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sábado, julho 27, 2013

"Abraço à Estrela"


Este sábado, foi dia de pedalar em estrada. Acordei cedo (eram umas 6 da manhã), para pedalar pela fresca, sem ter combinado com ninguém. Mas para quem estava para ir sozinho a volta correu 5 estrelas.

Sabia que o bem conhecido grupo comandado pelo sr. Cavaca, tinha partida marcada para as 7:00 da manhã junto ao cruzamento para o Refugio na EN18. Ora, para quem não conhece, este grupo não tem asfalto que não se conheça na região (e não só). Há muito que estava para me juntar num passeio destes e em cima da hora decidi aparecer.

Cheguei ao ponto de encontro às 7:00 (do meu relógio). Vi um carro com suporte de bicicleta, mas não vi ninguém. Esperei 10 minutos e pensei "ou já foram ou o local de encontro era outro". Decidi ir eu dar a minha voltinha. Mas em Orjais apanhei um companheiro "apeado" com problemas numa roda. Era do grupo a quem eu me queria juntar e pela indicação estava para a frente. Entretanto aparece também outro companheiro do pedal, o Henrique Manso que ia atrasado. Como já tinha companhia e sabia onde andava o pelotão, fui com o Henrique por Vale Formoso a caminho de Manteigas. Lá tivemos sorte e apanhamos o grupo no Vale da Amoreira.

O destino seguinte foi Manteigas e de seguida a bonita subida para as Penhas Douradas...


.... a que se seguiu a descida na direcção de Gouveia.



Mais abaixo, cortamos para Seia.


 Tantas vezes já andei por estas bandas, mas já não me lembrava de passar ali à beira da descolagem de Seia.



Descemos à Aldeia da Serra, seguiu-se Seia e logo depois São Romão.




Na nossa passagem por Loriga ainda apanhamos algumas pingas e víamos que para os lados de Oliveira do Hospital caía uma boa chuvada. Mas lá nos safamos....




A passagem seguinte, foi em Alvoco da Serra, rumo às Pedras Lavradas. Daqui a Unhais por terra batida são uns "simples" 20 Kms, mas como íamos de fininha a volta tem outros contornos. 




Chegámos as Pedras Lavradas e fomos reagrupando aos poucos em cima da bicicleta a caminho de Unhais.


No regresso fiquei-me pelo Tortosendo. A manhã a pedal estava feita, ainda fui almoçar a casa e já levava mais de 150 Kms nas pernas.

O relato oficial deste passeio está no blog cavaca.

Foi um passeio 5 estrelas, bom ambiente, a ritmo que consigo acompanhar (confesso que estava com receio dada a falta de quilómetros em distancia mais longas) e um rigor nos horários fantástico, assim está bem!!

Obrigado a todos pela companhia! 

domingo, maio 26, 2013

Esta aberta a temporada



Depois de algumas subidas e passagens de roda grossa, está aberta a temporada das passagens no ponto mais alto da Serra da Estrela em roda fina!! :)

(Cuidado com os mosquitos na curva do cântaro, é favor fechar a boca)

sábado, abril 20, 2013

Campeonato Nacional de Ori-BTT (Penha Garcia) e não só




Este fim de semana estava na agenda os Campeonatos Nacionais de Ori-BTT, organizados em Penha Garcia, pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA).
Fazia este mês um ano que tinha participado na ultima prova de orientação. O tempo não tem sido muito e a dupla "Gaspar & Coelho" não tem dado grandes ajudas. 


O Clube de Montanhismo da Guarda esteve representado nestas provas, por mim, pelo Coelho e pelo João. Eu e o Coelho (como estamos mais novos), estamos de novo no escalão H21A e o Joãozito participou H20.
A primeira prova (média distância) correu bem ao Coelho, obtendo o 2º lugar. Ao João e a mim, a prova deu-nos a oportunidade de "orientar" umas calinadas das boas e os tempos não foram grande coisa.

A prova da tarde, reservava algumas surpresas. Na prova de sprint eu e o Coelho fizemos dois bons tempos, 2º e 3º melhor tempo, mas não fizemos uma boa prova, pois ambos fizemos "missing point", isto é, das 15 balizas da prova, com a pressa e alguma distracção à mistura só fizemos 14. O João foi o salvador da tarde, obtendo o 3º lugar em H20.











Estava o dia feito!!

Domingo a prova do dia seria a distância longa. Vim dormir a casa na expectativa de trazer um pequeno atleta para a prova, mas o pequeno não pode vir. Assim, como eu precisava de fazer quilómetros e como estava em fim de semana "não" para a orientação. Decidi para domingo que em vez de voltar a Penha Garcia, iria fazer uma voltinha de estrada durante a manhã. 

Assim, saí do Tortosendo, rumo a Unhais da Serra meter água e depois rumo à Pedras Lavradas. Dali seguiam-se mais duas fontes preferidas à beira da estrada, uma em Alvoco da Serra, outra em Loriga.



Sem grandes paragens (só as necessárias para atestar o cantil) continuei a viagem. Depois de Loriga, subi à Portela do Arão e desci para a Vide.







O regresso foi novamente pelas Pedras Lavradas e Unhais da Serra. 
Enquanto a manhã me rendia 115 Kms em alcatrão, em Penha Garcia a rapaziada tinha-se portado bem e o João arrecadava o 2º lugar na distância longa. O Clube de Montanhismo da Guarda esteve assim representado em 3 pódios do campeonato nacional. 





sábado, outubro 13, 2012

Sky Road Aldeias do Xisto


Começo com esta foto do Agnelo Quelhas....


Este evento foi uma grande festa do ciclismo.
Os mais de 700 participantes, tiveram a oportunidade de percorrer as estradas da Serra da Lousã e Açor, por entre os concelhos da Lousã, Pampilhosa da Serra, Castanheira de Pêra, Gois e Pedrogão Grande.
Participantes de luxo como o caso do Bruno Pais, Vitor Gamito, Tiago Machado, Nelson Oliveira, David Rosa, Luis Leão Pinto, Tiago Machado, entre outros marcaram uma presença solidaria abraçando o Team Acreditar


Não pedalei. Tive o privilegio de participar do lado de dentro, fazendo parte de uma excelente equipa liderada pelo António Queiroz.


Não fechei o percurso de bicicleta, desta vez a bicicleta era um pouco mais confortável que o titânio :)

Tendo em conta de como correu o dia, tendo em conta o grau de satisfação de quem participou, o grandfondo de Portugal, SkyRoad veio para ficar.

quinta-feira, agosto 02, 2012

Do Tortosendo a Unhais da Serra (por estrada)


Quinta feira, foi dia passeio por estrada....
A zona a sul da Serra da Estrela, principalmente dos concelhos da Pampilhosa da Serra, Arganil, Fundão têm uma grande particularidade que se torna vantajosa para quem gosta de pedalar em asfalto. As razões são simples, paisagens fantásticas, muito pouco transito e bom piso.


A primeira foto foi tirada em Silvares, a ideia era apanhar a igreja onde levei há uns tempos o Padre Sousa para casar o Luís e a Ilda, mas como dá para ver não consegui enquadrar bem o telemóvel. 

Quando saí de casa e lavava em mente, visitar Barragem de Santa Luzia. Sempre gostei de pedalar por aqueles lados seja por terra seja por alcatrão. Do Tortosendo, segui a estrada com mais lombas (bandas sonoras) desta região que começam no Dominguizo, Vales do Rio, Peso, Coutada e terminam no Barco. Nesta parte, ligeiramente a descer já fazia sentir o ritmo relaxado de passeio com que o dia ia evoluir. Normalmente quando aqui passo a média anda sempre na casa dos 35 Kms/h e a média só desce quando a caminho do Telhado a subida assim obriga. Mas hoje a média começava por andar nos 25 Kms/h e a tendência era baixar.


Na subida logo a seguir a Silvares, via-se nos monte ali à volta algum nevoeiro. A manhã não estava praticamente quente, mas certamente essa nebulosidade iria desaparecer com o decorrer do dia.


Depois da passagem pela Barroca, virei à direita com destino a Dornelas do Zêzere. A estrada em frente levaria-me ao Orvalho por uma estrada sempre pela crista do monte que separa o vale do Zêzere do vale das Bogas de Cima, do Meio de Baixo, etc... 

Mas o caminho escolhido acompanharia o Zêzere mais alguns Kms, até deixar o concelho do Fundão para entrar no concelho da Pampilhosa da Serra.



Ainda antes de passar o rio, passei na fonte onde há alguns anos atrás eu, o Mané e o Coelho, esperámos e desesperámos para aqui encher os cantis num dia de calor extremo, na primeira vez que fiz a GR22 em 2007.



Se já se notava pouco transito, assim que passei Dornelas, passou ainda a haver menos. O próximo destino era a Portela de Unhais numa subidinha bem bonita de 9 Kms. Estava a entrar na zona onde me apetecia passar o dia e assim foi.




Na Portela de Unhais somente duas hipóteses, mas ambas enchem as medidas. Como me apetecia ir ao paredão da barragem virei para o Casal da Lapa, pois também sabia que era o melhor sitio para parar um bocado.


Ao longe já se viam os enormes penedos que se situam junto da barragem. À minha direita o Rio Unhais, a linha de água principal que onde está a Barragem de Santa Luzia.





Por aqui, acabo sempre por visitar e conhecer aldeias que de nome há muitos anos que me são familiares. Recordar algumas paisagens e locais por onde passei há muitos anos com o meu pai, quando em trabalho percorria estas estradas. O Casal da Lapa é um desses sítios, onde varias vezes parei com o meu pai e no café onde parei também desta vez.




Esta paragem soube-me pela vida como se costuma dizer. Uma sandes mista e uma coca-cola vieram mesmo a calhar, pois já trazia algum apetite.



Paragem no miradouro, tirar umas fotos (de telemóvel), fazer dois ou três telefonemas e de volta à estrada esperava-me a passagem por baixo da grande parede da barragem e a picada seguinte.







Claro que durante a subida, não tive hipótese para fotografias, não fossem as inclinações por vezes de 15 e 17%. A seguinte foi tirada à Ermida de Santa Luzia mesmo à beira da estrada.



Também há dois anos andei por aqui sozinho no passeio, numa volta BTTistica de dois dias que acabou por terminar em Coimbra. Ir para os lados do Fajão, já começava a ficar cada vez mais "longe de casa". O único inconveniente era mesmo o conhecer mais ou menos a zona e saber o que me esperava no regresso. Teria de fazer as contas de forma a  haver pernas para o regresso. Estava entusiasmado, o passeio estava a correr bem, mas atenção ao entusiasmo.... :)


Mesmo assim, com os olhos postos na encosta à minha frente parecia ver uma estrada nova. Será??? Decidi  então arriscar e alargar mais um pouco a volta. Em vez de ir pelo Vidual de Cima para os lados da Covanca ainda virei para o Fajão.



E três quilómetros de subia depois estava junto a uma estrada nova com bom aspecto e com placas a indicar as localidades que me interessavam. Ao passar um senhor da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, perguntei se a estrada estava toda alcatroada ou se ainda havia partes em terra e a resposta dele foi "A estrada fica pronta a abre depois de almoço". "Maravilha", pensei logo eu escusava de voltar atrás e esta estrada iria dar ligação com a Malhada do Rei por onde eu teria de passar.




Mas não fui logo. Ainda fui na direcção do Fajão para mais uma vez apreciar as vistas daqueles vales impressionantes que desbravei alone na tal volta que liguei a Serra da Estrela, à Serra do Açor e à Serra da Lousã.




Ao olhar lá ao fundo a Ponte de Fajão, ainda comecei a fazer contas de cabeça em fazer por ali o regresso, mas decidi não inventar tanto. A volta estava a correr bem e ainda havia por estes lados mais a visitar.



Percorri a nova estrada que ligou à estrada que vem do Vidual de Cima para Malhada do Rei.




Passei a Malhada e em vez de tomar a direcção de Unhais-o-Velho que me levava por onde já tinha andado hoje virei para os lados da Covanca. Aqui o nome das terras ainda são mais familiares que tinha andado a ver quilómetros atrás. 




Esperava-me um bom bife, mas já sabia onde me estava a meter. Depois de rolar um pouco por estas estradas sem transito, observando o Ceiroco à minha direita cheguei a um cruzamento onde já passei algumas vezes.




A primeira vez que aqui vim ter de bicicleta, foi num memorável passeio até à Benfeita, com o retirado (mauzinho) Rui Madaleno e de licença parental Pedro Sousa, o Paulo Coelho e eu. Foi também a primeira vez que atravessámos a não menos meiga Serra da Cebola da fotografia abaixo.



O gozo que dão estas voltas de estrada (repito) é reconhecer locais por onde já passamos outras vezes, muitas delas em BTT. Vamos conhecendo os sítios e as suas características. Estava praticamente na hora de almoço. Podia parar na Covanca e ir em direcção ao único café que existe, o da associação, mas já por vezes o encontrei fechado. Sabia que parar às 12:00 quando tinha a seguir uma bela subida, não era também a melhor solução. Decidi seguir viagem, deixando a Covanca para trás. Só parei antes do cruzamento da Malhada Chã para encher os cantis com agua fresca.



Covanca a ficar para trás


A subida que se seguia já a conheci nos dois sentido. Já a fiz a descer quando fiz a GR22 com o Mané e o Coelho quando apanhamos uma coluna de calor assustadora durante a descida e já aqui passei a subir quando fiz a GR22 com a malta do clube no ano passado.



À passagem pela Fornea, tudo parecia correr bem. Mas a parte mais difícil viria a seguir. Não sei se por falta de abastecimento, ou se pelo calor, ou se pela subida mas os últimos metros custaram-me imenso.





No fim da subida já se vislumbrava o Tojo, que sempre associei ao giro do saudoso e amigo Ti Mina que enquanto carteiro por aqui passou muitas vezes.


As placas familiares, já trazem alguns nomes da minha infância.
Mesmo no meu caminho, com o Monte Colcurinho mesmo à frente mais duas opções surgiam para descer à estrada nacional 230, ou descer por Vale de Maceira e contornar o Colcurinho à esquerda ou descer pelo Piodão e contornar à direita.
Também este bonito monte já teve algumas investidas. Além da corrida de montanha que se realizou durante alguns anos e que consistia em subir de Alvoco das Varzeas até à capela da Srª das Necessidades no cimo do monte Colcurinho. Nesta corrida de 9 Kms com 1000 metros de desnível acumulado a vencer marcamos presença em 2010, 2009, 2008 sempre antecedidos de 100 Kms de BTT no dia anterior pois vínhamos da Guarda a pedalar para participar na corrida. Mas também um dia viemos cá a pedalar desde Loriga, numa volta que em 60 Kms tivemos 2000 metros vencidos, isto porque feitos "tontos" fizemos em BTT o percurso da corrida. Bons tempos! Infelizmente em 2011 já não se realizou a corrida, apesar de nós nos termos juntado da mesma forma e termos passado o fim de semana na Ponte das 3 Entradas.



Uns quilómetros à frente estávamos a ver a Mourisia. No ano passado, no segundo dia de uma volta com o Mané e o Joca que andamos por estas bandas o ter visto a Mourisia foi o sinal de alerta para ter a noção que estávamos a descer para o vale errado.



Nas placas seguintes encontrei entre muitas aldeias a aldeia da minha infância, a minha Benfeita que tantas saudades me traz. Talvez por isso adoro visitar de bicicleta estas serras, visitando agora de outra forma aldeias da minha infância.
Mas o sentido a tomar hoje foi o contrário a estas placas. Se por ali virasse agora não teria pernas suficientes para regressar a casa :) Virei então para o Piodão.




Nesta curva vi um ano o Rally de Portugal Vinho do Porto, numa altura que brilhavam os Toyota Celica e os Mitsubishi Galant que ainda hoje guardo em fotografias tiradas mesmo ali.






O Piodão estava mesmo ali. Não parei no café do centro, pois não me esqueci da ultima vez que lá jantei numa volta do clube que por ali passou. Dois ou três pratos de cubos de queijo ficaram mais caros que o preço do quilo que o próprio restaurante vendia.




Fui então ao Fontinha comer uma bela de uma bifana, beber uma bela de uma coca cola e um belo gelado de chocolate.
Por entre estas paredes de xisto via a estrada que eu iria tomar na direcção da Vide, por Foz de Egua e Torno. Mas neste caminho ainda encontrei outras tantas aldeias, pensava eu que ali só mesmo encontraria duas aldeias, mas aqueles vales ainda escondem (alem do Torno e Foz de Egua) as Chãs de Egua, Casas Figueiras, Malhada das Cilhas e Rodeado.









Ao chegar à estrada nacional, virei na direcção da Covilhã. Já trazia nas pernas mais de 100 Kms e cerca de 3000 metros de desnível vencido. Os próximos 15 seriam a subir até às Pedras Lavradas, ainda pensei que teria alguma sombra, mas enganei-me.








Cheguei as Pedras Lavradas onde ainda encontrei dois ciclistas (os únicos que vi hoje). O pior estava feito, agora bastava rolar ate Unhais da Serra.








E ao chegar a Unhais da Serra, nada melhor que enfiar as pernas na agua fresquinha da bonita praia fluvial e descansar ali o resto da tarde. Pois o jantar seria mesmo ali nesta encosta da serra.




Uma volta que rendeu quase 150 Kms e uns não surpreendentes 3500 metros de desnível vencido, não conhecesse já algumas destas serras no interior do nosso bonito Portugal.