sábado, fevereiro 16, 2008

60 Kms em familia


É verdade! E quem está de parabéns é a Catarina e o Diogo, que se portaram muito bem!

Hoje a família ia estar pelo Freixo. Daí que a Catarina lançou a ideia e alinhamos em ir lá ter de bicicleta para almoçar e regressar à Guarda a pedalar.

Às 10:00 eu, o meu primo Mané, o meu primo Diogo e a minha irmã Catarina arrancamos da Guarda com destino ao Freixo. Descemos ao Parque Urbano do Rio Diz, seguimos para o Bairro Nossa Senhora de Fátima e subimos à Sequeira.


Carvalhos ...


Diogo, Mané e Catarina.

Na Sequeira entrámos em terra, por um caminho que nos levou até ao João Bragal. Do João Bragal descemos às Casas da Ribeira e subimos à Ima. Como o pessoal estava bem, subimos ao marco geodésico Jarmelo. Aqui fizemos uma pequena paragem para apreciar as vistas e tirar uma fotografia junto às esculturas em ferro que ilustram o "Assassínio de Inês de Castro", que os mais desatentos que por ali passam julgam ser um presépio. Para quem quiser aprofundar o tema, pode pesquisar nomes como Pêro Coelho.


Deixando o João Bragal.


Pausa...


Zona de calçada romana.



Subindo para o marco Jarmelo.


Catarina.


Vistas desde o Jarmelo.

Catarina, Mané, Diogo e eu, juntamente com Inês de Castro e seus filhos, Pêro Coelho e D. Afonso IV.


Marco geodésico Jarmelo.

Paragem feita, continuámos pela calçada romana até aos arredores de Almeidinha. Muitos carvalhos, muito granito e eis que chegamos a Pinzio ....... em dia de feira. O caminho que trazíamos desemboca mesmo no largo da feira que tivemos de atravessar com as biclas à mão.


Pela calçada romana, deixando o Jarmelo.


Diogo.


Catarina, Mané e Diogo.


Catarina e Mané.


O Diogo a procurar forma de atravessar a feira.

Saímos de Pinzio e apanhámos o caminho que passa ao lado da A25 que desce até à Ribeira das Cabras. Esperava-nos aqui a subida mais acentuada e mais técnica da manhã, que só acabaria no Freixo.


Vistas ...


Ponte de Santo André, na Ribeira das Cabras.


Subida para o Freixo.


Catarina durante a subida.


Chegando ao Freixo.


Escola Primária do Freixo (desactivada)

No Freixo, já tínhamos o almoço à nossa espera. Que sorte a nossa, foi chegar, sentar e comer!
Lá se passou o tempo e para chegarmos à Guarda ainda com luz do dia, saimos um pouco depois das 15:00.


Deixando o Freixo.


Mané.


Catarina.


De novo, junto à Ribeira das Cabras.


No caminho ao lado da auto-estrada.

O regresso foi ligeiramente diferente. Quando estávamos a passar de novo em Pinzio, apanhamos o caminho de terra que acompanha a A25 até à Guarda.


Pastando ...


Entrando em mais uma zona de carvalhos.


A "parede" do dia.

Foi uma boa volta, que acabou por render 60 Kms e em que a Catarina e o Diogo estão sem duvida de parabéns, porque se portaram muito bem. Qualquer dia estamos vamos todos juntos a uma maratona ... :)


Diogo e Catarina já quase no fim da jornada.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Sempre a aprender ...

Depois de uma volta a bom ritmo, com o Luís pelo Regadio da Cova da Beira, juntei-me ao João Pedro no Tortosendo.

Nesta ultima nocturna, mais um caminho novo muito interessante. Interessante, pela paisagem que se vai avistando e pela possibilidade de se subir a serra evitando o muitas vezes inevitável ... alcatrão.

O caminho que falo sobe do Ourondinho em terra, pela crista que separa o vale da Ribeira das Cortes e o vale da Ribeira de Unhais da Serra, até à estrada que liga Unhais da Serra à Nave de Santo António.
Apanhamos algum vento durante a subida o que fez com que a paragem antes da casa do Padre Alfredo, fosse muito curta. Daí a ausência de fotografias. Sem duvida que é um bom percurso para fazer umas investidas durante o Verão.

Aqui fica o registo efectuado pelo João Pedro:

Do qual resultou esta altimetria:

PS: Prometo mais uma vez que para a próxima, a maquina fotográfica vem com fotografias ... :)



quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Mais uma boa nocturna ...


Sem dúvida que as noites de quinta-feira têm proporcionado das melhores nocturnas que tenho feito ultimamente. Na semana passada rendeu 70 Kms pela zona do Ferro, Peroviseu, Tortosendo, Cortes do Meio e Bouça.

Esta semana o combinanço foi idêntico. Um pouco antes das 19:00 estava a sair da estação com o Rui e com o Sérgio, apanhámos o Sousa e o Luís ao cimo da Rua Mateus Fernandes e seguimos em direcção aos Penedos Altos. Subimos por ali até à curva da Rosa Negra e apanhamos o caminho de terra para o Pião. Fizemos o caminho a meia encosta que passa por baixo do Alto dos Livros, descemos à Quinta do Mineral e continuamos a descida pela Pedra da Albarda até ao Alto do Portela dos Pedrões. Cerca das 21:00 estávamos no centro do Tortosendo. A malta seguiu para a Covilhã enquanto eu e o Sousa nos juntámos ao Joca e ao João Pedro, com quem tinha combinado ali às 21:00. Continuámos então para uma segunda parte espectacular, por uma zona que começo a conhecer melhor agora graças ao Joca e ao João Pedro. Subimos de novo ao Alto da Portela dos Pedrões e virámos à esquerda para descer às Taliscas pela encosta do monte onde está o marco geodésico Penesinhos.
Saindo das Taliscas seguimos em direcção a Unhais da Serra por uma zona de terra e de algum mato.

Na Guarda também se pedalava, pois em Unhais falei com o Mané e com o Coelho que andavam na zona de Vale de Estrela.

De Unhais apanhamos um estradão de terra espectacular que nos levou à Erada e posteriormente ao Paul. Do Paul à Covilhã foi um misto de terra com algumas ligações em estrada. Passámos pelo Barco (sem duvida foi a zona mais fria da noite), Coutada, Peso, Dominguiso, de novo Tortosendo e finalmente Covilhã.

Fotografias é que não há pois a maquina fotográfica, não quis colaborar.
Uma nocturna de quase 80 Kms! Foi muito fixe!!

Para a semana há mais .....

domingo, fevereiro 03, 2008

Nevestrela 2008

O Nevestrela ainda decorre e faz este ano 25 anos!

A neve na serra é pouca ou nenhuma, daí que eu, o Mané e o Coelho decidimos levar as bikes para a serra.
Sexta-feira cheguei ao Covão d'Ametade um pouco antes das 21:00. Não estava ninguém ainda, mas passado algum tempo chegou a Tina. Preparámos o secretariado o e montámos as tendas enquanto foram chegando alguns participantes.

A noite foi de alguma chuva, mas graças a Deus que sábado o dia esteve impecável.
Entretanto chegou o Sousa, o Mané e o Coelho, preparámo-nos e começamos a pedalar. Decidimos não fazer o percurso inicialmente idealizado, mas fizemos outro também bem durinho.

Amanhecer no Vale glaciar do Rio Zêzere.

Assim que saímos do Covão d'Ametade, apanhámos o estradão de terra batida que vai em direcção a Verdelhos pela Serra de Baixo. Descemos até encontrar a cortada à direita (bem estragada) que vai até aos Piornos. E assim foi ...


Sousa e Mané apreciando a vista sobre o vale glaciar.

Coelho no trilho da Serra de Baixo.

Continuando a descida...

Assim que iniciámos a subida para os Piornos, demos conta do difícil que iria ser, pois dava para entender o estado do caminho. Muita pedra solta e piso muito degradado, num caminho muito pouco frequentado por veículos motorizados. E ainda bem!!!


A caminho dos Piornos.


Mais uma zona difícil.


Dois exemplos da frase do dia: "Não vás por aí!"

Durante a subida continuámos a ter bonitos cenários enquanto o nevoeiro ia levantando.


Serra de Baixo.

Eu, com parte da Nave de Santo António e o Cântaro Magro como pano de fundo.


A caminho dos Piornos.

Assim que chegámos aos Piornos, descemos às Penhas da Saúde. Fizemos um pouco de alcatrão, mas depois virámos para a Barragem do Viriato.


Pedro De Sousa, a "Torre" e a Barragem do Viriato.


Assim que chegámos às Penhas da Saúde fomos à Ti Maria, beber um chocolate quente. O objectivo era descer para a Bouça, mas não estávamos com apetite de fazer alcatrão até à zona da descolagem por cima do Sanatório dos Ferroviários. Ainda andámos a "micar" alguns trilhos, mas em vão.

Assim que chegámos à crista que nos leva à descolagem já com vista para a Covilhã, ainda tentámos apanhar um trilho pela Ribeira das Cortes, mas foi um inventanço a sério, daqueles que nos fez voltar atrás.


Trilho que felizmente acabou numa das margens da Ribeira das Cortes, senão ainda tínhamos descido mais ...

Lá voltámos atrás para apanhar de novo a crista que passa ao lado da Vigia e que segue em direcção ao marco Pedra da Mesa. Na descolagem ainda encontrámos dois parapentistas conhecidos, mas o parapente fica para a próxima.


Sousa pedalando pela crista (fora do caminho).

Eis que chegamos ao cruzamento que desce para a Bouça. Virámos e mais à frente para aproveitar o Sol e a paisagem, parámos para um abastecimento.


Abasteciemento.


Repondo energias.


A imponente encosta da Varanda dos Pastores.

A descida só acabou na Ribeira das Cortes já nas imediações da Bouça. Por acaso tinha passado neste trilho na noite de quinta feira passada com os companheiros do pedal Joca e João Pedro, mas em sentido contrário (bem mais difícil).


Bouça.


Ribeira das Cortes.

Após subirmos para sair do vale da ribeira descemos até ao Ourondinho e seguimos por alcatrão até Unhais da Serra.


Unhais à vista.

Em Unhais paragem para mais um abastecimento, desta vez sentados na esplanada de uma pastelaria.


Sousa e Coelho at esplanada.

De-mos uma passeata por Unhais-da-Serra e iniciámos a longa subida até à Nave de Santo António. Uma subida de 15 Kms que nos tira dos 650 metros de altitude e nos leva para os 1600 metros. Uma subida que em tempos era toda em terra e que à alguns anos foi atabalhoadamente alcatroada em alguns troços e deixada ao abandono após os sucessivos aluimentos de terras. Enfim .... nada que não estejamos já habituados a ver na tão mal tratada Serra da Estrela.


Futuro Hotel Termal de Unhais da Serra.


Nuvens sobre o Terroeiro.


Vista sobre a Cova da Beira.


Olhando para trás.


Pôr do Sol durante a subida.


Assim que chegámos à Nave de Santo António atravessámos esta, até entrar de novo em alcatrão na "curva do chouriço" para descermos até ao Covão d'Ametade. Este fim de dia a atravessar a nave dava umas belas fotografias, mas a ausência de luz e a falta de bateria não permitiu o registo fotográfico.

Chegados ao Covão d'Ametade, o Sousa pegou no carro e rumou à Covilhã. Nós os três fomos mudar de roupa, fazer o jantar e descansar. Foi um bom dia de actividade!

E ao fim de 25 anos, o Nevestrela será temporariamente suspenso. O CMG e a ASE, desde sempre organizadores do Nevestrela, assim o decidiram. O futuro a Deus pertence. Para já, fica o local e a data simbólica do fim de semana de Carnaval onde certamente nos próximos anos continuará a ser ponto de encontro de montanheiros.

Nostálgicamente recordo que as únicas duas vezes que levei bicicleta para o Nevestrela, foi no meu primeiro Nevestrela em 1994 e no último, 2008.


[1994] Depois de uma noite de temporal.


[1994] Paisagens cada vez mais raras.


[1994] Miguel Coelho, Pedro Veiga e Tiago Lages junto ao marco geodésico Estrela.
(mais conhecido como Torre)


[1994] Paulo Coelho, Paulo Monteiro, Pedro Lopes, Luis Monteiro, Tiago Lages, Pedro Veiga.


[2008] Paulo Coelho, Mané, Tiago Lages.


[1994] Guarda 94.


[2008] Guarda 2008.