a conclusão que o mais certo era que a Sul ainda não chovia.

Avião de combate a incêndio a passar o Pesinho.

No Peso, o Luís Afonso deixou o grupo e regressou à Covilhã.
Começava aqui mais uma subida. Durante a semana enquanto "estudava" o percurso ponderei alargar a volta a Norte ou a Sul de forma a ultrapassar este monte da Pedra Alta, mas achei que o melhor seria não engonhar muito e levar isto a direito. Mesmo sabendo que teríamos um bom corta-fogo para subir. Assim rapidamente ultrapassámos a Pedra Alta e nos dirigimos ao ultimo desafio do dia ...

Reagrupamento.

A caminho dos Pedra Alta.

O tal corta-fogo que acaba junto ao marco geodésico  Pedra Alta .

O segundo objectivo do dia, a Estrela.

Logo que chegámos ao marco Pedra Alta  descemos para o Alto da Portela para logo de seguida descer ao Ourondinho. Mas ainda antes do Ourondinho juntou-se a nós um dos companheiros das nocturnas da Serra da Estrela, o amigo João Pedro. Aliás, foi ele que numa das muitas nocturnas por estes lados me mostrou a próxima subida.

Subindo com vista sobre a Bouça.

Este caminho é bastante técnico e um pouco duro. Os quilómetros que trazíamos a juntar aos que já tínhamos subido tornavam a tarefa ainda mais difícil, mas aos poucos lá fomos progredindo.
Assim que chegámos à estrada que vem de Unhais da Serra, começaram a cair as primeiras pingas. Eram 15:00 e segundo as previsões que tinha visto a coisa poderia piorar. Mas a verdade é que veio ajudar. Arrefeceu um pouco a temperatura do corpo e do ar, só veio dar o empurrãozinho que precisavamos. Parámos para comer mais qualquer coisa e ainda com chuva continuámos a subida.

Os zigues e zagues antes da casa do Padre Alfredo.

Entrámos de novo em terra e pouco depois aparece-nos de frente um quad, que de imediato abrandou. Fiz-lhe sinal que ainda estavam dois dos nossos para trás e ele levantou o polegar, em sinal que percebeu o que eu lhe estava a transmitir. Estávamos em sintonia, felizmente que ainda partilhamos os trilhos com malta assim! Logo de seguida aparece outro e era nada mais nada menos que o amigo Joca Vaz, outro companheiro das nocturnas semanais com o João Pedro.

De novo a terra junto ao canal e ao fundo o Terroeiro.

Joca.

A malta já há algum tempo que estava sem água. O João Pedro ainda distribuiu um dos cantis dele pelo pessoal para ajudar até à fonte mais à frente.
Assim que chegámos à Nave de Santo António o Miguel desceu para a Covilhã e esperou por nós no pelourinho. O resto da malta continuou até aos 1993 metros da Serra da Estrela.

Vista sobre o vale de Unhais da Serra (caminho que tínhamos acabado de fazer).

Covão do Ferro.

Estes últimos quilómetros fizeram-se bem. A chuva entretanto tinha parado e o dia ficou mais claro. A estrada estava praticamente seca e a temperatura estava agradável.

Barragem do Covão do Ferro (Barragem do Padre Alfredo).

Mané quase a chegar à Srª da Estrela.

Agrupamento do pessoal antes da torre.

E perto das 18:00 chegámos ao alto da Serra da Estrela. Estava cumprido o segundo objectivo deste dia BTTistico. Estavam cumpridos 96 Kms e já moravam quase 3400 metros de acumulado nas pernas de cada um.

A malta junto ao marco Estrela a 1993 metros.

Os 20 Kms que ainda se seguiam foram os quilómetros mais relaxados dos dia. Foi sempre a descer (à excepção de uns metritos antes dos Piornos) até à Covilhã. Foi quase meia hora a pensar nos vários momentos do dia, a relembrar os vários cenários com que fomos contemplados, na sorte que tivemos com o tempo, no bom ambiente que reinou durante a volta, resumindo .... no excelente dia de BTT que tivemos!!!

Aqui fica o registo da dureza do dia ...



sábado, setembro 13, 2008

Castelo Novo - Covilhã

Esta semana foi uma semana para reavivar a memória em algumas zonas, reconhecer e efectuar ligações entra outras.

Para a manhã de sábado (já que tinha de estar pela Covilhã) marcou-se mais uma volta com esse intuito. Tinha combinado com o Luís Afonso e à ultima da hora convenci o Pedro Patrício. E ainda bem, porque se não fosse ele tinha-me deixado dormir e tinha ficado em terra. Eu explico.

O combinado era apanhar o comboio para Castelo Novo às 8:48 e fazer o regresso de bicla. E assim foi.
Depois do pequeno almoço tomado à pressa na estação seguimos para Castelo Novo.

Equipa da intervenção.

Assim que chegámos ao apeadeiro, começámos logo a subir para Castelo Novo pelo troço da GR22. Entrámos e rapidamente saímos a caminho da encosta da Serra da Gardunha.

A bonita encosta Sul da Serra da Gardunha.

Homem do canhão.

Subindo ...

Pedro Patricio.


Pedro again.

Luís e Pedro com um pouco de Castelo Novo à vista.

Os primeiros quilómetros foram sempre a subir. Só nas antenas que ficam por cima de Alpedrinha (na encosta Sul) e de Alcongosta (na encosta Norte) é que a subida terminou.


É por aí é!

Luís Afonso.

Pedro.

Luís numa parte mais rolante.

As vistas eram fabulosas. Assim que acabamos de subir, descemos para a antiga casa do Guarda e logo de seguida para Alcongosta por um caminho que nos leva à calçada romana.

Vista sobre a marateca.

Vale de Prazeres.

Descida para a casa do Guarda.

Parque de Merendas e Circuito de Manutenção na casa do Guarda por cima de Alcongosta.

Em Alcongosta o rumo tomado foi na direcção do seminário do Fundão (sempre em alcatrão). O Luís como fundanense de raíz conhece bem a zona e lá viemos ao encontro dos caminhos mais batidos nos arredores da Covilhã.

O resultado foi uma volta de quase 50 Kms que abriu o apetite para o almoço e para a volta do próximo sábado. ;)

sábado, setembro 06, 2008

Dureza de sabado à tarde

Por acaso o Mané nem estava a pensar em grande volta, mas eu tinha andado a ver uns caminhos para o lado do Mondego e foi para lá que fomos.

Ao tentar fugir um pouco à rotina dos caminhos mais chegados à Guarda, fomos na direcção do Barrocal, mas virámos para o Golifar. Já há algum tempo que queríamos encontrar o caminho que passa por cima dos Chãos, e foi desta que o fizemos na direcção dos castanheiros por cima da casa do Ti Quim.

Mizarela vista dos Chãos.

Dos Chãos descemos a Pêro Soares pela calçada romana.

Descida para Pêro Soares.

E de Pêro Soares continuámos a descer por calçada para a ponte da Mizarela.

Calçada romana.

Rio Mondego na ponte da Mizarela.

Este local do Rio Mondego iria ser o local mais baixo de toda a volta, ja tinhamos estado nos 1000 metros da Guarda e aqui já só estavamos a pouco mais de 500.
Seguimos para a Mizarela e começámos a subir a serra. Nunca aqui tinhamos passado de bicicleta. A subida é muito boa (100% ciclavel), o terreno é bom e as vistas são espectaculares.

A Guarda ao longe.

A subida foi durando uns quilómetros. Não é muito normal andar nesta zona do planalto, pois a zona sul é habitualmente mais batida por nós.

Durante a subida.

De certeza que já deu abrigo a muitas cabeças de gado...

Mané e a Guarda.

Trinta.

E com uma foto à Mané, lá estou eu a apreciar as vistas sobre a Guarda e o vale do Rio Mondego.

A apreciar as vistas ...

Assim que chegámos ao alcatrão da estrada que liga Videmonte a Prados, continuámos a subir com destino à Cabeça Alta. Nem um nem outro pensávamos em ver naquele fim de tarde o outro lado da serra, mas já que estávamos tão perto, lá fomos "picar o ponto".

Eu e o Mané junto ao marco geodésico da Cabeça Alta.

(Mais uma foto à Mané) As biclas junto ao marco na Cabeça Alta.

Santinha e São Tiago ao fim do dia.

Longe vão os tempos em que eu e o Ruano vinhamos aqui montar o "Start Point" da competição A do saúdoso Open de Parapente de Linhares da Beira ...
Longe vão os tempos, em que no mesmo saúdoso open, subia aqui com o João Luís sem que uma giesta ousa-se tocar na pick-up (então novinha em folha) ...

Essa tarefa agora é praticamente impossivel, o mato cresceu por aqui nestes últimos anos. Os caminhos que vão mesmo até à Cabeça Alta simplesmente desapareceram e se foi dificil chegar ao marco, também foi dificil voltar ao caminho.

Quase mas mesmo quase a chegar ao caminho.

Aqui só mesmo a Lolita faltava chegar ao caminho.

Dali descemos a Videmonte para de novo descer (de gás) até o Mondego e gramar com a subida de alcatrão para os Trinta. Quase nos Trinta quem haviamos de encontrar!?!?? Nada mais nada menos que o pastor de Castelo Mendo, o homem que mais rolos gasta na Serra da Estrela , o homem que mais percorre a nossa serra na companhia da máquina fotográfica, o Arménio.

Depois de uma breve conversata, ele seguiu viagem e nós descemos ao vale da Ribeira do Caldeirão para subir para a Guarda por Vale de Estrela. Sim, que assim que passávamos a Corujeira a subida já se ria para nós da outra margem.

Chegados à Guarda, fomos aos 1056 e descemos para casa. Para uma volta que não iria ser nada de especial, acabou por ser uma boa volta que rendeu quase 60 Kms e quase 1800 metros de desnível acumulado vencido. Sem duvida uma boa tarde BTTistica!!!

Altimetria.