sábado, junho 26, 2010

Guarda - Castelo Mendo - Guarda


Sábado respondendo ao convite do Rui Sousa, juntámos um grupo de 6 BTTistas na capela da Srª dos Remédios. Além das duas grandes BTTistas a Marta e a Catarina, apareci eu, o Mané, o Rui Sousa e o Nuno Duarte um companheiro do Rui de outras andanças a pedal e que por acaso é natural da cidade mais alta.


O Rui tinha traçado vários percursos que poderiam passar por Almeida, mas levámos sempre algumas alternativas "no bolso" para ir decidindo no decorrer da volta.


Começamos por passar na Gata, Pessolta e Casal de Cinza e depois derivámos na direcção da Cerdeira do Côa. Passámos a Sul de Pousada e do Espinhal e entrámos no "caminho romano" que passa a Norte do Rochoso. Da ultima que que por aqui andámos estava tudo bem molhado e frio acompanhou-nos em toda a volta. Se este caminho romano que o João Luís nos mostrou em Fevereiro estava cheio de agua lama e pedra solta, desta vez não havia nem agua nem lama, mas estava cheio de erva crescida a disfarçar a pedra solta. Um dia vou rebaptizar este caminho romano.


Depois da via romana, para fugir ao alcatrão tentámos "fugir" também da Srª do Monte, mas a verdade é que estávamos cada vez mais a fugir do nosso rumo e para o retomar, lá tivemos de subir até à capela.



Já com a Cerdeira à vista rumámos a Norte em direcção da Parada, seguiu-se Ade e Monte da Velha, terras de muitos bailaricos pelo que deu para perceber.



O percalço do dia está na fotografia abaixo. Apanhámos o caminho interrompido por um veiculo todo terreno de matricula amarela (não, não era francês) atolado na lama. O dono estava a tentar desenrascar a situação com pedras e um macaco, mas assim que nos viu chegar ganhou uma alma nova.
O condutor entrou no veiculo, ligou-o e todos lhe metemos a mão para empurrão, mas a verdade é que quase só bastava o Mané soprar-lhe para este veiculo todo terreno andar dois ou três metros para sair do lamaçal onde se tinha enfiado.


Prosseguimos e passado um pouco já o tinhamos de novo a passar por nós.

video

Continuámos e a fome apertou mais quando estávamos no alto de Leomil e decidimos parar no Tunel, para uma bifana e uma Coca-Cola que para variar estavam deliciosas. Estranho petisco este, que onde quer que seja, sabe sempre tão bem.



Chegámos a Castelo Mendo debaixo de um calor bem tórrido como também é normal para estas paragens.


O destino seguinte foi Leomil e até lá fizemos o percurso da GR22.







Em Leomil decidimos começar a fazer o regresso à cidade mais alta e rumámos ao Freixo. Passámos por casa onde estava a famelga toda a almoçar. Como já estávmos aviados, atestámos de agua fresca os bidons e as mochilas e prosseguimos a volta na direcção da Ribeira das Cabras.



Na Ribeira das Cabras mais própriamente no Santo André, o mato estava bem alto. Qualquer dia já não se consegue passar aqui outra vez.


Algumas arranhadelas das silvas e subimos a Pinzio, onde efectuámos mais uma paragem à sobra, dentro de um café para descansar um pouco. Já houve dias bem piores em termos de calor para estes lados, mas o calor que estava "obrigava" a mais uma bebida fresquinha.



De Pinzio subimos ao Jarmelo e descemos às Casas da Ribeira pelo caminho habitual, onde se seguiu o João Bragal e novamente Galegos à porta da cidade mais alta.










Foi um passeio bem relaxado que rendeu quase 90 Kms.



5 comentários:

Anónimo disse...

Belo sábado!!

Bons caminhos, boas vistas e sobretudo boa companhia.

Obrigado e até uma próxima oportunidade

NunoD

Rui Sousa disse...

Foi mesmo uma volta à maneira!

A Guarda é mesmo um paraíso para o BTT!


Rui Sousa

J09 disse...

Parece-me bem que sim...
Perdi uma bela voltinha. Pelo que tinha visto na 5ª também tinha ficado com a impressão que a zona tem muito potencial.
A confirmar na próxima visita a terras lusas.

Anónimo disse...

É muito engraçado ver imagens de locais por onde eu, à quase 20 anos atrás, andava com uma bicicleta de aço, que mais parecia tirada de uma cena do filme Mad Max, a tirar espinhos de silva de 5 em 5 km, somente com a companhia de moscas e alguns sardões que teimavam em se atravessar no meu caminho, mas tudo isso era compensado pela sensação de liberdade, uma viagem ao nosso interior....voçês sabem como é. Parabéns, continuem assim.

Tiaguss disse...

Foi uma boa voltinha, sempre em boa companhia, pelos arredores da cidade mais alta.
Vão aparecendo.
Abraços