sábado, junho 21, 2008

Guarda - Loriga



Que volta ....

Locais como Covão d'Areia, Covão da Nave, Covão do Meio, são locais lindíssimos da Serra da Estrela, onde me habituei a passar a pé vezes sem conta. Foi o meu falecido avô José Lages que quando eu tinha os meus 14 ou 15 anos me falou neste trilho que nos leva de Loriga até à Fonte dos Perus, já na estrada nacional, a pouco mais de 1 Kms da Torre, mas que pode muito bem derivar para o Covão do Quelhas, via Covão da Francelha. Tudo isto é muito bonito para caminhar!!!

A parte que andava na cabeça há uns tempos ...

Desde que voltei a dar umas voltas de bicicleta, que meti na cabeça que seria interessante descer para Loriga por esse caminho. A descida teria de ser feita no Verão, pois é uma zona de muita água e muita pedra, logo teria de minimizar a probabilidade de apanhar zonas de pedra molhada.

O ter feito este percurso vezes sem conta, sabia antemão que existiam zonas tais como entre o Covão do Meio para o Covão da Areia que seria 100% de bicicleta ... às costas, mas que até à barragem daria para fazer em cima da bicicleta. Do Covão d'Areia até Loriga seria um misto de bike às costas e às costas da bike.

A logística foi muito simples. Foi uma questão de oportunidade. O clube ia organizar uma travessia em autonomia na Serra da Estrela (com pernoita) e iriam começar em Loriga. Foi uma forma de rentabilizar o transporte, eles (Sérgio Pissarra, Pedro Grácio e Joca) levaram o transporte para Loriga e deixaram-no no sitio onde a marcha iria começar que coincidia com o local onde nós iríamos terminar.

Foi pena só ter ido eu e o Coelho! Pois foi uma valente sova que levamos neste sábado. Foram 80 Kms com a roda no chão, mais uns poucos com ela no ar :), mais de 2000 metros de acumulado de subidas e temperaturas sempre acima dos 30 graus. Ingredientes de qualidade, não faltaram ....

Às 9:30 da manhã, eu e o #$%&poias de mierdia arrancámos da cidade mais alta e rumámos ao bonito vale da Ribeira do Caldeirão por Vale de Estrela. Esta zona está lindíssima, pois foi bem regada com a água da chuva e o calor que tem estado deixa tudo muito verdinho.

O dia ia ser de torra. Já o sabíamos pelas previsões e aquela hora da manhã já o calor se fazia sentir.


Descida para o Caldeirão.

Já no vale do Caldeirão fomos indo sempre pelo caminho que acompanha a ribeira, até chegar ao alto de Famalicão onde cruzámos a estrada e continuámos a subir em direcção ao planalto.


Corujeira.


Ao lado da ribeira.


Já no planalto ...


... por cima de Famalicão.


A primeira sandocha do dia foi mesmo no fim da subida. Além das merendinhas e dos pães com chouriço que levávamos para a viagem, o Coelhone tinha trazido quiche que foi este abastecimento. Chegados ao planalto, rolámos até à Quinta do Fragusto e iniciámos mais uma subida. A primeira "cereja" do dia foi mesmo a descolagem da Azinha onde encontrámos um austríaco de asa delta.


Mata do Fragusto.


Sombrinha fresca.


Ponto de água.


Subida para a Azinha.


Descolagem na Azinha.


Vale do Zêzere.


Coelhone e eu, na Azinha.

Continuámos a nossa viagem, pela zona do Corredor de Mouros onde entrámos no Vale do Rio Mondego. As vistas sobre este vale são sempre bonitas. Ao fundo a capela da Srª da Assedasse, onde já não passo a algum tempo devido ao excesso de caninos com bonitas coleiras de picos, deixa-me sempre com vontade de um dia destes pedalar por lá. Para breve ....


Em direcção ao vale do Mondego.


Paisagens muito verdes.


Perto do Corredor de Mouros.


Coelho.


Eu com a Srª Da Assedasse ao fundo.

Mais à frente descemos para junto da margem do Mondego e chegámos ao bonito Covão da Ponte. Este sítio pede sempre uma pequena pausa e um abastecimento. Muita sombra, muito arvoredo, água limpa, resumindo um dos melhores sítios da Serra da Estrela para se chegar de bicicleta num dia de muito calor. Estavam feitos 40 Kms.


Desce bem aqui ...


E desce ...


A refrescar a bebida no Mondego.


Rio Mondego, no Covão da Ponte.

Eram 13:30 e iríamos fazer a subida para as Penhas Douradas via Pousada de São Lourenço na pior hora do dia. Mas devagar se vai ao longe ...


À sombra de um castanheiro.


Vale do Zêzere, visto da Cruz das Jogadas.


Pousada de São Lourenço à vista.


A caminho da pousada.

Pouco tempo depois, estávamos a passar na nascente do Rio Mondego, mais conhecida como Mondeguinho. Fizemos uma curta paragem e mais à frente não podíamos deixar de parar, para comer a verdadeira sandes mista e beber uma coca-cola. Nestas voltas mais longas que passam por aqui, não há nada que aqui saiba melhor. Experimentem ....


A dupla do dia.


No Mondeguinho.


No abastecimento.

Este sitio até pode ser outra "cereja" do dia, mas para não haver duvidas o Coelho comprou umas cerejas para o caminho.

Dali, rumámos ao Vale do Rossim e posteriormente Barragem do Lagoacho, onde termina o caminho no pontão de cimento. A ultima vez que aqui tínhamos passado foi com o Mané na etapa Linhares da Beira-Piodão da GR22. Só que no ano passado esta parte sem caminho tinha muito menos mato.


Vale do Rossim.


Vista desde o Vale do Rossim.


Barragem do Lagoacho.


O caminho aqui já esteve melhor.


Aqui sempre foi assim.


E aqui também já esteve melhor.

Apanhámos o caminho ao lado do canal de água que tem destino a Central Hidroeléctrica da Srª do Desterro já para os lados de São Romão, e pedalámos até à estrada nacional que passa na Torre. Aqui não temos alternativa, a subida até à Lagoa Comprida e de seguida até à Fonte dos Perus teve de ser feita sempre em alcatrão.


Maciço central.

E cerca das 16:30, chegámos ao momento de largar o alcatrão e descer a zona que motivou toda esta volta de hoje. A vista sobre a garganta de Loriga estava espectacular. O entusiasmo de nos "enfiar-mos" ali de bicicleta superava o que iríamos passar de bicla às costas. :)


Um pouco de alcatrão.


O inicio da descida para Loriga.


O caminho que fizemos.


A parte boa que estávamos a deixar para trás.


Sem saída...

A parte mais acessível do percurso foi descer até à Barragem do Covão do Meio, pois até lá ainda há caminho, em muito mau estado, mas há. Em tão mau estado que os últimos metros era impossível continuar montado. A barragem estava praticamente sem água. Para quem não sabe, esta barragem tem uma túnel de ligação com a Lagoa Comprida e funciona como uma espécie de reserva.

Vista sobre a garganta de Loriga.


A descer para o Covão do Meio.


O caminho "bom".


Barragem do Covão do Meio.


Coelhone mesmo por cima da barragem.


Era fixe se ainda tivesse água.

Descemos a escadaria antes e depois do paredão da barragem e começámos a parte mais chata do dia. De bicicleta às costas, pelo meio de todo aquele granito, descemos ao Covão da Nave, onde fizemos mais um abastecimento e onde (graças ao Coelho) até houve cerejas. Energias repostas e mais uma descida idêntica para o Covão da Areia. A ligação entre o Covão do Meio e o da Areia foi sem dúvida o mais complicado de fazer, mas também já sabíamos onde nos estávamos a meter.


Parte para fazer à mão.


Paredão da barragem.


Mais escadas.


O caminho ...


... para fazer a pé.


Vista sobre o Covão da Nave.


Pedalando no Covão da Nave.


Coelhone no Covão da Nave.


Eu no Covão da Nave.


A pedalar por lá...

Chegados ao Covão da Areia, atravessamos este a pedalar. A parte mais ciclavel de todo este trilho, mas ainda nos esperava a descida para Loriga.



Deixado para trás o Covão da Nave.


Sim, é o caminho.


Vista sobre o Covão da Areia.


A pedalar no Covão da Areia.

Ao sair deste covão, encontrámos o pessoal da marcha que vinha de Loriga: Sérgio, Joca e Grácio.


A pedalar no Covão da Areia.


Joca, Coelho, Grácio, eu e o Sérgio.


O caminho a melhorar.


Saída do Covão da Areia.


Loriga à vista.

A partir daqui o caminho tinha muito melhor aspecto. Mesmo as partes que inevitavelmente eram para se fazer à mão, dava para descer com muito mais facilidade. Isto conjugado com o treino que trazíamos de trás, fez com que tudo parecesse mais simples.


Não, não é a Heidi.


Aqui já se pedala melhor.


Lindo, não é?


No trilho dos pastores.


Caminho bom à vista.

De vez em quando ainda apareciam algumas partes boas para pedalar, mas a verdade é que à medida que nos aproximávamos de Loriga estes troços iam aparecendo cada vez mais.

Quando chegámos a um caminho normal para bicicletas, olhámos para trás ...... indescritível! Como é bonito todo aquele cenário. As vezes que já por ali andei a pé, mais esta de bicicleta não dá para me fartar de toda aquela zona da serra.

E assim que pisamos o alcatrão em Loriga, fomos buscar o jipe que a malta da marcha tinha deixado junto à praia fluvial e rumámos à cidade mais alta para ainda ir a tempo de comer uma francesinha na companhia do "Yosey".

A altimetria da volta.

E para complementar o fim de semana, nada melhor que uma marchinha logo no dia a seguir pela Serra da Estrela. Um bom passeio de 5 horas pela Nave de Santo António, Piornos, Curral do Vento, Poios Brancos e terminar na curva do chouriço. Uma marcha do CMG que tiveram uns caminheiros novos: o meu pai, a minha mãe, a minha irmã e o Mané.


Domingo: A caminho do Curral do Vento.


Domingo: Os caminheiros.


Domingo: Mae, mana e pai.


Domingo: Descida para o vale do Zêzere.


Domingo: Almoço no Covão d'Ametade.

10 comentários:

antoniosantos disse...

quando é que pedalamos juntos

antoniosantos disse...

Temos de combinar uma ida ao Piodão

antoniosantos disse...

Sou dessa zona mas no que toca a conhecimento, ganhas-me aos pontos

Tiaguss disse...

Olá António.

Andar por Loriga e conciliar com uma ida ai Piodão dá sempre uma boa volta e caminhos são coisas que não nos faltam. :)

Um abraço

gonber&saroka disse...

viva!

precisava de lhe perguntar umas coisas sobre a gr22 - rota das aldeias históricas.

diga-me para que mail posso enviar as minhas questões (goncalobernardo@gmail.com)

antoniosantos disse...

Sou de Famalicão da Serra e gostava de ir ao Piodão, temos de combinar esta travessia. Que tal ??

antoniosantos disse...

este blog está a ganhar proporções fantásticas - já repararam nisso ?? muito bom

Tiaguss disse...

Obrigado António

Temos de fazer um ponto de encontro aí por Famalicão. As vezes que tenho aí passado para Valhelhas desço sempre por alcatrão (pela estrada do cemitério), mas deve haver uma alternativa melhor, não? Temos de combinar qq coisa.

Um abraço
Tiago Lages

antoniosantos disse...

olá Tiago !
Eu vivo em Lisboa, mas quando vou passar FDS aí levo sempre a bike, se me deres o teu email, podemos combinar.
Foi pena terem alcatroada essa estrada para Valhelhas; infelizmente não há alternativa, pelo menos tão directa.
Abraço

Tiaguss disse...

Olá António

Quando vieres ate à beira, diz qualquer coisa para tiagussbtt@gmail.com. Pode ser que de para combinarmos algo.

Muito obrigado pela tua assiduidade a este blog. Um abraço!
Tiago Lages

PS: Hoje à noite devo publicar mais uma boa volta que se fez no sábado passado ;)