terça-feira, fevereiro 12, 2008

Sempre a aprender ...

Depois de uma volta a bom ritmo, com o Luís pelo Regadio da Cova da Beira, juntei-me ao João Pedro no Tortosendo.

Nesta ultima nocturna, mais um caminho novo muito interessante. Interessante, pela paisagem que se vai avistando e pela possibilidade de se subir a serra evitando o muitas vezes inevitável ... alcatrão.

O caminho que falo sobe do Ourondinho em terra, pela crista que separa o vale da Ribeira das Cortes e o vale da Ribeira de Unhais da Serra, até à estrada que liga Unhais da Serra à Nave de Santo António.
Apanhamos algum vento durante a subida o que fez com que a paragem antes da casa do Padre Alfredo, fosse muito curta. Daí a ausência de fotografias. Sem duvida que é um bom percurso para fazer umas investidas durante o Verão.

Aqui fica o registo efectuado pelo João Pedro:

Do qual resultou esta altimetria:

PS: Prometo mais uma vez que para a próxima, a maquina fotográfica vem com fotografias ... :)



quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Mais uma boa nocturna ...


Sem dúvida que as noites de quinta-feira têm proporcionado das melhores nocturnas que tenho feito ultimamente. Na semana passada rendeu 70 Kms pela zona do Ferro, Peroviseu, Tortosendo, Cortes do Meio e Bouça.

Esta semana o combinanço foi idêntico. Um pouco antes das 19:00 estava a sair da estação com o Rui e com o Sérgio, apanhámos o Sousa e o Luís ao cimo da Rua Mateus Fernandes e seguimos em direcção aos Penedos Altos. Subimos por ali até à curva da Rosa Negra e apanhamos o caminho de terra para o Pião. Fizemos o caminho a meia encosta que passa por baixo do Alto dos Livros, descemos à Quinta do Mineral e continuamos a descida pela Pedra da Albarda até ao Alto do Portela dos Pedrões. Cerca das 21:00 estávamos no centro do Tortosendo. A malta seguiu para a Covilhã enquanto eu e o Sousa nos juntámos ao Joca e ao João Pedro, com quem tinha combinado ali às 21:00. Continuámos então para uma segunda parte espectacular, por uma zona que começo a conhecer melhor agora graças ao Joca e ao João Pedro. Subimos de novo ao Alto da Portela dos Pedrões e virámos à esquerda para descer às Taliscas pela encosta do monte onde está o marco geodésico Penesinhos.
Saindo das Taliscas seguimos em direcção a Unhais da Serra por uma zona de terra e de algum mato.

Na Guarda também se pedalava, pois em Unhais falei com o Mané e com o Coelho que andavam na zona de Vale de Estrela.

De Unhais apanhamos um estradão de terra espectacular que nos levou à Erada e posteriormente ao Paul. Do Paul à Covilhã foi um misto de terra com algumas ligações em estrada. Passámos pelo Barco (sem duvida foi a zona mais fria da noite), Coutada, Peso, Dominguiso, de novo Tortosendo e finalmente Covilhã.

Fotografias é que não há pois a maquina fotográfica, não quis colaborar.
Uma nocturna de quase 80 Kms! Foi muito fixe!!

Para a semana há mais .....

domingo, fevereiro 03, 2008

Nevestrela 2008

O Nevestrela ainda decorre e faz este ano 25 anos!

A neve na serra é pouca ou nenhuma, daí que eu, o Mané e o Coelho decidimos levar as bikes para a serra.
Sexta-feira cheguei ao Covão d'Ametade um pouco antes das 21:00. Não estava ninguém ainda, mas passado algum tempo chegou a Tina. Preparámos o secretariado o e montámos as tendas enquanto foram chegando alguns participantes.

A noite foi de alguma chuva, mas graças a Deus que sábado o dia esteve impecável.
Entretanto chegou o Sousa, o Mané e o Coelho, preparámo-nos e começamos a pedalar. Decidimos não fazer o percurso inicialmente idealizado, mas fizemos outro também bem durinho.

Amanhecer no Vale glaciar do Rio Zêzere.

Assim que saímos do Covão d'Ametade, apanhámos o estradão de terra batida que vai em direcção a Verdelhos pela Serra de Baixo. Descemos até encontrar a cortada à direita (bem estragada) que vai até aos Piornos. E assim foi ...


Sousa e Mané apreciando a vista sobre o vale glaciar.

Coelho no trilho da Serra de Baixo.

Continuando a descida...

Assim que iniciámos a subida para os Piornos, demos conta do difícil que iria ser, pois dava para entender o estado do caminho. Muita pedra solta e piso muito degradado, num caminho muito pouco frequentado por veículos motorizados. E ainda bem!!!


A caminho dos Piornos.


Mais uma zona difícil.


Dois exemplos da frase do dia: "Não vás por aí!"

Durante a subida continuámos a ter bonitos cenários enquanto o nevoeiro ia levantando.


Serra de Baixo.

Eu, com parte da Nave de Santo António e o Cântaro Magro como pano de fundo.


A caminho dos Piornos.

Assim que chegámos aos Piornos, descemos às Penhas da Saúde. Fizemos um pouco de alcatrão, mas depois virámos para a Barragem do Viriato.


Pedro De Sousa, a "Torre" e a Barragem do Viriato.


Assim que chegámos às Penhas da Saúde fomos à Ti Maria, beber um chocolate quente. O objectivo era descer para a Bouça, mas não estávamos com apetite de fazer alcatrão até à zona da descolagem por cima do Sanatório dos Ferroviários. Ainda andámos a "micar" alguns trilhos, mas em vão.

Assim que chegámos à crista que nos leva à descolagem já com vista para a Covilhã, ainda tentámos apanhar um trilho pela Ribeira das Cortes, mas foi um inventanço a sério, daqueles que nos fez voltar atrás.


Trilho que felizmente acabou numa das margens da Ribeira das Cortes, senão ainda tínhamos descido mais ...

Lá voltámos atrás para apanhar de novo a crista que passa ao lado da Vigia e que segue em direcção ao marco Pedra da Mesa. Na descolagem ainda encontrámos dois parapentistas conhecidos, mas o parapente fica para a próxima.


Sousa pedalando pela crista (fora do caminho).

Eis que chegamos ao cruzamento que desce para a Bouça. Virámos e mais à frente para aproveitar o Sol e a paisagem, parámos para um abastecimento.


Abasteciemento.


Repondo energias.


A imponente encosta da Varanda dos Pastores.

A descida só acabou na Ribeira das Cortes já nas imediações da Bouça. Por acaso tinha passado neste trilho na noite de quinta feira passada com os companheiros do pedal Joca e João Pedro, mas em sentido contrário (bem mais difícil).


Bouça.


Ribeira das Cortes.

Após subirmos para sair do vale da ribeira descemos até ao Ourondinho e seguimos por alcatrão até Unhais da Serra.


Unhais à vista.

Em Unhais paragem para mais um abastecimento, desta vez sentados na esplanada de uma pastelaria.


Sousa e Coelho at esplanada.

De-mos uma passeata por Unhais-da-Serra e iniciámos a longa subida até à Nave de Santo António. Uma subida de 15 Kms que nos tira dos 650 metros de altitude e nos leva para os 1600 metros. Uma subida que em tempos era toda em terra e que à alguns anos foi atabalhoadamente alcatroada em alguns troços e deixada ao abandono após os sucessivos aluimentos de terras. Enfim .... nada que não estejamos já habituados a ver na tão mal tratada Serra da Estrela.


Futuro Hotel Termal de Unhais da Serra.


Nuvens sobre o Terroeiro.


Vista sobre a Cova da Beira.


Olhando para trás.


Pôr do Sol durante a subida.


Assim que chegámos à Nave de Santo António atravessámos esta, até entrar de novo em alcatrão na "curva do chouriço" para descermos até ao Covão d'Ametade. Este fim de dia a atravessar a nave dava umas belas fotografias, mas a ausência de luz e a falta de bateria não permitiu o registo fotográfico.

Chegados ao Covão d'Ametade, o Sousa pegou no carro e rumou à Covilhã. Nós os três fomos mudar de roupa, fazer o jantar e descansar. Foi um bom dia de actividade!

E ao fim de 25 anos, o Nevestrela será temporariamente suspenso. O CMG e a ASE, desde sempre organizadores do Nevestrela, assim o decidiram. O futuro a Deus pertence. Para já, fica o local e a data simbólica do fim de semana de Carnaval onde certamente nos próximos anos continuará a ser ponto de encontro de montanheiros.

Nostálgicamente recordo que as únicas duas vezes que levei bicicleta para o Nevestrela, foi no meu primeiro Nevestrela em 1994 e no último, 2008.


[1994] Depois de uma noite de temporal.


[1994] Paisagens cada vez mais raras.


[1994] Miguel Coelho, Pedro Veiga e Tiago Lages junto ao marco geodésico Estrela.
(mais conhecido como Torre)


[1994] Paulo Coelho, Paulo Monteiro, Pedro Lopes, Luis Monteiro, Tiago Lages, Pedro Veiga.


[2008] Paulo Coelho, Mané, Tiago Lages.


[1994] Guarda 94.


[2008] Guarda 2008.



domingo, janeiro 20, 2008

Domingo atípico

Para a voltinha matinal de domingo, tinha combinado com o Mané às 8:30 no parque urbano do rio diz, junto ao iglo como tem sido normal.

Estáva frio e nevoeiro, e de repente vejo chegar uma carrada de gajos em cima de bicicletas. Era o Mané, mais uma malta que tinha ali combinado aquela hora também, entre os quais ......... eu nem queria acreditar ....... o João Luis e o Vicente. A minha alma estava parva!! Nunca pensei contar com a companhia destes dois companheiros da montanha (é verdade) num dia como o de hoje. Primeiro porque estava nevoeiro e o João Luís tem bués de medo do nevoeiro. Quando o vê foge dele como o diabo da cruz, ainda estou para perceber como é que saiu de casa. O Vicente ....... bem estranhei somente porque era domingo de manhã. Por estes dois factos, deu claramente para entender que estávamos perante um domingo fora do normal, um domingo atípico.

Foi uma volta porreira, ao todo éramos 13 BTTistas. Fomos pelo João Bragal até à Ima, subimos ao marco geodésico do Jarmelo, descemos a Almeidinha e regressámos à cidade mais alta.

Em resumo, a volta de hoje deu perto de 40 Kms e 3 espalhos. O primeiro coube-me a mim. A ponte pedonal que passa por cima da linha de caminho de ferro na estação estava em gelo as rodas deslizavam a subir, a direito e claro a descer. Não estava para brincadeiras, logo quem brincou ..... foi ao tapete. Bem, nem no chão parava de deslizar pela ponte abaixo .....
Os outros dois foram mais graves infelizmente! Enquando o Jony Luigi andava entretido a levantar gravilha, o Venâncio tentou ultrapassa-lo sem fazer pisca e o resultado foi o tapete. Este bem mais áspero. O João não acabou de escavacar o ombro porque aterrou com o outro e o Venâncio ainda esmurrou os cromados. Esperemos que as mazelas fiquem curadas até ao próximo fim de semana.

Entretanto pode ser que encontre por aí fotos desta volta na blogosfera.

E como suspeitava .... encontrei estas e mais algumas num blog amigo, www.emcimadela.blogspot.com.

At Parque Urbano do Rio Diz, na cidade mais alta.

sábado, janeiro 19, 2008

Benespera e arredores em reconhecimento

Hoje a volta foi de reconhecimento e de procura de novos trilhos de terra.
Já andámos várias vezes para os lados da Benespera, mas derivámos sempre para os lados da Vela, Albardeiros, Valhelas, etc ...


O percurso.

Da Guarda saímos em direcção às Panoias e Barracão. A ideia era ir até à Benespera por um trilho que fizemos à uns tempos com o Vicente que desce à linha de água por baixo da Aldeia Ruiva, Aldeia Nova e Ramela. Assim foi, mas ainda temos que descobrir mais "terra" entre a Guarda e a entrada deste caminho.

Antes de atravessar a linha.
A chegar à linha de água do vale.

Este trilho, que atravessa a linha de caminho de ferro da beira baixa, é muito fixe e muito bonito. Uma boa descida que um dia destes ainda vamos tentar ao no sentido inverso.


Trilhos do vale.


A caminho da Benespera.

Chegados à Benespera subimos ao apeadeiro e dali apanhámos o único caminho possível, que pensava ser em terra mas era alcatroado, para os lados da Bendada. Depois da subida, seguimos para os lados de João Antão sempre de olho aberto pois existem por ali muitos caminhos para explorar.

Monte por cima da Benespera.


Subindo ao apeadeiro.


Água no percurso.


Linha do caminho de ferro na Benespera.


Saindo da Benespera.

Aos poucos e como o dia já começava a escurecer, seguimos para Alfarazes via Barracão.


Zonas bastante agradáveis.


De olho numa zona a explorar.


O dia a dar lugar à noite.

Acabámos como sempre na torre de menagem e descemos cada um para sua casa.

Ficaram na cabeça alguns caminhos daquela zona para um dia destes com mais tempo irmos experimentar.


Altimetria.