sábado, setembro 13, 2008

Castelo Novo - Covilhã

Esta semana foi uma semana para reavivar a memória em algumas zonas, reconhecer e efectuar ligações entra outras.

Para a manhã de sábado (já que tinha de estar pela Covilhã) marcou-se mais uma volta com esse intuito. Tinha combinado com o Luís Afonso e à ultima da hora convenci o Pedro Patrício. E ainda bem, porque se não fosse ele tinha-me deixado dormir e tinha ficado em terra. Eu explico.

O combinado era apanhar o comboio para Castelo Novo às 8:48 e fazer o regresso de bicla. E assim foi.
Depois do pequeno almoço tomado à pressa na estação seguimos para Castelo Novo.

Equipa da intervenção.

Assim que chegámos ao apeadeiro, começámos logo a subir para Castelo Novo pelo troço da GR22. Entrámos e rapidamente saímos a caminho da encosta da Serra da Gardunha.

A bonita encosta Sul da Serra da Gardunha.

Homem do canhão.

Subindo ...

Pedro Patricio.


Pedro again.

Luís e Pedro com um pouco de Castelo Novo à vista.

Os primeiros quilómetros foram sempre a subir. Só nas antenas que ficam por cima de Alpedrinha (na encosta Sul) e de Alcongosta (na encosta Norte) é que a subida terminou.


É por aí é!

Luís Afonso.

Pedro.

Luís numa parte mais rolante.

As vistas eram fabulosas. Assim que acabamos de subir, descemos para a antiga casa do Guarda e logo de seguida para Alcongosta por um caminho que nos leva à calçada romana.

Vista sobre a marateca.

Vale de Prazeres.

Descida para a casa do Guarda.

Parque de Merendas e Circuito de Manutenção na casa do Guarda por cima de Alcongosta.

Em Alcongosta o rumo tomado foi na direcção do seminário do Fundão (sempre em alcatrão). O Luís como fundanense de raíz conhece bem a zona e lá viemos ao encontro dos caminhos mais batidos nos arredores da Covilhã.

O resultado foi uma volta de quase 50 Kms que abriu o apetite para o almoço e para a volta do próximo sábado. ;)

sábado, setembro 06, 2008

Dureza de sabado à tarde

Por acaso o Mané nem estava a pensar em grande volta, mas eu tinha andado a ver uns caminhos para o lado do Mondego e foi para lá que fomos.

Ao tentar fugir um pouco à rotina dos caminhos mais chegados à Guarda, fomos na direcção do Barrocal, mas virámos para o Golifar. Já há algum tempo que queríamos encontrar o caminho que passa por cima dos Chãos, e foi desta que o fizemos na direcção dos castanheiros por cima da casa do Ti Quim.

Mizarela vista dos Chãos.

Dos Chãos descemos a Pêro Soares pela calçada romana.

Descida para Pêro Soares.

E de Pêro Soares continuámos a descer por calçada para a ponte da Mizarela.

Calçada romana.

Rio Mondego na ponte da Mizarela.

Este local do Rio Mondego iria ser o local mais baixo de toda a volta, ja tinhamos estado nos 1000 metros da Guarda e aqui já só estavamos a pouco mais de 500.
Seguimos para a Mizarela e começámos a subir a serra. Nunca aqui tinhamos passado de bicicleta. A subida é muito boa (100% ciclavel), o terreno é bom e as vistas são espectaculares.

A Guarda ao longe.

A subida foi durando uns quilómetros. Não é muito normal andar nesta zona do planalto, pois a zona sul é habitualmente mais batida por nós.

Durante a subida.

De certeza que já deu abrigo a muitas cabeças de gado...

Mané e a Guarda.

Trinta.

E com uma foto à Mané, lá estou eu a apreciar as vistas sobre a Guarda e o vale do Rio Mondego.

A apreciar as vistas ...

Assim que chegámos ao alcatrão da estrada que liga Videmonte a Prados, continuámos a subir com destino à Cabeça Alta. Nem um nem outro pensávamos em ver naquele fim de tarde o outro lado da serra, mas já que estávamos tão perto, lá fomos "picar o ponto".

Eu e o Mané junto ao marco geodésico da Cabeça Alta.

(Mais uma foto à Mané) As biclas junto ao marco na Cabeça Alta.

Santinha e São Tiago ao fim do dia.

Longe vão os tempos em que eu e o Ruano vinhamos aqui montar o "Start Point" da competição A do saúdoso Open de Parapente de Linhares da Beira ...
Longe vão os tempos, em que no mesmo saúdoso open, subia aqui com o João Luís sem que uma giesta ousa-se tocar na pick-up (então novinha em folha) ...

Essa tarefa agora é praticamente impossivel, o mato cresceu por aqui nestes últimos anos. Os caminhos que vão mesmo até à Cabeça Alta simplesmente desapareceram e se foi dificil chegar ao marco, também foi dificil voltar ao caminho.

Quase mas mesmo quase a chegar ao caminho.

Aqui só mesmo a Lolita faltava chegar ao caminho.

Dali descemos a Videmonte para de novo descer (de gás) até o Mondego e gramar com a subida de alcatrão para os Trinta. Quase nos Trinta quem haviamos de encontrar!?!?? Nada mais nada menos que o pastor de Castelo Mendo, o homem que mais rolos gasta na Serra da Estrela , o homem que mais percorre a nossa serra na companhia da máquina fotográfica, o Arménio.

Depois de uma breve conversata, ele seguiu viagem e nós descemos ao vale da Ribeira do Caldeirão para subir para a Guarda por Vale de Estrela. Sim, que assim que passávamos a Corujeira a subida já se ria para nós da outra margem.

Chegados à Guarda, fomos aos 1056 e descemos para casa. Para uma volta que não iria ser nada de especial, acabou por ser uma boa volta que rendeu quase 60 Kms e quase 1800 metros de desnível acumulado vencido. Sem duvida uma boa tarde BTTistica!!!

Altimetria.




domingo, agosto 31, 2008

A primeira vez na Serra da Freita

A visita foi decidida de um dia para o outro (estar de férias ajuda). Já tinha visto um relato interessante do pessoal dos Angarnas, Cagareus e Bicigodos que pedalam por aquelas bandas e com base num track que arranjei (algures) na net decidi ir até lá.

"Abanquei" no Parque de Campismo do Merujal, um local bem bonito com muita sombra e bastante sossegado.

Parque de Campismo do Merujal.

O João Luís emprestou-me o GPS dele para eu experimentar, mas como me podia dar mal com ele levei parte de uma carta topográfica e no dia anterior marquei lá o percurso.
Saí da Guarda de manhã e fiz-me à estrada com as traquitanas todas dentro do carro e a Lolita por cima. Assim que encontrei o parque de campismo, montei a tenda, comi qualquer coisa, preparei-me e arranquei para aproveitar o dia.

Inicio do trilho.

Nesta zona existem muitas Pequenas Rotas (PR) marcadas, mas estas são mais adequadas para andar a pé.
Comecei a pedalar em direcção à conhecida Frecha da Mizarela.

Chegada à Frecha da Mizarela.

Frecha da Mizarela.

Vale do Rio Caima.

À medida que ia pedalando ia tentando perceber como seguir o track pelo GPS, pois só mais para o fim do dia é que descobri onde podia fazer zoom no visor. Entretanto a carta topográfica que levei comigo foi-se mostrando bastante útil.
Durante os primeiros quilómetros, fui pedalando pelo planalto da serra.

Planalto da Serra da Freita.

Partes boas dos trilhos.

Trilhos no planalto.

Rebanho no planalto.

Partes menos boas ...

Comecei a chegar-me à ponta da serra e desci para Tebilhão. Já se avistava o vale do Rio Frades, que é nada mais nada menos que o rio que serpenteia a "garra" da Serra da Freita.

Nuvens ameaçadoras.

Cabreiros visto de Tebilhão.

Caminho para Cabreiros.

A continuação desta PR.

Enquanto progredia no terreno pensava eu cá para os meus botões: "por estes lados há mais pedra batida do que terra batida". As descidas eram de abanar o esqueleto todo.

Tebilhão visto de Cabreiros.

Em Cabreiros.

Antiga Escola Primária de Cabreiros.

Quando continuava o percurso dei conta de uma placa a proibir o transito à excepção do pedestre. Não é do meu feitio infringir as regras, mas neste local não tinha caminho alternativo. A verdade é que basicamente acabei por não infringir as regras pois durante a descida houve mais "mãocicleta" do que bicicleta.

Zona da PR8.

Os 3 kms de descida para o vale.

Esta zona é lindíssima e merece a pena uma visita de mochila às costas para fazer estas caminhadas.

Já no Rio Frades.

Continuação do caminho.

O caminho percorrido.

Assim que chego à aldeia de Rio de Frades, o piso melhora significativamente até Bouceguadim.

Ribeira de Frades.

Mas assim que me comecei a aperceber o que já tinha descido e para onde tinha de ir, tendo em conta que o piso começava mais uma vez a piorar foi caso para dizer "Já Fuste!!". Fuste era nada mais nada menos que a próxima terrinha onde iria passar.

Pedrogão.

O auxiliar de memória...

Começava em Bouceguadim a potente subida para o planalto da Serra da Freita.
Passagem ao lado de Pedrogão.

Assim que cheguei a Fuste entrei numa zona de Pinhal onde a subida era menos acentuada.

Lolita na Serra da Freita.

Quando estava a chegar à zona das eólicas, encontro um De Sousa conhecido. Era nada mais menos que o Nuno De Sousa que estava de férias e veio de Felgueiras com mais dois companheiros (Ramos e Raquel) para pedalar pela Freita. Foi uma coincidência daquelas ....

Como andava a pedalar sozinho à tempo suficiente, juntei-me a eles e acabei por abandonar o meu track.

Subida para o marco geodésico Costa da Castanheira.

Ao fundo junto à casa do guarda, o Ramos e o Nuno.

Subimos ao marco geodésico por cima da Castanheira e rumámos até à Mizarela.

Raquel e Nuno.

Em Cabaços voltámos a separar-nos. Eles iam mesmo para a Srª da Lage no Merujal e eu ficava pelo parque de campismo.

No camping...

No dia seguinte de manhã arranquei para reconhecer outras zonas desta serra.

Mais percursos.

Mais caminhos.

Vale do Rio Caima.

Voltei à Mizarela e desci para o vale para a aldeia Ribeira, por uma potente descida que no fim se transformou numa potentissima subida.

PR para Ribeira (Não ciclavel!)

Frecha da Mizarela.

Fim da estrada.

PR de Ribeira para Mizarela.

Milho.

E mais Milho.

Pausa durante a subida.

Assim que saí de Ribeira rumei aos marcos geodésicos S. Pedro Velho e de seguida Detrelo da Malhada.

Infelizmente também há disto por aqui...

E também há disto ...

Uma coisa que se vê muito neste planalto é gado. Além dos rebanhos de ovelhas e cabras, gado bovino são uma constante nos caminhos e nas estradas.

Vaquinhas.

No cimo do monte.

Vista sobre Arouca.

Eolicas.

S. Pedro Velho.

Em resumo estes dois passeios renderam 70 Kms (50 na quinta e 20 no sábado), que no total rendeu quase 2300 metros de acumulado de subidas. É sem duvida uma serra bonita que merece uma outra visita, quem sabe com outro programa pois alem dos percursos pedestres existem algumas vias de escalada espalhadas pela zona.